Estados do Brasil

(resumo)

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

 

 

O Brasil possui 26 Estados e um Distrito Federal. A divisão político – administrativa é de 1998, quando o Estado de Tocantins, a partir do desmembramento de Goiás, e os territórios do Amapá e de Roraima são transformados em Estados.

 

 

Estado do AMAPÁ

 

 

O Estado do Amapá é cortado pela linha do equador, o que determina um clima quente, húmido e chuvoso, com médias anuais entre 25 e 26º. A floresta tropical cobre quase todo o território, com manchas de cerrados e campos a Este.

O Estado do Amapá (do nheengatu amapaba, "terra que acaba") é um dos 27 Estados do Brasil. Está situado a nordeste da região Norte e tem como limites a Guiana Francesa a norte, o Oceano Atlântico a leste, o Pará a sul e oeste e o Suriname a noroeste. Ocupa uma área de 143.453,7 km². A capital é Macapá. As cidades mais importantes:

Macapá (capital), Santana, Laranjal do Jari, Oiapoque, Porto Grande,e Mazagão

O relevo é pouco acidentado, em geral abaixo dos 300 metros. A planície litorânea se caracteriza pela presença de mangues e lagoas. Amazonas, Jari, Oiapoque, Araguari, Calçoene e Maracá são os rios principais.
 História: Com o nome de capitania da Costa do Cabo Norte, a região sofreu invasões de ingleses e holandeses, expulsos pelos portugueses. No século XVIII a França reivindicou a posse da área. O Tratado de Utrecht, de 1713, estabeleceu os limites entre o Brasil e a Guiana Francesa, que não foram respeitados pelos franceses.
A descoberta do ouro e a valorização da borracha no mercado internacional, durante o século XIX, promoveram o povoamento do Amapá e acirraram as disputas territoriais, mas, em 1 de Dezembro de 1900, a Comissão de Arbitragem de Genebra concedeu a posse do território ao Brasil, incorporado ao Pará com o nome de Araguari. Em 1943 tornou-se território federal baptizado como Amapá.
A descoberta de ricas jazidas de manganês na Serra do Navio, em 1945, revolucionou a economia local. Em 5 de Outubro de 1988, com a promulgação da Constituição, foi elevado à categoria de Estado.

Com o nome de capitania da Costa do Cabo Norte, a região sofreu invasões de ingleses e holandeses, expulsos pelos portugueses. No século XVIII a França reivindicou a posse da área. O Tratado de Utrecht, de 1713, estabeleceu os limites entre o Brasil e a Guiana Francesa, que não foram respeitados pelos franceses.
A descoberta do ouro e a valorização da borracha no mercado internacional, durante o século XIX, promoveram o povoamento do Amapá e acirraram as disputas territoriais, mas, em 1 de Dezembro de 1900, a Comissão de Arbitragem de Genebra concedeu a posse do território ao Brasil, incorporado ao Pará com o nome de Araguari. Em 1943 tornou-se território federal baptizado como Amapá.
A descoberta de ricas jazidas de manganês na Serra do Navio, em 1945, revolucionou a economia local. Em 5 de Outubro de 1988, com a promulgação da Constituição, foi elevado à categoria de Estado.

 

 

 

 

 

Pelo Tratado de Tordesilhas, em 1494, a região do Estado do Amapá pertencia à Espanha. Entretanto, com a ocupação de Portugal pela Espanha, entre 1580 e 1640, permitiu que a região fosse explorada tanto por portugueses como por espanhóis. Com o nome de capitania hereditária da Costa do Cabo Norte, foi doada em 1637 ao português Bento Manuel Parente. Entretanto, os franceses, ingleses e holandeses, estabelecidos nas Guianas, invadiam o território com frequência pelo estuário do rio Amazonas, o que obrigou os portugueses a construir o forte de Cumaú, com o nome de Santo António de Macapá. Os ingleses foram logo expulsos, mas os franceses prosseguiram com os seus ataques e suas reivindicações sobre a região.

