Estados do Brasil

(resumo)

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

 

O Brasil possui 26 Estados e um Distrito Federal. A divisão político – administrativa é de 1998, quando o Estado de Tocantins, a partir do desmembramento de Goiás, e os territórios do Amapá e de Roraima são transformados em Estados.

 

 

Estado da BAHIA

 

 

O Estado da Bahia, é limitado ao N por Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Piauí, a W por Goiás, ao S Por Minas Gerais e Espírito Santo. Tem uma superfície de 561.026 Km2 e a sua capital é Salvador. Possui 336 municípios e os seus principais centros urbanos são: Salvador, Feira de Santana, Ilhéus, Itabuna, Jaquié e Vitória da Conquista.

A Bahia é dos maiores produtores brasileiros de petróleo e gás natural. Tem um subsolo rico em recursos minerais, o Estado é o primeiro produtor de chumbo, cromo e baritina, e o segundo em amianto e magnesita.

O Turismo é importante, com as suas belezas naturais, o acervo histórico, o folclore e a culinária, fazem da Bahia um pólo turístico importantíssimo.

 

 

 

 

 

A Costa da Bahia foi o primeiro ponto do Brasil a ser tocado pelos portugueses da frota de Pedro Álvares Cabral, que chegaram à baía Cabrália em 22 de Abril de 1500, descobrindo oficialmente o Brasil. A baía de Todos os Santos só foi descoberta em 1501, por Américo Vespúcio. Durante os primeiros trinta anos do século XVI, Portugal não se preocupou com o povoamento da nova colónia. O território baiano era visitado apenas pelos que iam buscar pau-brasil.

Em 1511, porém, já existia uma feitoria na baía de Todos os Santos. Alguns degradados, desertores e náufragos uniram-se às índias e originaram as primeiras famílias baianas. Um desses náufragos, foi Diogo Álvares, conhecido por Caramuru. O pau-brasil também atraiu contrabandistas franceses que conseguiram conquistar a confiança dos índios. Só em 1534, a Bahia começou a ser povoada. Nesse ano, D. João III achou que a melhor maneira de colonizar e assegurar a posse da Bahia era dividi-lo em capitanias. Ao território do actual Estado da Bahia correspondiam as capitanias da baía de Todos os Santos, de Ilhéus e de Porto Seguro. A capitania de Porto Seguro foi doada a Pêro de Campo Tourinho e, nela, o seu donatário fundou, em 1535, a vila de Santa Cruz, na baía Cabrália; no outro ano, outra vila, a de Porto Seguro. Na capitania de Ilhéus, o donatário Jorge de Figueiredo Correia, fundou a povoação de Ilhéus. Francisco Pereira Coutinho, recebeu a capitania da baía de Todos os Santos e fundou a povoação do Pereira (depois Vila Velha), no local do actual Porto da Barra.

Em 1548, D. João III comprou a capitania da Bahia para nela instalar a sede do Governo-geral. O primeiro Governador-geral foi Tomé de Sousa, que chegou à povoação do Pereiro em 1549 e logo iniciou a construção da sede do Governo, a cidade de Salvador, a primeira capital do Brasil.

A conquista e a colonização do Recôncavo foi um novo impulso no povoamento da região. Mas, a conquista do interior só foi consolidada pelo criadores de gado, cujos currais se espalharam pela região do rio São Francisco.

No século XVII, o território do actual Estado da Bahia já estava completamente explorado e utilizado.

Depois de repelidos ingleses e, principalmente, holandeses, o século XVIII marcaria a expansão da economia baiana, graças ao alto preço alcançado pelo açúcar e às grandes safras de tabaco que exportava.

Ideias liberais e de independência começaram a ser difundidas e várias rebeliões ocorreram, que no conjunto, levaram ao sete de Setembro.

Em 1808, a Família Real portuguesa, chegou à Bahia, fugida do exército francês que invadira Portugal.

Quando em 1822, a Cortes portuguesas substituíram o baiano Freitas Guimarães, comandante das Armas da Bahia, pelo português Madeira de Melo, os baianos revoltaram-se. Reunidas no Recôncavo, as tropas baianas iniciaram a luta contra os portugueses. Só em 2 de Julho de 1823, os portugueses foram definitivamente derrotados.

Durante as primeira décadas do Império brasileiro, a Bahia passou por grande agitação política e social. Ocorreram várias revoltas contra a permanência de portugueses que haviam lutado contra os baianos na Guerra da Independência. O movimento de maior importância e duração, porém, foi a Sabinada, iniciada em Novembro de 1837. Em Março de 1838, os sabinos já estavam derrotados.

Na primeira metade do século XIX, a produção açucareira do Recôncavo entrou num período de crise, da qual nunca recuperou completamente. Contudo, o cacau começou a ganhar importância e, a partir de 1880, a produção acelerou-se.

A República foi proclamada na Bahia pelo coronel Frederico Buys, comandante do forte de São Pedro, em 16 de Novembro de 1889, assim que recebeu a notícia do Rio de Janeiro.

O início do período republicano foi marcado também, por agitação e instabilidade política no Estado. O primeiro governador, Virgílio Clímaco Damásio, só governou cinco dias. Luís Viana foi o primeiro a ser eleito por voto directo. Ao assumir, em 1896 o poder, teve de enfrentar a revolta dos Canudos. Posteriormente, desentendimentos em torno da candidatura de J.J. Seabra provocaram o mais grave incidente; ou seja, o bombardeamento de Salvador por tropas federais em 1812.

Depois de acalmados os ânimos dos primeiros tempos, vale destacar os nomes dos governadores Juraci Magalhães (que no seu primeiro mandato foi descoberto petróleo no campo de Lobato), Octávio Mangabeira, Luís Régis Pacheco Pereira, Luís Viana Filho, António Carlos Magalhães, e outros.

