
Estados
do Brasil
(resumo)
Trabalho
e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro
O Brasil possui 26 Estados e um Distrito
Federal. A divisão político – administrativa é de
1998, quando o Estado de Tocantins, a partir do
desmembramento de Goiás, e os territórios do Amapá e
de Roraima são transformados em Estados.
Estado do AMAPÁ
O Estado do Amapá é
cortado pela linha do equador, o que determina um
clima quente, húmido e chuvoso, com médias anuais
entre 25 e 26º. A floresta tropical cobre quase todo
o território, com manchas de cerrados e campos a
Este.
O Estado do Amapá (do
nheengatu amapaba, "terra que acaba") é um dos 27
Estados do Brasil. Está situado a nordeste da região
Norte e tem como limites a Guiana Francesa a norte,
o Oceano Atlântico a leste, o Pará a sul e oeste e o
Suriname a noroeste. Ocupa uma área de 143.453,7 km².
A capital é Macapá. As cidades mais importantes:
Macapá (capital),
Santana, Laranjal do Jari, Oiapoque, Porto Grande,e
Mazagão
O relevo é pouco acidentado, em geral abaixo dos 300
metros. A planície litorânea se caracteriza pela
presença de mangues e lagoas. Amazonas, Jari,
Oiapoque, Araguari, Calçoene e Maracá são os rios
principais.
História: Com o nome de capitania da Costa do Cabo
Norte, a região sofreu invasões de ingleses e
holandeses, expulsos pelos portugueses. No século
XVIII a França reivindicou a posse da área. O
Tratado de Utrecht, de 1713, estabeleceu os limites
entre o Brasil e a Guiana Francesa, que não foram
respeitados pelos franceses.
A descoberta do ouro e a valorização da borracha no
mercado internacional, durante o século XIX,
promoveram o povoamento do Amapá e acirraram as
disputas territoriais, mas, em 1 de Dezembro de
1900, a Comissão de Arbitragem de Genebra concedeu a
posse do território ao Brasil, incorporado ao Pará
com o nome de Araguari. Em 1943 tornou-se território
federal baptizado como Amapá.
A descoberta de ricas jazidas de manganês na Serra
do Navio, em 1945, revolucionou a economia local. Em
5 de Outubro de 1988, com a promulgação da
Constituição, foi elevado à categoria de Estado.
Com o nome de capitania
da Costa do Cabo Norte, a região sofreu invasões de
ingleses e holandeses, expulsos pelos portugueses.
No século XVIII a França reivindicou a posse da
área. O Tratado de Utrecht, de 1713, estabeleceu os
limites entre o Brasil e a Guiana Francesa, que não
foram respeitados pelos franceses.
A descoberta do ouro e a valorização da borracha no
mercado internacional, durante o século XIX,
promoveram o povoamento do Amapá e acirraram as
disputas territoriais, mas, em 1 de Dezembro de
1900, a Comissão de Arbitragem de Genebra concedeu a
posse do território ao Brasil, incorporado ao Pará
com o nome de Araguari. Em 1943 tornou-se território
federal baptizado como Amapá.
A descoberta de ricas jazidas de manganês na Serra
do Navio, em 1945, revolucionou a economia local. Em
5 de Outubro de 1988, com a promulgação da
Constituição, foi elevado à categoria de Estado.
Pelo Tratado de
Tordesilhas, em 1494, a região do Estado do Amapá
pertencia à Espanha. Entretanto, com a ocupação de
Portugal pela Espanha, entre 1580 e 1640, permitiu
que a região fosse explorada tanto por portugueses
como por espanhóis. Com o nome de capitania
hereditária da Costa do Cabo Norte, foi doada em
1637 ao português Bento Manuel Parente. Entretanto,
os franceses, ingleses e holandeses, estabelecidos
nas Guianas, invadiam o território com frequência
pelo estuário do rio Amazonas, o que obrigou os
portugueses a construir o forte de Cumaú, com o nome
de Santo António de Macapá. Os ingleses foram logo
expulsos, mas os franceses prosseguiram com os seus
ataques e suas reivindicações sobre a região.
Em 1713, pelo Tratado
de Utrecht, a França aceitou o rio Oiapoque, ou
Vicente Pinzón, como fronteira entre os territórios
franceses e portugueses na América do Sul. Mas, como
os franceses não respeitassem o tratado, estendendo
seus domínios até ao rio Araguari, Portugal resolveu
construir a fortaleza de São José do Macapá em 1764,
que era a maior da Colónia. Enquanto isso, povoavam
a região com colonos açorianos e marroquinos.
No século XIX, a
descoberta de ouro e, mais tarde, a valorização
internacional da borracha, atraíram colonos para o
Amapá. Em 1856, Macapá foi elevada a cidade, o mesmo
acontecendo com Mazagão, em 1889. Por outro lado, os
franceses não haviam desistido do território,
reivindicavam a posse das jazidas de ouro e
invadiram o povoado de Amapá. Foram rechaçados pelas
tropas comandadas por Francisco Xavier da Veiga
Cabral.
Para resolver
definitivamente a questão, a França aceitou a
arbitragem internacional. Em 1900, o presidente da
Suiça, Walter Hauser, que presidia à Comissão de
Arbitragem, aceitou os argumentos do representante
do Brasil, o Barão de Rio Branco, e deu a causa
ganha ao Brasil. Foi criado então, o território de
Araguari, incorporado ao Estado do Pará, e
desmembrado em 1943, pelo Decreto 5.714, com o nome
de Território Federal do Amapá.
A economia, baseada na
extracção vegetal e na pecuária, só começou a
desenvolver-se após a descoberta das jazidas de
manganês e de petróleo, e da construção da
Hidroeléctrica de Paradão, no rio Araguari.
Hino do estado do
Amapá
Eia povo destemido
Deste rincão brasileiro.