Em 1713, pelo Tratado de Utrecht, a França aceitou o rio Oiapoque, ou Vicente Pinzón, como fronteira entre os territórios franceses e portugueses na América do Sul. Mas, como os franceses não respeitassem o tratado, estendendo seus domínios até ao rio Araguari, Portugal resolveu construir a fortaleza de São José do Macapá em 1764, que era a maior da Colónia. Enquanto isso, povoavam a região com colonos açorianos e marroquinos.

No século XIX, a descoberta de ouro e, mais tarde, a valorização internacional da borracha, atraíram colonos para o Amapá. Em 1856, Macapá foi elevada a cidade, o mesmo acontecendo com Mazagão, em 1889. Por outro lado, os franceses não haviam desistido do território, reivindicavam a posse das jazidas de ouro e invadiram o povoado de Amapá. Foram rechaçados pelas tropas comandadas por Francisco Xavier da Veiga Cabral.

Para resolver definitivamente a questão, a França aceitou a arbitragem internacional. Em 1900, o presidente da Suiça, Walter Hauser, que presidia à Comissão de Arbitragem, aceitou os argumentos do representante do Brasil, o Barão de Rio Branco, e deu a causa ganha ao Brasil. Foi criado então, o território de Araguari, incorporado ao Estado do Pará, e desmembrado em 1943, pelo Decreto 5.714, com o nome de Território Federal do Amapá.

A economia, baseada na extracção vegetal e na pecuária, só começou a desenvolver-se após a descoberta das jazidas de manganês e de petróleo, e da construção da Hidroeléctrica de Paradão, no rio Araguari.

 

 

 

 Hino do estado do Amapá

Eia povo destemido
Deste rincão brasileiro.
Seja sempre teu grito partido
De leal coração altaneiro
Salve rico o torrão do Amapá
Solo fértil de imensos tesouros
Os teus filhos, alegres, confiam
Num futuro repleto de louros

Se o momento chegar algum dia
De morrer pelo nosso Brasil
Hão de ver deste povo a porfia,
Pelejar nestes céus cor de anil

Se o momento chegar algum dia
De morrer pelo nosso Brasil
Hão de ver deste povo a porfia,
Pelejar nestes céus cor de anil

Heia povo herói, varonil
Descendente da raça guerreira
Ergue forte, leal, sobranceira,
A grandeza de nosso Brasil
Salve rico o torrão do Amapá
Solo fértil de imensos tesouros
Os teus filhos, alegres, confiam
Num futuro repleto de louros

Se o momento chegar algum dia
De morrer pelo nosso Brasil
Hão de ver deste povo a porfia,
Pelejar nestes céus cor de anil

Se o momento chegar algum dia
De morrer pelo nosso Brasil
Hão de ver deste povo a porfia,
Pelejar nestes céus cor de anil

 

 