 

 

 

Baía de Todos os Santos

 

 

 

 

A capitania doada por D. João III a Francisco Pereira Coutinho, compreendia 50 léguas de costa, entre a foz do rio São Francisco e a ponta do Padrão. O donatário e seus colonos desembarcaram em Dezembro de 1536 na baía, extremo meridional e melhor ancoradouro da capitania, em torno cresceu a povoação denominada vila do Pereira, mais tarde Vila Velha, onde ainda em 1536 foram distribuídas sesmarias. A sua política de distribuir sesmarias, espalhando umas das outras, aliou-se aos desentendimentos entre os colonos e à acção hostil dos silvicultores na tarefa de baldar todos os esforços de colonização. Forçado a abandonar a terra, Francisco Pereira Coutinho refugiou-se nas capitanias de Ilhéus e Porto Seguro. Julgando pacificados os ânimos, dispôs-se Caramuru a trazê-lo de volta em 1547. Ocorreu, no entanto, o naufrágio da nau que o conduzia, sendo o donatário aprisionado e morto pelos índios da ilha de Itaparica.

Fracassada a primeira tentativa de colonização, foi a região escolhida para sede do Governo-geral, criado em 1548.

 

Salvador

 

 

Salvador foi fundada por Tomé de Sousa, em 1549 e, foi durante mais de 200 anos, sede do Governo-geral do Brasil. No primeiro século de sua existência, girou em torno da exportação do açúcar, pois as plantações de cana haviam-se expendido ao longo dos rios que desaguam na Baía de Todos os Santos. Para isso, a cidade contava com um porto bem localizado, naturalmente protegido do Atlântico por um promontório. Posteriormente, desenvolveu-se a cultura do tabaco, na região periférica à Baía, ocupando as terras impróprias para a cana-de-açúcar, ao mesmo tempo que, pelo sertão, foi-se expandido a criação de gado, intensificando o movimento portuário. No final do século XVll, a cidade sofreu novo impulso com a construção de palácios, igrejas, conventos e solares. Em 1763, com a transferência da capital do Brasil para o Rio de Janeiro, diminuiu o ritmo de seu crescimento. Contudo, ainda no século XVlll, Salvador começou a exportar ouro e diamantes provenientes da chapada Diamantina. No início do século XlX, o porto exportava, açúcar, tabaco, couro, madeira e oleaginosas. Em 1829, a cidade passou a ter iluminação pública a óleo, para em 1862 passar a gás. Na altura, foi implantado o serviço telegráfico. Em 1912, sob a intervenção federal, sofreu vários bombardeamentos, devido às reacções da população.
          Salvador fica situada à entrada da Baía de Todos os Santos, e ocupa a ponta da península que se estende ao Norte e a Leste desta. O terreno em que foi edificada a cidade, apresenta dois níveis: a Cidade Baixa, que fica na faixa litorânea, e a Cidade Alta, aproximadamente a 70 metros acima do nível do mar. Nesta parte da cidade, concentra as funções portuárias e comercial, principalmente os retalhistas. Aí também se encontram bancos, escritórios, o Mercado Modelo e a feira de São Joaquim.
          A Cidade Alta é formada sobretudo por bairros residenciais, mas conta também com órgãos administrativos, escritórios e comércio dedicado ao turismo. A Cidade Baixa e a Cidade Alta são ligadas por ladeiras, modernas rampas, dois funiculares e o Elevador Lacerda, que data de 1873. Entre as principais atracções turísticas, estão as igrejas, como a abadia de São Bento, do século XVl, a catedral Basílica Maior e a igreja do Desterro, do século XVll; as igrejas da Ordem Terceira de São Domingos, do Convento de São Francisco, da Ordem Terceira de São Francisco e do Bonfim, todas do século XVlll. Os fortes mais procurados são os de Santo António da Barra (1536) e os de Santa Maria, São Marcelo, São Pedro e São Diogo, todos do século XVll. São também locais turísticos o convento do Desterro, o convento da Lapa, o Solar do Unhão, a Reitoria, a Baixa do Sapateiro, o Largo do Pelourinho e a Rampa do Mercado. Entre as praias da cidade, destacam-se as de Amaralina, Arembepe, Armação, Paraguaçu, Boa Viagem, Farol da Barra, Itapuã, Ondina. Piatã e Pituba. Muito visitada também é a Lagoa do Abaeté.
Senhor do Bonfim
          Igreja de Nosso Senhor do Bonfim – Uma promessa do Capitão Teodósio Rodrigues de Faria deu início a irmandade de devoção ao Nosso Senhor do Bonfim em 1745 e às romarias de peregrinação ao templo a partir de 1754. A imagem do santo, feita sob encomenda em Setúbal, Portugal, chegou em 1740 e foi colocada na Igreja de Nossa Senhora da Penha, na Ribeira. A construção da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim durou 14 anos e o tempo foi inaugurado com a entronização da imagem, em 1754. As torres, porém, só foram concluídas em 1772. Sua fachada, voltada para o centro da cidade, é parcialmente revestida de azulejos brancos portugueses de 1873, que contrastam com a pedra morena dos cunhais, portais, contornos e parte frontal. A pintura do teto da nave é uma obra-prima do mestre Franco Velazco. A sala de ex-votos, por sua vez, é uma prova de fé de milhares de peregrinos que aí estiveram agradecendo graças alcançadas. A tradição de amarrar uma fita no pulso com três nós, repetindo em cada um deles o pedido, é sagrada entre os católicos e entre os praticantes do candomblé. Na segunda quinta-feira de Janeiro após o Dia de Reis, uma procissão de baianas de acarajé acompanhada pelo povo sai numa caminhada de oito quilómetros da Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia em direcção à Igreja do Bonfim. Tipicamente vestidas e levando potes brancos com flores e água, as baianas lavam o adro e as escadarias do templo em meio a cantorias e saudações. O Hino ao Senhor do Bonfim é uma música sagrada, sendo cantado em solenidades religiosas e cívicas do povo baiano.