Seja sempre teu grito partido
De leal coração altaneiro
Salve rico o torrão do Amapá
Solo fértil de imensos tesouros
Os teus filhos, alegres, confiam
Num futuro repleto de louros
Se o momento chegar algum dia
De morrer pelo nosso Brasil
Hão de ver deste povo a porfia,
Pelejar nestes céus cor de anil
Se o momento chegar algum dia
De morrer pelo nosso Brasil
Hão de ver deste povo a porfia,
Pelejar nestes céus cor de anil
Heia povo herói, varonil
Descendente da raça guerreira
Ergue forte, leal, sobranceira,
A grandeza de nosso Brasil
Salve rico o torrão do Amapá
Solo fértil de imensos tesouros
Os teus filhos, alegres, confiam
Num futuro repleto de louros
Se o momento chegar algum dia
De morrer pelo nosso Brasil
Hão de ver deste povo a porfia,
Pelejar nestes céus cor de anil
Se o momento chegar algum dia
De morrer pelo nosso Brasil
Hão de ver deste povo a porfia,
Pelejar nestes céus cor de anil
ESTADO DO AMAPÁ -
HISTORICO
http://www.amapa.net/info
A palavra "Amapá" é
de origem indígena e vem da Nação Nuaruaque, que
habitava a região Norte do Brasil, no tempo do
seu Descobrimento. Amapá é uma espécie de arvore
brasileira da família Apocináceas. Essa árvore
dá um leite e um fruto saboroso em formato de
maçã, de cor roxa, servindo muitas vezes como
parte da farmacopeia do mundo amazónico.
Os antecedentes históricos do Amapá estão
vinculados aos dois ciclos de navegação do
século XV, representados pelos portugueses e
espanhóis. Já no século XVI, verifica-se a
presença de franceses, Ingleses, espanhóis,
irlandeses e holandeses. Américo Vespúcio, no
ano de 1499, sob as ordens de Castela e Aragão,
os reis católicos da Espanha, percorreu terras
amapaense, confirme documenta a carta escrita
por esse navegador. Passando a sua expedição
pelas ilhas da caviana, dos porcos e do Pará, em
frente dos municípios de Macapá e Mazagão. Em 30
de Janeiro de 1500, outro navegador a serviço
dos reis católicos Fernando e Isabel, Vicente
Pizón, percorre o rio Oiapoque, que por muito
pouco tempo ficou conhecido como o nome desse
navegador, que mais tarde veio criar a célebre
questão de fronteira entre Portugal e
posteriormente, entre o Brasil e a França no
setentrião brasileiro.
A região onde fica o Amapá já foi disputada por
franceses, ingleses e holandeses. Uma comissão
de arbitragem que se reuniu em Genebra, garantiu
a posse definitiva ao Brasil, em 1900.
Inicialmente incorporado ao Pará, o Amapá tinha
o nome de Araguari. Elevado à categoria de
território em 1943, seu desenvolvimento foi
impulsionado pela descoberta de jazidas de
manganês.
Coberto pela Floresta Amazónica, a actividade
turística é pouco explorada pela falta de
infra-estrutura.
Em Macapá, a capital, a Fortaleza de São José é
o principal ponto de visitação e considerada um
dos mais imponentes e sólidos monumentos
militares do Brasil colonial. Foi erguida para
assegurar a conquista definitiva da Amazónia
pelos portugueses. Já a Igreja de São José é a
construção mais antiga da cidade, inaugurada em
1761. Passou por várias reformas, mas ainda
preserva características originais.
A maior festa religiosa é organizada em
homenagem a esse santo. Para marcar a passagem a
esse santo. Para marcar a passagem da linha
imaginária do Equador pela cidade - uma das
únicas no mundo -, também foi construído um
monumento, o Marco Zero, com relógio de sol e
terraço para observações.
Em 13 de Setembro de 1943 foi criado o
Território Federal do Amapá. Em 5 de Outubro de
1988, com a promulgação da nova Constituição
Federal, este território foi elevado à categoria
de Estado. Mas o Estado do Amapá só foi
instalado de fato às 17h45 do dia 1° de Janeiro
de 1991, com a posse do primeiro governador
eleito: Anníbal Barcellos (PFL).
O Amapá - que tem uma área de 140 mil 276
quilómetros quadrados - está quase inteiramente
ao Norte do Equador. Limita-se ao Norte com a
Guiana Francesa, ao Sul com o estado do Pará, a
Leste com o Oceano Atlântico e a Oeste com o
Suriname e com o estado do Pará.
O Amapá respeita a natureza e suas populações
tradicionais, como os índios, os pescadores e os
castanheiros, entre outros. Foi o primeiro
estado brasileiro a ter todas suas áreas
indígenas demarcadas.
Macapá, a capital do Estado e área de livre
comércio, é uma das raras cidades do mundo
cortada pela Linha do Equador, o que permite ao
macapaense estar ao mesmo tempo nos dois
hemisférios (Norte e Sul). O Amapá não tem
ligação rodoviária com o resto do país. Só se
chega ao Estado de avião ou de navio.
É maior que muitos países da Europa, bem como
outros estados brasileiros como: Rio de janeiro,
Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco,
Alagoas, Sergipe, Espírito Santo e Santa
Catarina.
GEOGRAFIA - ASPECTOS FÍSICOS:
Principais rios: Rio Amapá Grande, Rio Amapari,
Rio Amazonas, Rio Araguari, Rio Cassiporé, Rio
Calçoene, Rio Flexal, Rio Gurijuba, Rio Jari,
Rio Matapi, Rio Maracá, Rio Maracapí, Rio
Oiapoque, Rio Pedreira, Rio Tartarugal Grande,
Rio Tartarugalzinho, Rio Vila Nova
CLIMA: Em todo o estado predomina o clima
equatorial Super-Úmido, a máxima absoluta
pode-se estimar em 36ºC e a mínima 20ºC.
Normalmente a máxima absoluta é atingida no fim
da tarde entre às 17:00 hs às 19:00 hs, já a
mínima ocorre ao alvorecer entre 05:00 hs às
07:00hs. O regime pluviométrico diverge de
localidade para localidade, isto devido a
humidade do ar, a proximidade do mar e a
floresta.
Durante o ano duas estações são definidas: o
Inverno e o Verão, o Inverno caracterizado pelas
fortes descargas pluviais que vão desde fins de
Dezembro até Agosto e o verão com predominância
dos ventos alísios e vai de Setembro a Dezembro.
VEGETAÇÃO: A vegetação do Amapá devido o seu
clima equatorial Super-Húmido, apresenta-se sob
forma de floresta que são riquíssimas dentro de
sua variedade infinita de vegetais e está
dividida em : Floresta de Várzea, inundada
apenas durante a cheia dos rios; Floresta de
Terra Firme, não atingidas pelas inundações,
campos que apresenta três aspectos: Os campos
cerrados, os campos inundáveis e os campos
limpos. No Amapá predomina os campos inundáveis.