ESTADO DO AMAPÁ - HISTORICO

http://www.amapa.net/info
A palavra "Amapá" é de origem indígena e vem da Nação Nuaruaque, que habitava a região Norte do Brasil, no tempo do seu Descobrimento. Amapá é uma espécie de arvore brasileira da família Apocináceas. Essa árvore dá um leite e um fruto saboroso em formato de maçã, de cor roxa, servindo muitas vezes como parte da farmacopeia do mundo amazónico.
Os antecedentes históricos do Amapá estão vinculados aos dois ciclos de navegação do século XV, representados pelos portugueses e espanhóis. Já no século XVI, verifica-se a presença de franceses, Ingleses, espanhóis, irlandeses e holandeses. Américo Vespúcio, no ano de 1499, sob as ordens de Castela e Aragão, os reis católicos da Espanha, percorreu terras amapaense, confirme documenta a carta escrita por esse navegador. Passando a sua expedição pelas ilhas da caviana, dos porcos e do Pará, em frente dos municípios de Macapá e Mazagão. Em 30 de Janeiro de 1500, outro navegador a serviço dos reis católicos Fernando e Isabel, Vicente Pizón, percorre o rio Oiapoque, que por muito pouco tempo ficou conhecido como o nome desse navegador, que mais tarde veio criar a célebre questão de fronteira entre Portugal e posteriormente, entre o Brasil e a França no setentrião brasileiro.
A região onde fica o Amapá já foi disputada por franceses, ingleses e holandeses. Uma comissão de arbitragem que se reuniu em Genebra, garantiu a posse definitiva ao Brasil, em 1900.
Inicialmente incorporado ao Pará, o Amapá tinha o nome de Araguari. Elevado à categoria de território em 1943, seu desenvolvimento foi impulsionado pela descoberta de jazidas de manganês.
Coberto pela Floresta Amazónica, a actividade turística é pouco explorada pela falta de infra-estrutura.
Em Macapá, a capital, a Fortaleza de São José é o principal ponto de visitação e considerada um dos mais imponentes e sólidos monumentos militares do Brasil colonial. Foi erguida para assegurar a conquista definitiva da Amazónia pelos portugueses. Já a Igreja de São José é a construção mais antiga da cidade, inaugurada em 1761. Passou por várias reformas, mas ainda preserva características originais.
A maior festa religiosa é organizada em homenagem a esse santo. Para marcar a passagem a esse santo. Para marcar a passagem da linha imaginária do Equador pela cidade - uma das únicas no mundo -, também foi construído um monumento, o Marco Zero, com relógio de sol e terraço para observações.
Em 13 de Setembro de 1943 foi criado o Território Federal do Amapá. Em 5 de Outubro de 1988, com a promulgação da nova Constituição Federal, este território foi elevado à categoria de Estado. Mas o Estado do Amapá só foi instalado de fato às 17h45 do dia 1° de Janeiro de 1991, com a posse do primeiro governador eleito: Anníbal Barcellos (PFL).
O Amapá - que tem uma área de 140 mil 276 quilómetros quadrados - está quase inteiramente ao Norte do Equador. Limita-se ao Norte com a Guiana Francesa, ao Sul com o estado do Pará, a Leste com o Oceano Atlântico e a Oeste com o Suriname e com o estado do Pará.
O Amapá respeita a natureza e suas populações tradicionais, como os índios, os pescadores e os castanheiros, entre outros. Foi o primeiro estado brasileiro a ter todas suas áreas indígenas demarcadas.
Macapá, a capital do Estado e área de livre comércio, é uma das raras cidades do mundo cortada pela Linha do Equador, o que permite ao macapaense estar ao mesmo tempo nos dois hemisférios (Norte e Sul). O Amapá não tem ligação rodoviária com o resto do país. Só se chega ao Estado de avião ou de navio.
É maior que muitos países da Europa, bem como outros estados brasileiros como: Rio de janeiro, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Espírito Santo e Santa Catarina.
GEOGRAFIA - ASPECTOS FÍSICOS:
Principais rios: Rio Amapá Grande, Rio Amapari, Rio Amazonas, Rio Araguari, Rio Cassiporé, Rio Calçoene, Rio Flexal, Rio Gurijuba, Rio Jari, Rio Matapi, Rio Maracá, Rio Maracapí, Rio Oiapoque, Rio Pedreira, Rio Tartarugal Grande, Rio Tartarugalzinho, Rio Vila Nova
CLIMA: Em todo o estado predomina o clima equatorial Super-Úmido, a máxima absoluta pode-se estimar em 36ºC e a mínima 20ºC. Normalmente a máxima absoluta é atingida no fim da tarde entre às 17:00 hs às 19:00 hs, já a mínima ocorre ao alvorecer entre 05:00 hs às 07:00hs. O regime pluviométrico diverge de localidade para localidade, isto devido a humidade do ar, a proximidade do mar e a floresta.
Durante o ano duas estações são definidas: o Inverno e o Verão, o Inverno caracterizado pelas fortes descargas pluviais que vão desde fins de Dezembro até Agosto e o verão com predominância dos ventos alísios e vai de Setembro a Dezembro.
VEGETAÇÃO:  A vegetação do Amapá devido o seu clima equatorial Super-Húmido, apresenta-se sob forma de floresta que são riquíssimas dentro de sua variedade infinita de vegetais e está dividida em : Floresta de Várzea, inundada apenas durante a cheia dos rios; Floresta de Terra Firme, não atingidas pelas inundações, campos que apresenta três aspectos: Os campos cerrados, os campos inundáveis e os campos limpos. No Amapá predomina os campos inundáveis. Em todos esses campos se pratica a criação de gados bovino e bubalino.
Nas partes baixas da planície litorânea, constantemente alagadas, surge a vegetação denominada mangue e manguezal, que se estende por todo o litoral. O vegetal predominante é o mangue.
Os vegetais que se destacam em todo o estado por sua importância econômica são: o acapú, o angelim, andirobam ucuúba, cedro, pau mulato, carnaúba, maçaranduba, jatobá, pracuúba, pau rosa, pau amarelo, castanheira, piquiá, aquariquara, sucupira, etc. Todos são aproveitados na indústria madeireira. Uns de grande porte, alcançado até 40 metros como a castanheira e o angelim. Existe também grande quantidade de cipós que empregados na indústria de móveis e objectos artesanais, sem falar nas inúmeras palmeiras como: açaizeiro, bacabeira, buritizeiro, paxiubeira, tucumanzeiro, ubuçuzeiro e outras.
Dentre essas palmeiras, a mais importante é o açaizeiro, cujo fruto dá um vinho de sabor agradável muito utilizado na alimentação.
O caule do açaizeiro é usado na construção da barraca provisória do caboclo, nas pontes que ligam as margens dos igarapés que cortam as florestas. Os caroços do açaí servem de adubo. O palmito é industrializado e comercializado pelo seu sabor nutritivo.
Nas matas do Amapá, encontram-se plantas medicinais como a quina, que produz o "quinino", empregada na fabricação de remédios. O amapazeiro é uma árvore que dá um leite, utilizado no tratamento de doenças pulmonares. Foi o nome dessa planta que se deu o nome ao local: Amapá.
As matas amapaenses são ricas em plantas, cujas cascas ou sementes, servem para corantes ou tintoriais. Como exemplo podemos citar o urucuzeiro, cujo fruto, o urucu, possui uma polpa colorida, muito usada para dar cor vermelha a uma variedade de coisas e é usada no preparo dos alimentos que necessitam de corante. Existe também em nossas matas árvores que dão fibra ou embira, usada na confecção de cordas, redes, adornos, etc. Uma dessas fibras é o "tururi". Ele envolve o cacho do ubuçu, fruto do ubuçuzeiro. Além do "tururi", temos outras espécies de embira que são tiradas da casca da embireira.
Todas essas plantas constituem um enorme potencial de matéria-prima. É necessário entretanto que a comunidade local faça a renovação da floresta que incessantemente sofre predações. Precisamos atentar para a preservação do verde, conservação do oxigêncio e consequentemente prolongamento da vida. Que o homem se utilize da natureza, sem destruir este potencial facilitador da sua própria existência.
RELEVO: O relevo do Estado do Amapá é pouco acidentado, apresentando quatro unidades morfológicas que podem ser identificadas da seguintes forma:
- Planície litorânea ( terrenos baixos) e alagadiços;
- Planície aluviais nos baixos e médios cursos dos rios;
- Platô arenítico ( estreita faixa situada a oeste da planície litorânea);
- Planalto Cristalino ( na porção de estado) com grandes extensões de colinas e morros denominados por cristais montanhosos como: Serra do Tumucumaque ( 540), Serra Lombard, Serra Estrela, Serra da Agaminuara ou Uruaitu, Serra do Naucouru, Serra do Navio, Serra das Mungubas, Serra da Pancada, Serra do Iratapuru, Serra do Acapuzal, Serra Culari, Serra Aru, etc.
Os montes são número de quatro: Monte Catari, Monte Carupina, Tipas e Itu.
HIDROGRAFIA: O Amapá possui uma bacia hidrográfica constituída de muitos rios que se destacam pela sua importância económica. Os rios amapaenses na sua maioria desaguam no Oceano Atlântico.
Dentre ele podemos citar:
· Rio Araguari nasce na Serra Tumucumaque e desagua no Atlântico. Este rio possui 36 cachoeiras entre as quais merecem destaque:
· Cachoeira do Paredão onde fica a Hidroeléctrica Coaracy Nunes a qual fornece energia eléctrica para grande parte do estado.
· Cachoeira da Anta, do Arrependido, do Arrependidozinho, das Pedras, Mungubas e outras.
· O rio Oiapoque que se destaca por servir de linha divisória entre o Brasil e Guiana Francesa. Suas cachoeiras mais importantes são: Goiabeiras, Mananá, Caimum, Tacuru, Gran Rocho, etc.
· Rio Pedreira tem importância histórica. Dele é que foram tiradas as pedras para construção da Fortaleza de São José de Macapá, forte que foi construído pelos escravos para defesa do Brasil contra os invasores estrangeiros.
· O rio Gurijuba já foi considerado como rio mais piscoso do Estado;
· Rio Cassiporé muito rico em peixes;
· Rio Vila Nova separa o município de Mazagão do município de Laranjal do Jari, nele se encontram jazidas de ferro e a Cachoeira Branca.
· Rio Jari, afluente da margem esquerda do rio Amazonas separando o Amapá do estado do Pará, encontra-se as Cachoeiras de Santo Antonio, Cumarú, Inajá, Aurora, Maçaranduba, Guaribas, do Rebojo, do Desespero, etc.
· Rio Matapi banha o município de Santana e desagua em frente a ilha de Santana;
· Rio Maracapú, banha uma das principais regiões castanheiras do estado;
· Rio Amapari é afluente do rio Araguari e é importante porque banha a Serra do Navio e é em seu leito que é lavado o manganês;
· Os rios Amapá Grande, Flexal, Tartarugalzinho e Tartarugal Grande banham o município de Amapá e são ricos em peixes.
A bacia hidrográfica formada pelos rios Araguari, Amapari é a mais importante do estado tanto pela sua contribuição de energia como pela aproximação do rio Amazonas.
Além dos rios merecem destaque inúmeros lagos e lagoas como: Lago Grande, Lago dos Bagres, Lago Floriano, Lago do Vento, Lago dos Gansos, Lago Piratuba, Lago duas Bocas, Lago Novo, Lago Comprido, Lago do Vento, Lago Mutuca e outros.
As quatro ilhas mais importantes são: Ilha do Bailique, ilha do Maracá, ilha de Jipioca, ilha de Santana.
A ilha do Bailique faz parte do arquipélago do Bailique. As ilhas mais importantes do arquipélago são: Ilha do Brigue, ilha do Faustino, ilha do Curuá.
Existem ainda as ilhas de menor importância como a ilha Jipioca e a ilha de Juruá, a ponta do Martim e a ponta do Guará.
Existem outros lagos de importância em outras localidades do estado.
A maioria dos lagos secam durante o verão. E os peixes e as tartarugas descem para os lagos mais fundos ou para os rios mais próximos.
Na época das chuvas, os lagos enchem e são navegáveis e representam uma das potencialidades locais.
O aproveitamento desse potencial deve ser feito em harmonia com a natureza; isto é, sem a devastação. A pesca não deve ser feita no período da desova, para que os peixes não desapareçam. Os ovos dos tracajás não devem ser tirados para que a espécie não desapareça.