          Há 456 anos, em 29 de Março de 1549, chegava à enseada do Porto da Barra a frota que conduzia Tomé de Sousa e os que, com ele, vinham fundar a Cidade do Salvador.
          A cidade, que foi a Capital do Império Português na América e a Capital do Atlântico Sul, não é assim o resultado da evolução de um grupo vicinal às categorias de povoado, vila e, finalmente, cidade. Já nasceu com todas às prerrogativas de sede de governo, local de decisões políticas e administrativas.
          Com Tomé de Sousa (que acumulava o título de Governador, o de Capitão desta capitania que fora doada a Francisco Pereira Coutinho e revertera ao domínio pleno da Coroa) chegaram cerca de mil homens - entre voluntários, marinheiros, degredados, soldados, e sacerdotes. Este grupo, mais a tripulação da nau de um certo Gramatão Teles, que viera dar notícias da Fundação decidida em Lisboa, somado ao que restava da Vila do Pereira, fundada treze anos antes pelo donatário e mantida pela liderança do "Caramuru", e que implanta a cidade e lhe dá vida.
          Apesar de fundada em 1549, noventa e seis anos depois da data que livros didácticos convencionaram como sendo a do fim da Idade Média, a Cidade do Salvador ainda foi influenciada por muitos e muitos factores medievais na escolha do sítio do seu núcleo inicial e no sistema de defesa que nele se desenvolveu.
          Os planos discutidos na metrópole e aqui implementados pelo "mestre de risco e pedraria" que foi Luís Dias, determinavam, basicamente, a construção de uma "fortaleza grande e forte". A preocupação com a defesa superava todas as outras. A habitação e a circulação ficavam em segundo plano, subordinadas aos propósitos de segurança militar para a "cabeça da colónia do Brasil" e para as frotas que buscavam abrigo da baía de Todos os Santos nas suas rotas para o Oriente, seja pelo caminho do Cabo da Boa Esperança, seja pela rota do Pacífico, contornando o extremo sul da América.
          Foram estas ideias que determinaram a escolha do ponto mais alto da costa em torno do golfo, para nele situar a cidade. Preferiu-se o local que oferecia maiores facilidades naturais à defesa, tanto dos possíveis ataques pelo mar, quanto das investidas dos índios agredidos com os novos fatos da presença colonizadora.
          Limitou-se a cidade, ao sul, pela porta de Santa Luzia, no sítio onde, actualmente, a rua Chile encontra-se com a Praça Castro Alves. Ali, a escarpa natural, hoje desaparecida com as muralhas do próprio largo e as das ladeiras da Conceição e da Montanha, compunha a defesa em acidente natural que se estendia por toda a face oeste desse núcleo básico - a "montanha da cidade".
          Pela face leste, uma escarpa de menor porte, uma barroca pequena - e por isto Barroquinha - também apoiava a defesa em sistema integrado com a "vala na cidade", curso d'água nascente onde se fizeram as Hortas de São Bento, no local do primeiro matadouro que por lançar ali os seus restos baptizou o curso de Rio das Tripas.
          O limite norte da cidade, conquanto tenha apresentado alguns pontos de controvérsias entre historiadores, ficou perfeitamente definido em pesquisas e interpretações mais recentes. Esteve, ainda que por breve tempo, na porta de Santa Catarina, no limite actual. entre a Praça Municipal e a Rua da Misericórdia, junto da esquina com a Ladeira da Praça. Daí foi logo avançando para a actual. face esquerda do Palácio Arquiepiscopal, onde bem mais tarde foi levado para o meio do declive, hoje ocupado pelo Largo do Pelourinho, onde podem ser encontrados restos da muralha fortificada.
          A conjuntura que inspirou a fundação da Cidade do Salvador e sua locação neste ponto da costa do Brasil foram elementos básicos do traçado do seu destino. Ainda hoje, quem nela habita está, naturalmente, vinculado àquelas opções.
          Hão de ser especificamente referidos os jesuítas da primeira leva e os Oficiais do Senado da Câmara.
          Quando D. João III iniciou o trabalho de por ordem e dar rentabilidade ao império que alcança a sua maior amplitude no reinado anterior de D. Manuel 1º, cuidou de se prover de respaldo religioso para as terras do Brasil, da África e da Índia. As ordens que vinham da Idade Média, apoiados em uma visão contemplativa da Fé, já tinham dado o melhor da sua presença. Surgia àquele tempo uma nova visão caquéctica, criada por Inácio de Loiola: a Companhia de Jesus. Nela, o rei de Portugal buscou homens para mandar ao ultramar.
          De início, lhe foram dados os padres Francisco Xavier e Simão Rodrigues. O primeiro, logo viajando para o Oriente, seria o Apóstolo das Índias, com marcada presença em Goa e no Japão. O segundo organizou a "assistência" de Portugal, e a ele se deve o recrutamento e o envio do Padre Manuel da Nóbrega chefiando os jesuítas que vieram na armada da fundação.
          Saltando na Barra e exercendo os primeiros ministérios na "maneira de igreja" que já encontraram em devoção a Nossa Senhora da Graça, os inacianos foram dos primeiros a se transferirem para cidade que se fundava e, certamente, os responsáveis pela fisionomia da sua face setentrional, com a locação do seu colégio e da sua igreja. A eles coube não só o trabalho de pregação, como todo o aparelho pedagógico da colónia, aspecto em que exerceram o monopólio até a expulsão de 1759.
          O Senado da Câmara, ou seja, os vereadores da cidade merecem, na história destes primeiros tempos, referência muito destacada e específica.