Em todos esses campos se pratica a criação de
gados bovino e bubalino.
Nas partes baixas da planície litorânea,
constantemente alagadas, surge a vegetação
denominada mangue e manguezal, que se estende
por todo o litoral. O vegetal predominante é o
mangue.
Os vegetais que se destacam em todo o estado por
sua importância econômica são: o acapú, o
angelim, andirobam ucuúba, cedro, pau mulato,
carnaúba, maçaranduba, jatobá, pracuúba, pau
rosa, pau amarelo, castanheira, piquiá,
aquariquara, sucupira, etc. Todos são
aproveitados na indústria madeireira. Uns de
grande porte, alcançado até 40 metros como a
castanheira e o angelim. Existe também grande
quantidade de cipós que empregados na indústria
de móveis e objectos artesanais, sem falar nas
inúmeras palmeiras como: açaizeiro, bacabeira,
buritizeiro, paxiubeira, tucumanzeiro,
ubuçuzeiro e outras.
Dentre essas palmeiras, a mais importante é o
açaizeiro, cujo fruto dá um vinho de sabor
agradável muito utilizado na alimentação.
O caule do açaizeiro é usado na construção da
barraca provisória do caboclo, nas pontes que
ligam as margens dos igarapés que cortam as
florestas. Os caroços do açaí servem de adubo. O
palmito é industrializado e comercializado pelo
seu sabor nutritivo.
Nas matas do Amapá, encontram-se plantas
medicinais como a quina, que produz o "quinino",
empregada na fabricação de remédios. O
amapazeiro é uma árvore que dá um leite,
utilizado no tratamento de doenças pulmonares.
Foi o nome dessa planta que se deu o nome ao
local: Amapá.
As matas amapaenses são ricas em plantas, cujas
cascas ou sementes, servem para corantes ou
tintoriais. Como exemplo podemos citar o
urucuzeiro, cujo fruto, o urucu, possui uma
polpa colorida, muito usada para dar cor
vermelha a uma variedade de coisas e é usada no
preparo dos alimentos que necessitam de corante.
Existe também em nossas matas árvores que dão
fibra ou embira, usada na confecção de cordas,
redes, adornos, etc. Uma dessas fibras é o "tururi".
Ele envolve o cacho do ubuçu, fruto do
ubuçuzeiro. Além do "tururi", temos outras
espécies de embira que são tiradas da casca da
embireira.
Todas essas plantas constituem um enorme
potencial de matéria-prima. É necessário
entretanto que a comunidade local faça a
renovação da floresta que incessantemente sofre
predações. Precisamos atentar para a preservação
do verde, conservação do oxigêncio e
consequentemente prolongamento da vida. Que o
homem se utilize da natureza, sem destruir este
potencial facilitador da sua própria existência.
RELEVO: O relevo do Estado do Amapá é pouco
acidentado, apresentando quatro unidades
morfológicas que podem ser identificadas da
seguintes forma:
- Planície litorânea ( terrenos baixos) e
alagadiços;
- Planície aluviais nos baixos e médios cursos
dos rios;
- Platô arenítico ( estreita faixa situada a
oeste da planície litorânea);
- Planalto Cristalino ( na porção de estado) com
grandes extensões de colinas e morros
denominados por cristais montanhosos como: Serra
do Tumucumaque ( 540), Serra Lombard, Serra
Estrela, Serra da Agaminuara ou Uruaitu, Serra
do Naucouru, Serra do Navio, Serra das Mungubas,
Serra da Pancada, Serra do Iratapuru, Serra do
Acapuzal, Serra Culari, Serra Aru, etc.
Os montes são número de quatro: Monte Catari,
Monte Carupina, Tipas e Itu.
HIDROGRAFIA: O Amapá possui uma bacia
hidrográfica constituída de muitos rios que se
destacam pela sua importância económica. Os rios
amapaenses na sua maioria desaguam no Oceano
Atlântico.
Dentre ele podemos citar:
· Rio Araguari nasce na Serra Tumucumaque e
desagua no Atlântico. Este rio possui 36
cachoeiras entre as quais merecem destaque:
· Cachoeira do Paredão onde fica a
Hidroeléctrica Coaracy Nunes a qual fornece
energia eléctrica para grande parte do estado.
· Cachoeira da Anta, do Arrependido, do
Arrependidozinho, das Pedras, Mungubas e outras.
· O rio Oiapoque que se destaca por servir de
linha divisória entre o Brasil e Guiana
Francesa. Suas cachoeiras mais importantes são:
Goiabeiras, Mananá, Caimum, Tacuru, Gran Rocho,
etc.
· Rio Pedreira tem importância histórica. Dele é
que foram tiradas as pedras para construção da
Fortaleza de São José de Macapá, forte que foi
construído pelos escravos para defesa do Brasil
contra os invasores estrangeiros.
· O rio Gurijuba já foi considerado como rio
mais piscoso do Estado;
· Rio Cassiporé muito rico em peixes;
· Rio Vila Nova separa o município de Mazagão do
município de Laranjal do Jari, nele se encontram
jazidas de ferro e a Cachoeira Branca.
· Rio Jari, afluente da margem esquerda do rio
Amazonas separando o Amapá do estado do Pará,
encontra-se as Cachoeiras de Santo Antonio,
Cumarú, Inajá, Aurora, Maçaranduba, Guaribas, do
Rebojo, do Desespero, etc.
· Rio Matapi banha o município de Santana e
desagua em frente a ilha de Santana;
· Rio Maracapú, banha uma das principais regiões
castanheiras do estado;
· Rio Amapari é afluente do rio Araguari e é
importante porque banha a Serra do Navio e é em
seu leito que é lavado o manganês;
· Os rios Amapá Grande, Flexal, Tartarugalzinho
e Tartarugal Grande banham o município de Amapá
e são ricos em peixes.
A bacia hidrográfica formada pelos rios
Araguari, Amapari é a mais importante do estado
tanto pela sua contribuição de energia como pela
aproximação do rio Amazonas.
Além dos rios merecem destaque inúmeros lagos e
lagoas como: Lago Grande, Lago dos Bagres, Lago
Floriano, Lago do Vento, Lago dos Gansos, Lago
Piratuba, Lago duas Bocas, Lago Novo, Lago
Comprido, Lago do Vento, Lago Mutuca e outros.