A utilização da natureza deve ser feita com cautela, para que se possa usufruir sempre dos seus benefícios.
ATIVIDADES ECONÔMICAS - RECURSOS:
Este é um segmento de suma importância para a economia do Amapá, sendo identificado pela vasta extensão de suas terras, densidade de seus rios e pela grandeza de suas florestas, onde são avaliados factores de produção até agora pouco explorados, com possibilidades de aproveitamento no sector de transformação industrial, que poderá contribuir para o surgimento de valiosas fontes económicas.
EXTRATIVISMO VEGETAL:
Madeira: A densa floresta conta com aproximadamente 9,5 milhões de hectares, com uma reserva de madeira superior a 1,5 milhões de m³, de grande aceitação comercial nos mercados nacional e internacional. As concentrações de madeiras comercializáveis equivalem a 170 m³ por habitantes, ressaltando-se também a existência de espécies madeiras com fonte de material celulósico e semente oleaginosas com alto teor de óleo. Entre as espécies mais comercializadas de madeiras estão: acapú, macacaúba, andiroba, pau mulato, breu, cedro, maçaranduba, Angelim, sucupira, etc.
Entre as sementes oleaginosas que mais se destacam são: andiroba, ucuúba, castanha-do-Pará, pracaxí, etc.
Agricultura: A actividade agrícola embora seja considerada de maior importância socio-económica, uma vez que é o suporte básico de qualquer economia no Amapá, ainda é cultivada em pequena escala, sendo considerada uma cultura de subsistência. A participação no abastecimento do mercado local é insignificante não havendo excedente para exportação.
Alguns factores foram responsáveis por este desempenho negativo da agricultura. Pelo sector público, houve a limitação de recursos destinados aos projectos de fomento ao sector decorrente da situação financeira imposta pelo governo federal na contenção do déficit público que atingiu o Amapá de modo contundente influenciando a ação estadual na área rural. De lado do sector privado, a incipiente organização dos produtos em associações, cooperativas e sindicatos, que restringe o seu poder de negociação na busca pelo desenvolvimento de suas actividades, principalmente no que se refere a crédito, distribuição e comercialização dos produtos.
Para o suprimento da demanda interna, o mercado importa grande do seu consumo. Muito embora existam boas perspectivas de desenvolvimento agrícola tendo e, vista as condições adequadas e bons solos e climas, propícios, para o cultivo de culturas temporárias como: arroz, milho, feijão, mandioca, legumes, etc... culturas permanentes como: pimentada-do-reino, coco, laranja, limão e outros.
Arroz: Com poucas tradição no Amapá, o cultivo do arroz utiliza o sistema produtivo consorciado com a mandioca ou o milho e em menor escala, cultivo "solteiro".
Milho: O milho, cultura de grande significado para o Amapá, também vem apresentando queda de produção nos últimos anos. Como nas demais culturas temporárias no período analisado, caíram a produção ( 19,68) e área colhida ( 946,78). Estes declínios tem se reflectido na produção avícola, por ser matéria-prima destinada à fabricação de ração balanceada para aves.
Macapá e Santana foram, mais uma vez, os dois maiores municípios produtores com 68,55% a 19,3% da produção total, respectivamente.
Feijão: A produção de feijão vem decaindo desde 1986, tendo apresentado em 1977 uma substancial queda na quantidade produzida (72,58%). O feijão cultivado no Amapá é o caupi (feijão da colónia), de pouca aceitação para consumo por parte da população de classe média. O governo vem tentando incentivar o cultivo, devido à importância na alimentação da população de baixa renda. Por isso vem fomentando o seu cultivo com a distribuição de sementes seleccionadas através de subsídios ao preparo da área mecanizada.
Mandioca: É cultura da maioria dos agricultores em decorrência do hábito alimentar da população amazónica, sendo a produção destinada à subsistência, com pouco aproveitamento dos subprodutos (goma e tucupi).