          Em uma estrutura de governo absoluto, quando o rei podia tudo sobre as pessoas e as coisas, funcionava, paralelamente, um colegiado eleito a que cumpria a administração civil da cidade. E, mais do que isso: além da vigilância ao bom cumprimento das posturas que elaborava, ainda lhe era inerente a fiscalização do bom cumprimento dos ofícios dos servidores do Reino. Ao ponto de ser disposição específica o fato da cadeia pública ter que funcionar, necessariamente, no mesmo prédio das suas reuniões, como forma directa e material de colocar, sob permanente vigilância, qualquer possível abuso de autoridade. Estas atribuições aos vereadores da cidade dão bem a medida da importância do seu papel naqueles dias iniciais.
          Cabe, ainda, uma referência especial à Santa Casa da Misericórdia, ou Casa da Santa Misericórdia para usar a expressão coeva. O Concílio de Trento ordenando as chamadas "obras de misericórdia" como que legislou sobre o que, hoje, chamaríamos de "obrigações providenciarias" dos estados em que a religião católica era culto oficial.
          O estado português não tinha nem vocação, nem condição para implementar tais serviços. A instituição das Misericórdias, que vinha do tempo do milagre da rainha Isabel, era a naturalmente indicada para tais encargos.
          Funcionando como pólo gregário, agência de prestígio e organização de serviços públicos, a Misericórdia da Bahia, desde os primeiros dias da fundação da cidade, desempenhou todos aqueles papéis que a tornaram supletiva da actividade assistencial de um poder público que se voltava, fundamentalmente, para a actividade fiscalista destinada a enriquecer, cada vez mais, um Reino deslumbrado com suas conquistas.
          Fora de portas, a "praia" e o caminho do conselho. Na "praia", os estaleiros onde se faziam e consertavam naus de todos os calados, usando a boa madeira das matas do vale do Jaguaribe. Na Ribeira dos Galeões, hoje ocupada pelos edifícios de capitania dos Portos, carpinteiros e calafates, vindo de Portugal e seus aprendizes que se formam na Bahia fazem urcas, caravelas, patachos e quanto mais tipo de embarcação lhe fosse encomendado. Na estreita rua, colada ao sopé da montanha, o atestado do carácter internacional da cidade.
          Quando a administração Portuguesa retirou Tomé de Sousa do encargo que lhe cometera, a cidade já estava implantada e, já merecendo que dela se gostasse. Inclusive o próprio fundador que declara em frase registrada por Frei Vicente do Salvador : "... verdade é que eu o desejava muito, e me crescia água na boca quando cuidava em ir para Portugal; mas não sei que é que agora se me seca a boca de tal modo que quero cuspir e não posso".
          A história da cidade de Salvador inicia-se 48 anos antes de sua fundação oficial com a descoberta da Baía de Todos os Santos, em 1501. A Baía reunia qualidades portuárias e de localização, o que a tornou referência para os navegadores, passando a ser um dos pontos mais conhecidos e visitados do Novo Mundo. Isso fomentou a ideia de construção da cidade. O rei D. João III, então, nomeou o militar e político Tomé de Sousa para ser o Governador-geral do Brasil e fundar, às margens da Baía, a primeira metrópole portuguesa na América.
          Em 29 de Março de 1549, a armada portuguesa aportava na Vila Velha (hoje Porto da Barra), comandada pelo português Diogo Alvares, o Caramuru. Era fundada oficialmente a cidade de Cidade do São Salvador da Baía de Todos os Santos, que desempenhou um papel estratégico na defesa e expansão do domínio lusitano entre os séculos XVI e XVIII, sendo a capital do Brasil de 1549 a 1763.
          O trecho que vai da actual. Praça Castro Alves até a Praça Municipal, o plano mais alto do sítio, foi escolhido para a construção da cidade fortaleza. Tomé de Sousa chegou com uma tripulação de cerca de mil homens – entre voluntários, marinheiros soldados e sacerdotes, que ajudaram na fundação e povoação de Salvador.
          Em 1550, os primeiros escravos africanos vieram da Nigéria, Angola, Senegal, Congo, Benin, Etiópia e Moçambique. Com o trabalho deles, a cidade prosperou, principalmente devido a actividade portuária, cultura da cana de açúcar e comercialização o algodão o fumo e gado do Recôncavo.
          A riqueza da Capital atraiu a atenção de estrangeiros, que promoveram expedições para conquistá-la. Durante 11 meses, de Maio de 1624 ao mês de Abril de 1625, Salvador ficou sob ocupação holandesa. Em 1638, mais uma tentativa de invasão da Holanda, desta vez com o Conde Maurício de Nassau que não obteve êxito.
          A cidade foi escolhida como refúgio pela família real portuguesa ao fugir das investidas de Napoleão na Europa, em 1808. Nessa ocasião, o príncipe regente D. João abriu os portos às nações amigas e fundou a escola médico-cirúrgica, primeira faculdade de medicina do País.
          Em 1823, mesmo um ano depois da proclamação da Independência do Brasil, a Bahia continuou ocupada pelas tropas portuguesas do Brigadeiro Madeira de Mello. No dia 2 de Julho do mesmo ano, Salvador foi palco de um dos mais importantes acontecimentos históricos para o estado e que consolidou a total independência do Brasil. A data passou a ser referência cívica dos baianos, comemorada anualmente com intensa participação popular.
          Dos planos iniciais de D. João III, expressos na ordem de aqui ser construída "A fortaleza e povoação grande e forte", o compromisso foi cumprido por Tomé de Sousa e continuado pelos que os sucedem. São filhos de Catarina e Caramuru, que se misturaram com os negros da mãe África e legaram à Salvador a força de suas raças criando um povo "gigante pela própria natureza".