As quatro ilhas mais importantes são: Ilha do
Bailique, ilha do Maracá, ilha de Jipioca, ilha
de Santana.
A ilha do Bailique faz parte do arquipélago do
Bailique. As ilhas mais importantes do
arquipélago são: Ilha do Brigue, ilha do
Faustino, ilha do Curuá.
Existem ainda as ilhas de menor importância como
a ilha Jipioca e a ilha de Juruá, a ponta do
Martim e a ponta do Guará.
Existem outros lagos de importância em outras
localidades do estado.
A maioria dos lagos secam durante o verão. E os
peixes e as tartarugas descem para os lagos mais
fundos ou para os rios mais próximos.
Na época das chuvas, os lagos enchem e são
navegáveis e representam uma das potencialidades
locais.
O aproveitamento desse potencial deve ser feito
em harmonia com a natureza; isto é, sem a
devastação. A pesca não deve ser feita no
período da desova, para que os peixes não
desapareçam. Os ovos dos tracajás não devem ser
tirados para que a espécie não desapareça.
A utilização da natureza deve ser feita com
cautela, para que se possa usufruir sempre dos
seus benefícios.
ATIVIDADES ECONÔMICAS - RECURSOS:
Este é um segmento de suma importância para a
economia do Amapá, sendo identificado pela vasta
extensão de suas terras, densidade de seus rios
e pela grandeza de suas florestas, onde são
avaliados factores de produção até agora pouco
explorados, com possibilidades de aproveitamento
no sector de transformação industrial, que
poderá contribuir para o surgimento de valiosas
fontes económicas.
EXTRATIVISMO VEGETAL:
Madeira: A densa floresta conta com
aproximadamente 9,5 milhões de hectares, com uma
reserva de madeira superior a 1,5 milhões de m³,
de grande aceitação comercial nos mercados
nacional e internacional. As concentrações de
madeiras comercializáveis equivalem a 170 m³ por
habitantes, ressaltando-se também a existência
de espécies madeiras com fonte de material
celulósico e semente oleaginosas com alto teor
de óleo. Entre as espécies mais comercializadas
de madeiras estão: acapú, macacaúba, andiroba,
pau mulato, breu, cedro, maçaranduba, Angelim,
sucupira, etc.
Entre as sementes oleaginosas que mais se
destacam são: andiroba, ucuúba,
castanha-do-Pará, pracaxí, etc.
Agricultura: A actividade agrícola embora seja
considerada de maior importância
socio-económica, uma vez que é o suporte básico
de qualquer economia no Amapá, ainda é cultivada
em pequena escala, sendo considerada uma cultura
de subsistência. A participação no abastecimento
do mercado local é insignificante não havendo
excedente para exportação.
Alguns factores foram responsáveis por este
desempenho negativo da agricultura. Pelo sector
público, houve a limitação de recursos
destinados aos projectos de fomento ao sector
decorrente da situação financeira imposta pelo
governo federal na contenção do déficit público
que atingiu o Amapá de modo contundente
influenciando a ação estadual na área rural. De
lado do sector privado, a incipiente organização
dos produtos em associações, cooperativas e
sindicatos, que restringe o seu poder de
negociação na busca pelo desenvolvimento de suas
actividades, principalmente no que se refere a
crédito, distribuição e comercialização dos
produtos.
Para o suprimento da demanda interna, o mercado
importa grande do seu consumo. Muito embora
existam boas perspectivas de desenvolvimento
agrícola tendo e, vista as condições adequadas e
bons solos e climas, propícios, para o cultivo
de culturas temporárias como: arroz, milho,
feijão, mandioca, legumes, etc... culturas
permanentes como: pimentada-do-reino, coco,
laranja, limão e outros.
Arroz: Com poucas tradição no Amapá, o cultivo
do arroz utiliza o sistema produtivo consorciado
com a mandioca ou o milho e em menor escala,
cultivo "solteiro".
Milho: O milho, cultura de grande significado
para o Amapá, também vem apresentando queda de
produção nos últimos anos. Como nas demais
culturas temporárias no período analisado,
caíram a produção ( 19,68) e área colhida (
946,78). Estes declínios tem se reflectido na
produção avícola, por ser matéria-prima
destinada à fabricação de ração balanceada para
aves.
Macapá e Santana foram, mais uma vez, os dois
maiores municípios produtores com 68,55% a 19,3%
da produção total, respectivamente.
Feijão: A produção de feijão vem decaindo desde
1986, tendo apresentado em 1977 uma substancial
queda na quantidade produzida (72,58%). O feijão
cultivado no Amapá é o caupi (feijão da
colónia), de pouca aceitação para consumo por
parte da população de classe média. O governo
vem tentando incentivar o cultivo, devido à
importância na alimentação da população de baixa
renda. Por isso vem fomentando o seu cultivo com
a distribuição de sementes seleccionadas através
de subsídios ao preparo da área mecanizada.
Mandioca: É cultura da maioria dos agricultores
em decorrência do hábito alimentar da população
amazónica, sendo a produção destinada à
subsistência, com pouco aproveitamento dos
subprodutos (goma e tucupi).
Horticultura: A produção de hortaliças está
concentrada no Pólo-Hortigranjeiro, em
Fazendinha na Colónia Agrícola de Matapi e na
periferia de Macapá. As principais espécies
produzidas são: couve, cariru, coentro,
chicória, cebolinha, alface, tomate,
feijão-verde, chuchu, pepino e salsa entre
outros. A iniciativa do governo para incentivar
essa actividade foi a instalação do
Pólo-Hortigranjeiro, dotado de estradas em boas
condições de tráfego, energia eléctrica e
sistema de irrigação central, beneficiando 34
produtores. Em relação à Colónia Agrícola do
Matapi e periferia de Macapá, o apoio do governo
concentra-se principalmente no escoamento da
produção, através dos veículos da Secretaria e
na comercialização, por meio da organização da
feira do produtor.
Culturas permanentes: As principais culturas
permanentes cultivadas no Amapá são: a
pimenta-do-reino, a laranja e a banana que ainda
não atingiram um estágio ideal de
desenvolvimento, mas que já contribuem para o
abastecimento interno e melhoria de renda do
produtor.
Pimenta-do-reino: A cultura da pimenta-do-reino
está concentrada na Colónia Agrícola de Matapi e
foi introduzida na década de 1970, com mudas
oriundas de Tomé-Açu (PA), por iniciativa do
poder público.
Citros: A produção de laranja vem aumentando
gradativamente, graças ao incentivo do governo,
que nos últimos cinco anos, vem distribuindo
mudas produzidas pela Companhia de
Desenvolvimento do Amapá (CODEASA), hoje CODAP
ou adquiridas em outras Unidades da Federação,
através da Secretaria de Agricultura. A
continuar esta tendência, espera-se que em
poucos anos, o Amapá seja auto-suficiente em
laranja.
Banana: O Amapá já foi um grande produtor de
banana, chegando a abastecer o mercado local e
comercializar o excedente para o Estado do Pará.
Com a infestação dos bananais pela doença
conhecida por "moko da bananeira", transmitida
pela bactéria do género Pseudomonas, descoberta
por técnicos do Ministério da Agricultura e da
Universidade Rural do Rio de Janeiro por volta
de 1978, a produção começou a decair, sendo hoje
insuficiente para atender o consumo local.
Pecuária: A pecuária do Amapá é extensiva sem
aplicações das técnicas recomendadas e manejos
adequados às peculiaridades da região. Os
programas de incentivos do governo à pecuária
são as realizações das exposições, feiras e
aquisição de animais melhores em outras Unidades
da Federação, para revenda aos criadores com
vistas à melhoria do padrão de rebanho, além da
assistência técnica aos produtores. Muito embora
o Amapá seja adoptado de condições favoráveis
para o cultivo da pecuária extensiva com
predominância para a criação do gado bovino e
bubalino, ainda não possui uma pecuária de corte
em condições de atender as necessidades do
mercado interno. Assim, sendo, importa de outros
centros produtores aproximadamente 90% do seu
consumo, acontecendo o mesmo com a produção do
frango e suínos. O principal centro fornecedor
de carne é o Estado do Pará (Ilha do Marajó).
Pesca: É considerada de grande expressão
económica cujo potencial ainda não foi
devidamente avaliado e nem explorado na extensão
do nível de importância que representa como
fonte de abastecimento e investimento para o
Amapá. As principais áreas de exploração são:
Porto de Santana, Arquipélago do Bailique, Vila
do Sucuriju, Ilha de Maracá, Foz do Cassiporé e
Costa do Amapá. As espécies mais exploradas são:
piramutaba, pescada, filhote, dourado, gurijuba,
pirarucu, tambaqui, pirapitinga, tucunaré,
piranha, traíra, acará, aruanã, sarda, jiju,
tamuatá, etc. Além das espécies acima citadas, o
Estado do Amapá possui sua costa rica em espécie
de crustáceo de grande valor de mercado
(camarão-rosa, camarão da água doce e o
caranguejo). O sistema produtivo predominante na
actividade pesqueira é o artesanal, utilizando
uma tecnologia simples tanto nos processos de
capturas e conservação como nas embarcações
utilizadas nas pescarias. Pode-se observar a
pesca artesanal em duas modalidades principais
conforme áreas de ocorrência.
Pesca de água doce: Ocorre nas áreas lacustres,
caracterizada pela utilização de pequenas
embarcações, notadamente montarias, como
capacidade média de 200kg de carga e apetrechos
de pesca de pequeno porte, destacando-se a rede
de malhar, linha de mão, pequenos espinhéis e
matapi, sendo este último usado na pesca do
camarão regional.
Índios do Amapá
http://www.amapa.net/info/
Amapá é o primeiro
estado brasileiro a ter todas as terras
indígenas demarcadas. Nas duas grandes reservas,
que representam 8,6% de todo o território
estadual, 140.276 km² , vivem as etnias - Galibi,
Karipuna, Palikur, Waiapi e Galibi Marworno.
Esses índios não vivem isolados. Recebem todo
tipo de apoio governamental: da assistência
saúde à orientação para melhorar a qualidade de
vida através de novas alternativas económicas.
Essas sociedades indígenas recebem todo tipo de
apoio governamental: da assistência saúde à
orientação para melhorar a qualidade de vida
através de novas alternativas económicas.
No entanto, o respeito aos índios vem em
primeiro lugar. Em nenhum momento essa parceria
pode interferir na cultura diferenciada das
etnias. O melhor exemplo desse compromisso é o
apoio dado a escola bilingue, na qual as
crianças aprendem primeiro sua língua original,
condição mais importante para manter viva a
tradição indígena com seus mitos, lendas, arte e
costumes.
A luta dos índios para garantir a terra em que
vivem e defender a sua cultura tem chamado a
atenção de Ongs, governos estrangeiros com o
alemão e o apoio de personalidades como Danielle
Miterrand. A viúva do ex-presidente François
Miterrand e presidente da Fundação France
Libertés visitou o Amapá em Abril de 1996. Além
de oferecer apoio político, ela condenou
duramente o decreto do governo federal que
permite contestação no processo de demarcação de
terras indígenas.
A palavra Galibi designava os índios que viviam
no litoral da Guiana francesa. Hoje são
encontrados no Amapá em apenas 3 aldeias. A
língua original, Karib, foi substituída pelo
patoá, francês creolo da Guiana e o português,
falado pela maioria dos homens adultos.
Assim como os Palikur, os Galibi também escolhem
o chefe da aldeia por eleição directa. Vivem da
agricultura cujo principal produto é a mandioca
brava, caça, pesca e comercializam o excedente.
Possuem também uma pequena indústria de
construção naval que produz pequenos barcos para
toda a região.
O governo do Estado proporciona assistência na
área, infra estrutura e mantém ainda escola
bilingue nas aldeias.
Essa sociedade vivia originalmente na Guiana
Francesa e sua principal característica é o
instinto guerreiro. No século XVII, lutaram
muito contra os índios Palikur e os franceses.
No século XVIII, com a chegada dos jesuítas,
formaram o maior grupo das missões. Quando os
padres foram expulsos, eles se dispersaram.
No Brasil mora apenas um grupo, que chegou ao
país em 1950. Vivem da caça e da pesca e, como
fonte de recurso, comercializam produtos
agrícolas.
Todas as aldeias têm escolas administradas pelo
governo do Estado. Possuem também uma pequena
indústria de construção naval que produz barcos
para toda a região.