Hino da Bahia “Dois de Julho”

Letra: Ladislau dos Santos Titara / Música: José dos Santos Barreto


Nasce o sol a 2 de julho
Brilha mais que no primeiro
É sinal que neste dia
Até o sol é brasileiro
Nunca mais o despotismo
Referá nossas ações
Com tiranos não combinam
Brasileiros corações
Salve, oh! Rei das campinas
De Cabrito e Pirajá
Nossa pátria hoje livre
Dos tiranos não será
Cresce, oh! Filho de minha alma
Para a pátria defender,
O Brasil já tem jurado
Independência ou morrer.

 

Estado da Bahia

http://pt.wikipedia.org/
Local de chegada dos primeiros portugueses ao Brasil no ano de 1500, a região do que viria a ser o estado da Bahia começou a ser povoada na primeira metade do século XVI. Através da exploração do território, se descobriu a existência do pau-brasil, essa matéria-prima passou a ser largamente explorada, atraindo desde comerciantes portugueses a contrabandistas europeus, em especial, os franceses. Várias outras explorações ocorreram, a partir daí, chegando lentamente portugueses com interesses nas novas terras.
Gradualmente, o território baiano actual foi colonizado, povoado e conquistado por expedições denominadas de Entradas, as quais partiam de Salvador, Ilhéus e Porto Seguro em direcção ao interior do estado. As entradas eram feitas do mesmo jeito das bandeiras de São Paulo, mas não tiveram tanto reconhecimento e valorização como as bandeiras.
Partindo do litoral em direcção ao norte/nordeste brasileiro, subindo os rios São Francisco, das Contas, Paraguaçu, Grande e Verde, desbravaram o interior da Bahia e os territórios do Piauí, Minas Gerais e Maranhão. Chegaram ao sul/sudeste brasileiro também, descendo os rios Pardo, Jequitinhonha, Mucuri e Doce.
Durante os séculos XVI e XVII, apesar dessas explorações do território terem ocorrido apenas com o intuito de povoar e reconhecer as terras descobertas, foram de grande importância para o reconhecimento inicial da geografia, da hidrografia, da fauna, das flora e dos minerais da Bahia, além de ter ajudado bastante na demarcação do território baiano, estabelecendo os limites com seus estado vizinhos.
Capitanias Hereditárias: No território correspondente ao actual da Bahia, foram formadas cinco capitanias hereditárias entre 1534 e 1566, conservadas até a segunda metade do século XVIII. As quais foram a da Bahia, doada a Francisco Pereira Coutinho em 5 de Abril de 1534; de Porto Seguro doada a Pêro do Campo Coutinho em 27 de Maio de 1534; de Ilhéus doada a Jorge de Figueiredo Correia em 26 de Julho de 1534; das Ilhas de Itaparica e Tamarandiva doada a D. António de Ataíde em 15 de Março de 1598; do Paraguaçu ou do Recôncavo da Bahia doada a Álvaro da Costa em 29 de Março de 1966.
 Capitania da Bahia: Com a morte do donatário, Francisco Pereira Coutinho, cuja descendência veio a receber da Coroa Portuguesa quer o morgadio do juro real da Redízima da Bahía (séc. XVI), quer os títulos de Visconde da Bahía, de juro e herdade (1796), e de Conde da Bahía (1833), a Capitania da Bahia foi vendida pela viúva à Coroa Portuguesa, para fins da instalação da sede do governo-geral, com a fundação da cidade do Salvador (1549).
Depois de passar por vários herdeiros, sendo o último donatário, o Marquês de Gouveia, a capitania foi tomada pela Coroa e foi unida à da Bahia, formando uma só.
 Capitania de Ilhéus: Após um período próspero, a capitania entrou em longa disputa judiciária. Incorporada, junto com a Capitania de Porto Seguro, à Capitania da Bahia entre 1754 e 1761, a Capitania de Ilhéus deu origem ao moderno estado da Bahia.
 

Capitania das Ilhas de Itaparica  e Tamarandiva: Em 6 de Abril de 1763 foi unida à Capitania da Bahia.
Tomé de Sousa, o primeiro governador-geral do Brasil, fundou Salvador, que se tornou a primeira capital do país em 1549, sendo por muitos anos a maior cidade das Américas. Em 1572 o governo colonial dividiu o país em dois governos, um em Salvador, e o outro no Rio de Janeiro, esta situação se manteve até 1581, quando a capital do Brasil passou a ser novamente apenas Salvador. A capital foi transferida para o Rio de Janeiro definitivamente em 1763, pelo Marquês de Pombal.
Em Salvador concentrou-se uma grande população de europeus, índios, negros e mestiços - em decorrência da economia, centrada no comércio com engenhos instalados no vasto Recôncavo. A extensa costa não esteve livre de ameaças e ataques estrangeiros, ameaças que ensejaram a fortificação de vários pontos. Porto Seguro, por exemplo, teve seu primeiro fortim levantado em 1504 por Gonçalo Coelho e reforçado no século XVII. Quando, em 1595, os franceses atacaram Ilhéus e foram repelidos, já existia na entrada do porto o fortim de Santo António, transformado em 1611 em forte de pedra e cal. Cairu, fundada depois da guerra contra os Aimorés, provavelmente em 1610, nasceu também com sua fortaleza.
O território original da Bahia compreendia a margem direita do rio São Francisco (a esquerda pertencia a Pernambuco). Estava, basicamente, dividido entre dois grandes feudos: a Casa da Ponte e a Casa da Torre, dos senhores Guedes de Brito e Garcia d'Ávila, respectivamente - promotores da ocupação de seu território e muito importantes em sua defesa.
Invasão holandesa
Ingleses e holandeses atacaram a Bahia no século XVII. Durante o Governo de D. Diogo de Mendonça Furtado, Salvador foi invadida pelos holandeses que vencendo a resistência dos cidadãos que deixaram a cidade, dominaram Salvador de 1624 a 1625. Mas em 1º de Maio de 1625, depois de vários conflitos, os holandeses estando cercados e isolados, com a ajuda de morgados como a Casa da Torre e dos espanhóis, a cidade foi retomada pelos portugueses.
Por sua posição estratégica, à entrada da baía de Todos os Santos, e por ali se refugiarem barcos inimigos e contrabandistas, o Governador Diogo Luís de Oliveira determinou em 1631 a construção de um forte em Morro de São Paulo, ampliado em 1730, transformando-se em uma das maiores fortificações da costa, com 678 m de cortina. Os holandeses, antes de atacarem Salvador, em 1624, estiveram em Morro de São Paulo e utilizaram o seu canal como tocaia para atacar navios lusos, entre os quais um barco jesuíta que vinha de São Vicente, conduzindo 15 religiosos da Companhia e outros de outras Ordens. Um ano mais tarde, ali se refugiou a numerosa armada de Boudewijn Hendriczzood que, ao ter conhecimento da retomada de Salvador pelos espanhóis e portugueses, rumou para o Norte.
Os holandeses fizeram outras tentativas para retomar Salvador, mas todas sem sucesso, principalmente, após a construção do Forte de São Marcelo em ponto estratégico da Baía de Todos os Santos não há registros de invasões de estrangeiros. Com isso, a Bahia se tornou uma referência em resistência na Colónia, em especial, aos holandeses que dominaram com sucesso Recife.
Enquanto estiveram em Recife, os holandeses não deixaram de rondar a costa baiana, atacando Caravelas (1636), Camamu e Ilhéus (1637), mas todas as tentativas sem sucesso. Os ataques provocaram a construção em Camamu, em 1649, do forte de Nossa Senhora das Graças, com quatro baluartes, reedificado entre 1694/1702 e, possivelmente, a construção do forte de São Sebastião em Ilhéus, pois documento de 1724 já o assinala sobre um monte.
Séculos XVIII e XIX
A economia do litoral foi extrativista. A princípio, pau-brasil, valorizado na Europa como pau de tinta e disputado por comerciantes portugueses, contrabandistas e piratas. Depois, incluíram-se na pauta de exportação e contrabando madeiras para a construção naval e civil, cortadas entre Ilhéus e Valença. Em 1722, os jesuítas do Colégio da Bahia instalaram uma serraria hidráulica em Camamu à qual se somavam mais duas de terceiros, no final do século. No imposto extorquido para a reconstrução de Lisboa, após o terramoto, a vila pagaria sua contribuição com madeira e farinha de mandioca. Desde a coroação de Dom José I, em 1750, e a nomeação do conde de Oeiras, futuro Marquês de Pombal como primeiro-ministro, havia-se inaugurado uma política mais actuante com relação ao Brasil e, em particular, à Bahia.
Pela Carta Régia datada de 1755, decidiu-se transformar em vilas as missões jesuíticas, com a intenção de afastar os índios da influência dos padres. São criadas as vilas de Prado (1755), antiga Aldeia de Jucururu; Alcobaça (1755), com território desmembrado de Caravelas; Nova Santarém (1758), antiga aldeia de São Miguel e Santo André de Serinhaém, atual cidade de Ituberá; Barcelos (1758), ex-aldeia de Nossa Senhora das Candeias, emancipada de Camamu; Troncoso (1759), ex-aldeia de S. João Batista dos Índios; Vale Verde (1759), antiga Aldeia do Espírito Santo; Maraú (1761), ex-Aldeia de S. Sebastião de Maraú.
Por solicitação de Dom Marcos de Noronha, Conde dos Arcos, e através de Provisão do Conselho Ultramarino de 4 de Março de 1761, D. José I ordenou ao ouvidor da Comarca da Bahia, Desembargador Luís Freire Veras, que tomasse posse da Capitania dos Ilhéus para a Coroa. Igual providência foi adoptada com relação à Capitania de Porto Seguro, transformando-se as duas em comarcas. Estas medidas estavam relacionadas com a preocupação do Governo Geral em controlar o contrabando no litoral sul e proteger as populações da região de Cairu e Camamu, centros de abastecimento da capital, contra os frequentes ataques dos Guerens, que voltaram a atacar, no período entre 1749 e 1755. Foram elevadas a vila a Aldeia de Belmonte (1765); a missão de N. S. da Escada, com o nome de Nova Olivença (1768), em Ilhéus; o povoado de Campinhos (1720), com a denominação de Vila Viçosa (1768) e a Aldeia do Mucuri, com o nome de São José de Porto Alegre (1769), actual cidade de Mucuri. Três destes municípios foram surpresos nas três primeiras décadas do século actual: Vila Verde, Trancoso e Barcelos. Com a mudança da capital do país para o Rio de Janeiro, o Governo da Bahia ordenou em 1777 ao Ouvidor de Porto Seguro criar paradas de correio, vilas e povoações entre Salvador e Espírito Santo, mas pouca coisa se fez. No fim do século XVIII, a Povoação de Amparo, à margem do rio Una, foi levada a vila com o nome de Valença (1799), sendo seu território desmembrado de Cairu.
De nada valeu o protesto de Silva Lisboa, juiz conservador das matas, em 1779, contra a devastação da Mata Atlântica. Ainda no início do século XIX o inglês Thomas Lindley seria preso em Porto Seguro por contrabando de pau-brasil, cujo comércio foi monopólio do Estado até 1859.
Na Baía de Tinharé, cessados os ataques indígenas, os colonos refugiados na Ilha de Boipeba voltaram ao continente. Em 1811, Boipeba chegou a tal ruína que perdeu sua condição de vila para o povoado de Jequié, em terra firme, que recebeu o nome de Vila Nova de Boipeba, hoje Nilo Peçanha. Por sua vez, a Vila de Nova Boipeba perdia, em 1847, o foro de vila para Taperoá, uma povoação surgida em torno a uma capela jesuítica que, em 1637, pertencia à Freguesia de Cairu. Nova Boipeba foi restaurada, em 1873, com território desmembrado de Taperoá. Todos os demais municípios do litoral sul foram criados no século XX.
 Conjuração Baiana: O ano de 1798 testemunhou a Conjuração Baiana, que propunha a formação da República Bahiense - movimento pouco difundido, mas com repressão superior àquela da Inconfidência Mineira: seus líderes eram negros instruídos (os alfaiates João de Deus, Manuel Faustino dos Santos Lira e os soldados Lucas Dantas e Luís Gonzaga das Virgens) associados a uma elite liberal (Cipriano Barata, Moniz Barreto, Aguilar Pantoja, membros da Casa da Torre e outros aristocratas), mas só os populares foram executados, mais precisamente no Largo da Piedade a 8 de Novembro de 1799.
 Independência: Mesmo após a declaração de independência do Brasil, em 7 de Setembro de 1822, a Bahia continuou ocupada pelas tropas portuguesas, até à rendição destes, ocorrida no dia 2 de Julho de 1823. Por essa razão a data é comemorada pelos baianos como o Dia da Independência da Bahia.
Com a independência do Brasil, os baianos exigiram maior autonomia e destaque. Como a resposta foi negativa, organizaram levantes armados que foram sufocados pelo governo central.
Brasil República: Com a República ocorreram outros incidentes políticos importantes, como a Guerra de Canudos e o bombardeio de Salvador, em 1912.
A Bahia contribuiu activamente para a história brasileira, e muitos expoentes baianos constituem nomes de proa na política, cultura e ciência do país.