Próxima á reserva fica Oiapoque. Esta cidade,
situada no ponto mais extremo do Brasil, é a
primeira da país a eleger um prefeito índio.
A história dessa comunidade é marcada por uma
constante migração. Ora ocupavam a bacia de Uaça
sua área de origem, ora se mudavam para a Guiana
Francesa. Só no final da década de 80, com a
demarcação da reserva e a expulsão dos
não-índios, é que a população começou a se
fixar. Duas aldeias ocupam essa área: a Juminã,
com remanescentes dos índios Karipuna e Uahá,
índios Galibi-Marworno.
Os índios Karipuna se consideram católicos mas
não abrem mão das festas religiosas
tradicionais. O "Turé", por exemplo, tem ritos
essencialmente indígenas que inclui danças e
cantos na língua maruane. Comercializam produtos
agrícolas como cítricos, café, inhame, banana e
cana. A caça e a pesca são utilizados
exclusivamente para o consumo local. A migração
tem aumentado por causa do crescimento da
população. No entanto, os homens ficam fora
apenas por alguns períodos, enquanto as mulheres
raramente retornam às aldeias.
Os Palikur têm uma miscigenação rara entre os
índios. Entre 1930 e 1940, chegaram à aldeia
famílias negras vindas da Guiana Francesa e seus
descendentes assumem a identidade da tribo.
Mesmo com esse contacto, os índios mantém a
tradição de se organizar em clãs formados a
partir da linhagem paterna. Dessa forma, os
filhos de pais não mestiços são aceitos pela
comunidade mas não
podem pertencer a nenhum clã.
Os Palikur estão localizados no Estado do Amapá
e na Guiana Francesa, no Amapá eles habitam ao
longo do rio Urukaua, situado na bacia do rio
Uaca, na região do município do Oiapoque; na
Guiana Francesa eles habitam em bairros nas
cidades de Caiena e Saint Georges e as margens
do rio Oiapoque. Dentre as três etnias que
habitam ao longo da bacia do Uacá -
Galibi-Marworno, Karipuna e Palikur -, os
Palikur são os únicos procedentes da própria
região e também são os únicos que mantiveram sua
língua original. Esta etnia é mencionada nos
relatos históricos desde 1513.
Durante mais de três séculos, os povos indígenas
da região do norte do Amapá mantiveram intensas
trocas com os comerciantes franceses a ponto de
despertar a preocupação da coroa portuguesa, que
passou a exercer uma caça sem tréguas aos índios
identificados como aliados franceses. Neste
contexto, os Palikur, apesar de considerados "amis
de francois", são das poucas etnias, das
diversas que existiam na região, que conseguem
sobreviver a perseguição empreendida pelos
portugueses.
Actualmente, os Palikur são, em sua maioria,
crentes. Foram evangelizados por missionários
protestantes no final da década de 40 e por
conta da religião cristã não realizam mais suas
festas tradicionais, como a festa de Ture e do
Tambor. Assim como os outros povos indígenas do
Uaca, os Palikur vivem da caça, pesca e da
comercialização da farinha nas cidades do
Oiapoque, Caiena e Saint George.
Para fugir da catequização dos jesuítas os
índios Waiapi, no século XVII, abandonaram sua
área de origem, baixo Xingu no estado do Pará, e
ocuparam o ponto mais extremo do Brasil, entre
os rios Oiapoque, Jari e Amapari. Os Waiapi
quase foram extintos no começo do século por
causa do contacto com os extrativistas como os
seringueiros. Na década de 70 enfrentaram o
mesmo problema com os garimpeiros que invadiram
a área, a partir da recém-chegada Rodovia
Perimetral Norte. Nos anos 80, os Waiapi
conseguiram expulsar os invasores e, desde
então, mantêm constante
vigilância nos limites de sua terra. Nesse
período assumiram a faiscação de ouro aluvionar,
uma actividade que eles realizam dentro do seu
ciclo tradicional de actividades extrativistas e
que atende a algumas de suas necessidades
(armamento, tecidos, redes). Nos garimpos
controlados pelos índios, não se usa mercúrio e
as áreas trabalhadas são convertidas em
plantações de frutíferas. Além disso, os waiapi
estão na agro-silvicultura em alguns trechos das
picadas da demarcação . Hoje, eles são
488, distribuídos em 12 aldeias. A área foi
demarcada e homologada em 1996, numa experiência
piloto do PPG7 que priorizou a participação dos
índios e sua capacitação para o controle
permanente desta terra. A experiência foi
coordenada por uma ONG e financiada pelo governo
alemão.
Cada aldeia indígena tem um padrão estético que
se reproduz nos objectos utilitários como
cestas, redes, adornos e armas.
Feitos com madeira, fibras, cerâmica, sementes,
plumagem, dentes e ossos de animais, Alguns
desses objectos são enfeitados com penas de aves
ou pintados com corantes naturais extraídos de
cascas de árvores ou sementes como as do urucum.
O artesanato é uma das fontes de renda dos povos
indígenas do Amapá. Os Karipuna, por exemplo,
fabricam colares de contas ou ossos. Os Waiapi
usam desenhos mitológicos para explicar suas
origens. Os Apalai do norte do Pará fazem
complexos desenhos geométricos com significados
conhecidos apenas pelo grupo.
"Macapá a
capital do meio do mundo"
http://www.macapa-ap.com.br/
Macapá a capital do
Amapá fica localizada a 345 km de Belém do Pará. O
nome é de origem tupi, com uma variação de macapaba,
que quer dizer lugar de muitas bacabas, um fruto de
palmeira nativa da região. Antes de chamar-se Macapá,
o primeiro nome dado oficialmente a essa terra foi
Adelantado de Nueva Andaluzia, em 1544, por Carlos
V, então rei da Espanha, numa concessão a Francisco
Orellana navegador espanhol que esteve por aqui.
O acesso mais rápido a cidade é através de avião,
com o tempo de 40 minutos de voo. A outra opção é
chegar de navio, são 24 horas de viagem. Não existem
rodovias ligando Macapá a outros estados
brasileiros. Chegando a Macapá você vai encontrar um
ambiente sem poluição, uma cidade de pequeno porte,
uma população acolhedora, e uma rica paisagem
natural proporcionada pelo rio amazonas, o maior do
mundo, e ainda um comércio crescente. A história de
Macapá começa nos tempos coloniais, e está
relacionada com a defesa e a fortificação das
fronteiras do Brasil, além da preocupação em
garantir a presença do homem as terras brasileiras.