Salvador
http://www.emtursa.ba.gov.br/
A história da cidade de Salvador inicia-se 48 anos antes de sua fundação oficial com a descoberta da Baía de Todos os Santos, em 1501. A Baía reunia qualidades portuárias e de localização, o que a tornou referência para os navegadores, passando a ser um dos pontos mais conhecidos e visitados do Novo Mundo. Isso fomentou a ideia de construção da cidade. O rei D. João III, então, nomeou o militar e político Tomé de Sousa para ser o Governador-geral do Brasil e fundar, às margens da Baía, a primeira metrópole portuguesa na América.
Em 29 de Março de 1549, a armada portuguesa aportava na Vila Velha (hoje Porto da Barra), comandada pelo português Diogo Alvares, o Caramuru. Era fundada oficialmente a cidade de Cidade do São Salvador da Baía de Todos os Santos, que desempenhou um papel estratégico na defesa e expansão do domínio lusitano entre os séculos XVI e XVIII, sendo a capital do Brasil de 1549 a 1763.
O trecho que vai da actual Praça Castro Alves até a Praça Municipal, o plano mais alto do sítio, foi escolhido para a construção da cidade fortaleza. Tomé de Sousa chegou com uma tripulação de cerca de mil homens – entre voluntários, marinheiros soldados e sacerdotes, que ajudaram na fundação e povoação de Salvador.
Em 1550, os primeiros escravos africanos vieram da Nigéria, Angola, Senegal, Congo, Benin, Etiópia e Moçambique. Com o trabalho deles, a cidade prosperou, principalmente devido a actividade portuária, cultura da cana de açúcar e comercialização o algodão o fumo e gado do Recôncavo.
A riqueza da Capital atraiu a atenção de estrangeiros, que promoveram expedições para conquistá-la. Durante 11 meses, de Maio de 1624 ao mês de Abril de 1625, Salvador ficou sob ocupação holandesa. Em 1638, mais uma tentativa de invasão da Holanda, desta vez com o Conde Maurício de Nassau que não obteve êxito.
A cidade foi escolhida como refúgio pela família real portuguesa ao fugir das investidas de Napoleão na Europa, em 1808. Nessa ocasião, o príncipe regente D. João abriu os portos às nações amigas e fundou a escola médico-cirúrgica, primeira faculdade de medicina do País.
Em 1823, mesmo um ano depois da proclamação da Independência do Brasil, a Bahia continuou ocupada pelas tropas portuguesas do Brigadeiro Madeira de Mello. No dia 2 de Julho do mesmo ano, Salvador foi palco de um dos mais importantes acontecimentos históricos para o estado e que consolidou a total independência do Brasil. A data passou a ser referência cívica dos baianos, comemorada anualmente com intensa participação popular.
Dos planos iniciais de D. João III, expressos na ordem de aqui ser construída "A fortaleza e povoação grande e forte", o compromisso foi cumprido por Tomé de Sousa e continuado pelos que os sucedem. São filhos de Catarina e Caramuru, que se misturaram com os negros da mãe África e legaram à Salvador a força de suas raças criando um povo “gigante pela própria natureza”.

 

Baía Cabrália
http://pt.wikipedia.org/
Santa Cruz Cabrália, município do nordeste brasileiro, localizado no extremo sul do estado da Bahia, na Costa do Descobrimento, cidade-berço da Civilização Brasileira. Sua baía, por séculos chamada de "porto seguro" e actualmente de "cabrália", é o local de chegada das caravelas dos portugueses por ocasião do descobrimento do Brasil, em 21 de Abril de 1500.
Dados gerais: Abrangendo os municípios de Belmonte, Santa Cruz Cabrália e Porto Seguro, a Costa do Descobrimento possui uma extensão litorânea de 165 km. 35% da população nasceu nesta região; 30% é oriunda de outros municípios do sul da Bahia e os 35% restantes é formado por pessoas que vieram de outros estados brasileiros e até mesmo de outros países, como Portugal, Itália, França, Alemanha, Espanha, Argentina e Estados Unidos;
Santa Cruz Cabrália é uma das cidades históricas do estado da Bahia, por nela terem sido realizadas a 1ª (Domingo de Páscoa) e a 2ª (de Posse) Missas no Brasil, ambas celebradas por Frei Henrique de Coimbra, capelão da armada de Pedro Álvares Cabral, em 26 de Abril e 01 de Maio de 1500, respectivamente, a primeira delas na extremidade sul da Baía Cabrália, mais precisamente no Ilhéu da Coroa Vermelha, e a segunda na Foz do Rio Mutary.
Santa Cruz Cabrália é uma cidade construída em 2 planos, seguindo a tradição portuguesa, tendo sido criada na margem norte da foz do Rio Mutary pelo navegador português Gonçalo Coelho, comandante da 2ª Expedição ao Brasil, que aportou na Baía Cabrália em 1503 para ali deixar os primeiros missionários, aventureiros e degredados, deixados ao lado da Santa Cruz de Posse, e que trouxe consigo, como Observador, o navegador Américo Vespúcio. Neste ano de 1503 o Brasil mudou seu nome de Terras de Vera Cruz para Terras de Santa Cruz.
Oito décadas depois a Vila de Santa Cruz foi transferida para um platô na foz do Rio João de Tiba, o actual Centro Histórico, como forma de proporcionar à população melhores condições de defesa para os frequentes ataques indígenas.
Além de belas paisagens, esta histórica cidade, berço da Civilização Brasileira, é um bonito porto de pesca.
Na parte alta da cidade, encontram se a Igreja de N. Sra. da Conceição, construída no século XVII, a Casa de Câmara e Cadeia, que abrigou a 1ª Intendência do Brasil, prédio do século XVIII, e ainda as ruínas de um Colégio Jesuíta do século XVI. A 400 mts fica o Morro do Mirante de Coroa Vermelha, que proporciona uma maravilhosa e inesquecível vista panorâmica de toda a bonita, larga e histórica Baía Cabrália.
Praias: Pela BR-367, que liga os municípios de Santa Cruz Cabrália, Porto Seguro e Eunápolis; o visitante que chegue na costa vindo de Eunápolis, chegará ao trevo da entrada de Porto Seguro. Seguindo à esquerda para a Orla Norte, pela Rodovia do Descobrimento, o visitante passará por 22 km de belas praias, até chegar em Santa Cruz Cabrália, na foz do Rio João de Tiba.
Aproximadamente 16 km depois do trevo de Porto Seguro, o visitante chegará em Coroa Vermelha, um dos diversos distritos de Santa Cruz Cabrália, e local da celebração da 1ª Missa no Brasil, e onde se encontram fixadas diversas famílias de índios da tribo dos Pataxó que ali residem, e que vivem do comércio de artesanato indígena. Neste local vale conhecer tanto o Memorial da 1ª Missa quanto a réplica da Cruz feita para esta 1ª Missa, monumentos que servem para recordar os primeiros momentos do nosso país.
Andando mais 6 km o visitante chegará no centro comercial da sede deste município, privilegiado por nele se encontrarem as melhores praias da região para a prática de desportos - como o surf. Santa Cruz Cabrália possui um belo Mirante para se observar tanto o nascer do sol como o da lua cheia: o Mirante da Coroa Vermelha. No morro ao lado fica o Centro Histórico com destaque para a Igreja de N. Sra. da Conceição, para a antiga Casa de Câmara e Cadeia e para o Mirante do Rio João de Tiba.
Em um passeio de balsa à outra margem do Rio João de Tiba, podem-se conhecer os distritos de Santo André, hoje parte de uma APA - Área de Protecção Ambiental, de Santo António e do Guaiú. Situada no distrito com o mesmo nome, a praia de Santo António não possui construções na orla, sendo ainda bastante primitiva, com águas tranquilas e extensas áreas de coqueirais. Aqui foi erguido, no monte mais elevado do Parque Ecológico da Fazenda Santuário, a maior (16,5 mt) estátua do mundo erigida a Sto. António. O distrito do Guaiú, local também ainda bastante primitivo, é muito procurado por naturistas. Com a estrada pavimentada até Belmonte, na divisa com a Costa do Cacau, ficou fácil o acesso a todas estas praias. De Santa Cruz Cabrália a Belmonte são apenas 50 kms, sendo que o Rio João de Tiba é cruzado por balsas que garantem o transportam de pessoas e veículos, um serviço regular 24 hrs por dia, com saídas diurnas a cada 30 minutos, nos dois sentidos. A travessia, calma por ser água de rio, é feita em 10 minutos.

 

Monte Pascoalmapa português do séc. XVII
http://pt.wikipedia.org/wiki/Monte_Pascoal
O Monte Pascoal é um pequeno monte (586 metros de altura) localizado no estado da Bahia, a cerca de 156 quilómetros da cidade de Porto Seguro. Segundo os registros históricos, o Monte Pascoal teria sido a primeira porção de terra avistada por Pedro Álvares Cabral e sua tripulação no dia 22 de Abril de 1500, data do Descobrimento do Brasil. O acidente geográfico recebeu este nome justamente porque o desembarque ocorreu na época da Páscoa do ano de 1500.
Em 29 de Novembro de 1961 foi oficialmente criado o Parque Nacional de Monte Pascoal, com 22,5 mil hectares e 110 quilómetros de perímetro, no município de Porto Seguro.

 

 

Porto Seguro

 

 


Porto Seguro foi o primeiro local onde aportaram os navegantes portugueses comandados por Pedro Álvares Cabral, quando do descobrimento do Brasil, em 1500. Possui antigos monumentos históricos, além de paisagens naturais de rara beleza ao longo da costa.
Visitar o sítio histórico da Cidade Alta é quase uma obrigação para os milhares de turistas que chegam a Porto Seguro - cidade Monumento Nacional instituída por decreto presidencial em 1973. Primeiro núcleo habitacional do Brasil, Porto Seguro, além de ostentar o marco do Descobrimento, desempenhou papel importante nos primeiros anos da colonização. São desta época prédios históricos que podem ser visitados durante o dia ou apreciados à noite, quando sob efeito de iluminação especial.
O passeio histórico pode começar pelo marco do Descobrimento, de onde se descortina uma das mais belas paisagens do litoral de Porto Seguro. O marco veio de Portugal entre 1503 e 1526, e simboliza o poder da coroa portuguesa, utilizado para demarcar suas terras. Todo em pedra de cantaria, de um lado está esculpida a cruz da Ordem de Avis e, do outro, o brasão de armas de Portugal.
Na mesma área está a igreja de Nossa Senhora da Pena, construída em 1535 pelo donatário da capitania, Pero do Campo Tourinho. Aí estão guardadas imagens sacras dos séculos XVI e XVII, entre elas a de são Francisco de Assis - primeira imagem trazida para o Brasil - e a de Nossa Senhora da Pena, padroeira da cidade, festejada a 8 de Setembro. Para se ter uma melhor ideia de como era a capitania no século de Tourinho e da chegada dos jesuítas, poderá ler alguns trechos das cartas escritas por Manuel da Nóbrega ou por José de Anchieta, padres da Companhia de Jesus sobre a região.
Mais adiante o Paço Municipal ou Casa de Câmara e Cadeia, datada do século XVIII, uma das mais belas construções do Brasil colónia. Nesse prédio funciona o Museu Histórico da Cidade ou Museu do Descobrimento. A igreja da Misericórdia, ou como igreja do Senhor dos Passos, de estilo singelo, guarda imagens barrocas, destacando-se a do Senhor dos Passos e um Cristo crucificado.
Ainda em meio do casario tombado como monumento nacional, se ergue a igreja de são Benedito, ao lado das ruínas da antiga residência e colégio dos jesuítas. A igreja foi construída pelos jesuítas em 1551 e era conhecida como de são Pedro e de Nossa Senhora do Rosário. Do lado oposto, ainda na Cidade Alta, localizam-se a estação rodoviária e o aeroporto.
Teve seu primeiro fortim levantado em 1504 por Gonçalo Coelho e reforçado no século XVII.

 

Índios Pataxós
Os Pataxó são um povo indígena de língua da família Maxakali, do tronco Macro-Jê. Abandonaram sua língua original e expressam-se apenas em português.
Em 1990, eram aproximadamente 1600 índios.
Na faixa costeira do sul da Bahia, nas áreas indígenas de Barra Velha, Coroa Vermelha e Monte Pascoal;
Nos municípios de Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália;
Nas áreas indígenas de Mata Medonha, Imbiriba e Trevo do Parque.
Na Terra Indígena Comexatiba (Aldeias Tauá, Tibá, Cahy, Pequi, Alegria Nova) nos municípios de Prado e Itamaraju.
PAtaxó-Hã-Hã-Hãe
Na Reserva Caramuru/Paraguaçu nos municípios de Camacã, Itaju e Pau-Brasil
Na aldeia Fazenda Bahiana/Nova Vida, município de Camamu

 

 Índios Tuxás

Os Tuxás são um grupo indígena que vive próximo ao submédio rio São Francisco, mais precisamente nos limites dos municípios brasileiros de Ibotirama (Área Indígena Ibotirama) e do município de Rodelas (Áreas Indígenas Rodelas e Nova Rodelas), ambos no estado da Bahia, e à margem direita do rio Moxotó, junto aos limites do município pernambucano de Inajá, desta vez na Terra Indígena Fazenda Funil.

 

 

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal

 

 

 

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