E assim esta cidade se originou de um destacamento
militar criado em 1738. Na Praça Veiga Cabral, no
dia 4 de Fevereiro de 1758 quando ela ainda se
chamava Praça São Sebastião acontecia exactamente
nessa praça o levantamento do pelourinho e o
governador do Grão Pará, Francisco Xavier de
Mendonça Furtado, fundava naquele dia a Vila de São
José de Macapá. Nessa época foram surgindo prédios
que até hoje são preservados, e constituem
verdadeiro património cultural como:
A Fortaleza de São José de Macapá uma construção
feita nos tempos escravos com mão de obra de negros
e índios. No dia 2 de Janeiro de 1764 começou o
delineamento do solo e no dia 29 de Junho do mesmo
ano foi lançada a pedra fundamental do monumento. A
construção durou 18 anos, mas essa demora não foi
pelo tamanho da obra e sim pelos problemas que
surgiram com a falta de mão de obra e a escassez de
material que de vez em quando fazia parar tudo. Os
índios eram perseguidos pelas doenças e oprimidos
pelo rigor da disciplina militar, e este era o
grande motivo de fuga do engenho. Os negros quando
fugiam não iam longe deixavam-se prender facilmente.
O falecimento de D. José I, fez com que a obra
parasse quase 6 anos. O autor do projecto Henrique
Galúcio, faleceu 5 anos após o início das obras.
A Intendência de Macapá, hoje em dia, é o museu
histórico Joaquim Caetano da Silva. A data de
inauguração deste prédio é de 15 de Novembro de
1895. O intendente era Coriolano Jucá. O Prédio foi
utilizado desde o período de Vila até o extinto
Território Federal do Amapá, e o mesmo foi
construído tipo palácio no estilo neoclássico,
ornado com esculturas e figuras antropomorfas que
representam as artes e a indústria. As pilhas
louvres e vasos foram confeccionados na arte da
falanza em Portugal em 1932. Foi restaurado para
funcionar a prefeitura de Macapá tendo como
interventor do estado do Pará o major Magalhães
Barata e como prefeito também o major Eliezer Levi.
O Prédio teve duas divisões - de um lado a
Prefeitura de Macapá e do outro a Divisão de Obras
Públicas. O tempo foi passando e vieram mais
reformas as características arquitectónicas
originais foram se perdendo. Lá já funcionou o
Palácio do Governo, Secretaria de Segurança,
Procuradoria Geral do Governo e hoje é o Museu
Histórico Joaquim Caetano da Silva. A Igreja de São
José de Macapá também é um marco histórico. Esta
igreja começou a ser construída em 1752, seis anos
antes da criação oficial da Vila de São José de
Macapá.
A igreja matriz foi inaugurada 5 de Março de 1761
sendo o Padre Joaquim Pair o 1º vigário, a imagem
original do padroeiro São José, esculpido em madeira
tem 35 cm de altura, permanece como uma das
relíquias sacras mais importantes do estado. Nas
paredes os quadros do padre Fúlvio, retratam o
talento artístico e a beleza de uma passagem
bíblica. Já houve um período em que a paróquia ficou
sem vigário durante 40 anos. Em 1904 o padre
Francisco Hiller e o intendente coronel Teodoro
Mendes foram os responsáveis pela restauração da
igreja. A primeira escola em alvenaria de Macapá foi
inaugurada em 13 de Setembro de 1946, que é a Escola
de 1º Grau Barão do Rio Branco, criada pelo governo
do Território Federal do Amapá na gestão do capitão
Janarv Nunes. Nesta escola também funcionou o 1º
cinema de Macapá, o Ex cine Territorial. As máquinas
pararam e tudo esta no mais completo abandono.
Outros prédios como o mercado central, o hospital de
especialidades e a maternidade Mãe Luzia também
fazem parte de antigas construções das décadas de
40, 50 e 60.
O Trapiche Eliezer Levi por muito tempo foi o ponto
de chegada e saída da cidade. Inspirou poetas como
Alcir Araújo que foi chamado de poeta do cais. Antes
do trapiche as embarcações aportavam na chamada
Pedra do Guindaste, onde hoje está colocada a.
imagem de São José, o nome do trapiche é uma
homenagem ao então prefeito Eliezer Levi que recebeu
recursos do interventor do Pará, Magalhães Barata
para aquela construção. Na última reforma o trapiche
recebeu uma estrutura de concreto, onde vai
funcionar um restaurante e ter bondinho para
transportar os frequentadores. As embarcações vão
aportar em outro lugar. O Trapiche Eliezer Levi com
472 metros de comprimento é uma das atracões
turísticas da cidade.
Macapá é a única cidade brasileira que está á margem
esquerda do rio Amazonas, e que é cortada pela linha
do Equador. Com altitude de 15 metros em relação ao
nível do mar e latitude zero, possuí uma área de
24.750 km2. O clima é equatorial, quente e húmido.
Após 45 anos de Território Federal com sustentação
financeira da União o crescimento desta cidade ficou
acelerado com a transformação do território para
estado em 1988.
Tudo foi mudando rapidamente e a pequena cidade foi
ganhando cara e status de capital estadual. Prédios
com arquitectura mais moderna foram aparecendo como
o Teatro das Bacabeiras, Tribunal de Contas do
Estado, Assembleia Legislativa, Tribunal de Justiça,
Tribunal Regional Eleitoral, Secretarias Estaduais,
Shopping Center e outros prédios construídos
rapidamente. Vieram novas empresas, bancos, e o
número populacional foi subindo degraus com grande
velocidade.
MACAPÁ NA ERA DO DESENVOLVIMENTO:
Quem vem à Macapá não deixa de desfrutar do que há
de melhor na cidade em termos de iguarias e pontos
turísticos. A orla esta cheia de barzinhos e
restaurantes; onde os frequentadores gostam de ver a
paisagem do maior rio do planeta; o rio Amazonas.
Este mesmo rio que proporciona duas praias; uma fica
na região urbana que é a do Araxá e a outra fica
alguns quilómetros do centro da cidade e é chamada
praia de Fazendinha. Nestes balneários é possível
encontrar o camarão rosa ou deliciar o saboroso
tucunaré na brasa. Durante o mês de Julho acontece o
Macapá Verão, programação desenvolvida pelo governo
do estado e prefeitura, uma mistura de ritmos, gente
bonita, sol e muita alegria.
Neste período uma programação é desenvolvida com
cantores regionais e muito lazer em vários pontos da
cidade.
Macapá é a única capital no Brasil, cortada pela
linha imaginária do Equador. No Estádio Zerão, uma
particularidade: num jogo de futebol os jogadores
trocam de hemisfério o tempo todo, a linha do meio
do campo também divide o mundo.
No monumento Marco Zero do Equador, você também pode
fazer isso, de um lado o Hemisfério Norte, do outro
o Hemisfério Sul. Nunca foi tão fácil mudar de
hemisfério no Brasil.
Aqui é um óptimo lugar para ver o fenómeno do
Equinócio, a passagem do sol sobre a linha do
Equador. Isto acontece nos dias 21 de Março e 23 de
Setembro, quando as noites e os dias duram
exactamente 12 horas em qualquer lugar do planeta. O
Equinócio marca o início de diferentes estações nos
dois hemisférios do planeta. No Sul é primavera e no
outro lado ao Norte começa o Outono.
Em Fevereiro tem Carnaval e é a hora do sambódromo
que também é escola e possui 20 salas de aula com
capacidade total para 1200 alunos. Macapá é a 4ª
cidade brasileira a possuir um local para o
Carnaval. As escolas de samba do lº e 2º grupo fazem
a festa em 2 dias, e no 3º é o dia dos blocos de
rua. Personalidades do mundo do Carnaval estão
sempre presentes nos desfiles.
No meio da Amazónia com tantas riquezas vegetais, o
governo do Amapá acabou criando o museu de plantas
medicinais Valdomiro Gomes, que hoje se transformou
no museu do desenvolvimento sustentável. O museu
mostra os trabalhos de pesquisas realizados pelo
IEPA - Instituto de Pesquisas Científicas e
Tecnológicas, voltadas para os objectivos do
programa de desenvolvimento sustentável do Governo
do Estado do Amapá. Localizada a 12 km de Macapá, a
Vila do Curiaú é outro ponto marcante da cidade.
Formada por negros que fugiam dos maus tratos
durante a construção da Fortaleza de São José, eles
iam abrindo caminho rumo norte da cidade e o
quilombo de ontem se transformou na vila de hoje. A
localidade ainda guarda vários aspectos dos seus
antepassados.
O estilo rústico de construção das moradias e a
presença da cor negra de seus moradores, que não
permitem casa de estranhos no local. A sobrevivência
ainda é baseada na cultura de subsistência;
plantação de mandioca, feijão, criação de animais
como suínos e aves para a alimentação. A população
se une na veneração de santos da igreja católica,
festejados com manifestações folclóricas como a
dança do marabaixo e o batuque.
No período entre a seca e a chuva os lagos ficam
rasos e os moradores aproveitam para pescar com mais
intensidade.
O misticismo e as tradições são fortes
características da Vila do Curiaú.
A vocação maior de Macapá é o comércio. Com
localização privilegiada em relação a sua posição
geográfica, tem grandes possibilidades de relações
comerciais com a América Central, América do Norte e
a Europa. A criação da Zona de Livre Comércio de
Macapá, aconteceu em Dezembro de 1991 e isto
possibilitou a abertura de várias oportunidades e
perspectivas de negócios para a economia do estado.
Estas oportunidades estão relacionadas com diversos
sectores económicos, como: indústria, comércio,
serviços e turismo.
Estão acontecendo investimentos de outros estados
brasileiros e de capital estrangeiro e ainda existe
um grande mercado de trabalho a ser explorado.
Mas a notícia da criação dessa área comercial trouxe
alguns problemas para Macapá. É o caso do
crescimento populacional. Recursos naturais e
turísticos singulares podem fazer de Macapá, o
portão norte de ligação do Brasil com o resto do
mundo. Com a implantação da área de livre comércio a
actividade importadora passou a fazer parte das
operações comerciais do empresariado, e o comércio
convencional foi cedendo espaço para o comércio de
importados. As principais lojas localizam-se na rua
Cândido Mendes e nas suas adjacências outras lojas
também estão se instalando. A oferta de importados
já apresenta considerável variação de rádios
gravadores, walkmans, televisões, relógios,
aparelhos de som, brinquedos electrónicos, artigos
desportivos, bicicletas, pratarias, perfumes e
cosméticos.
Em termos de serviços Macapá, apresenta condições
satisfatórias para receber os visitantes.
Possui uma rede hoteleira com diversas opções de
hospedagem, restaurantes para gostos variados
cardápios de comidas típicas, e até pratos
internacionais. Os benefícios fiscais definidos por
lei, asseguram a entrada de mercadorias na área de
livre comércio, com suspensão no imposto de
importação e imposto sobre produtos
industrializados. A abrangência da área de livre
comércio atinge parte dos municípios de Macapá e
Santana. Em uma área de 220 km2 os locais de
descargas e desembaraços de mercadorias de origem
estrangeira, da Zona Franca de Manaus e outras áreas
de livre comércio, são o porto de Santana, o
aeroporto internacional de Macapá e o porto
privativo da ICOMI.
Em cada local uma alfândega fiscaliza a bagagem de
passageiros saindo das áreas de livre comércio. No
que se refere a produtos estrangeiros será
desembaraçada, com a isenção de tributos e valor
global de até 2 mil dólares por casal.
A frente da cidade ganhou novo aspecto com a
construção do complexo Beira Rio. São quiosques com
música ao vivo, apresentada por cantores regionais,
que cantam o melhor da MPB, além de palanque para
shows às margens do rio Amazonas.
Na Beira Rio, você vai encontrar um cardápio bem
variado, com vários tipos de bebidas. Lá os amigos e
família se encontram e a conversa rola solta até
alta hora.
Macapá é antes de tudo alegria, tranquilidade e
muito trabalho para quem quer progredir e contribuir
com o desenvolvimento da cidade.
Uma cidade no meio do mundo gerando progresso para o
Brasil e esperando por sua visita.
Trabalho e pesquisa de Carlos
Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal

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Imagem Fundo: Macapá
FORMATAÇÃO E ARTE:
IARA MELO
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