Horticultura: A produção de hortaliças está concentrada no Pólo-Hortigranjeiro, em Fazendinha na Colónia Agrícola de Matapi e na periferia de Macapá. As principais espécies produzidas são: couve, cariru, coentro, chicória, cebolinha, alface, tomate, feijão-verde, chuchu, pepino e salsa entre outros. A iniciativa do governo para incentivar essa actividade foi a instalação do Pólo-Hortigranjeiro, dotado de estradas em boas condições de tráfego, energia eléctrica e sistema de irrigação central, beneficiando 34 produtores. Em relação à Colónia Agrícola do Matapi e periferia de Macapá, o apoio do governo concentra-se principalmente no escoamento da produção, através dos veículos da Secretaria e na comercialização, por meio da organização da feira do produtor.
Culturas permanentes: As principais culturas permanentes cultivadas no Amapá são: a pimenta-do-reino, a laranja e a banana que ainda não atingiram um estágio ideal de desenvolvimento, mas que já contribuem para o abastecimento interno e melhoria de renda do produtor.
Pimenta-do-reino: A cultura da pimenta-do-reino está concentrada na Colónia Agrícola de Matapi e foi introduzida na década de 1970, com mudas oriundas de Tomé-Açu (PA), por iniciativa do poder público.
Citros: A produção de laranja vem aumentando gradativamente, graças ao incentivo do governo, que nos últimos cinco anos, vem distribuindo mudas produzidas pela Companhia de Desenvolvimento do Amapá (CODEASA), hoje CODAP ou adquiridas em outras Unidades da Federação, através da Secretaria de Agricultura. A continuar esta tendência, espera-se que em poucos anos, o Amapá seja auto-suficiente em laranja.
Banana: O Amapá já foi um grande produtor de banana, chegando a abastecer o mercado local e comercializar o excedente para o Estado do Pará. Com a infestação dos bananais pela doença conhecida por "moko da bananeira", transmitida pela bactéria do género Pseudomonas, descoberta por técnicos do Ministério da Agricultura e da Universidade Rural do Rio de Janeiro por volta de 1978, a produção começou a decair, sendo hoje insuficiente para atender o consumo local.
Pecuária: A pecuária do Amapá é extensiva sem aplicações das técnicas recomendadas e manejos adequados às peculiaridades da região. Os programas de incentivos do governo à pecuária são as realizações das exposições, feiras e aquisição de animais melhores em outras Unidades da Federação, para revenda aos criadores com vistas à melhoria do padrão de rebanho, além da assistência técnica aos produtores. Muito embora o Amapá seja adoptado de condições favoráveis para o cultivo da pecuária extensiva com predominância para a criação do gado bovino e bubalino, ainda não possui uma pecuária de corte em condições de atender as necessidades do mercado interno. Assim, sendo, importa de outros centros produtores aproximadamente 90% do seu consumo, acontecendo o mesmo com a produção do frango e suínos. O principal centro fornecedor de carne é o Estado do Pará (Ilha do Marajó).
Pesca: É considerada de grande expressão económica cujo potencial ainda não foi devidamente avaliado e nem explorado na extensão do nível de importância que representa como fonte de abastecimento e investimento para o Amapá. As principais áreas de exploração são: Porto de Santana, Arquipélago do Bailique, Vila do Sucuriju, Ilha de Maracá, Foz do Cassiporé e Costa do Amapá. As espécies mais exploradas são: piramutaba, pescada, filhote, dourado, gurijuba, pirarucu, tambaqui, pirapitinga, tucunaré, piranha, traíra, acará, aruanã, sarda, jiju, tamuatá, etc. Além das espécies acima citadas, o Estado do Amapá possui sua costa rica em espécie de crustáceo de grande valor de mercado (camarão-rosa, camarão da água doce e o caranguejo). O sistema produtivo predominante na actividade pesqueira é o artesanal, utilizando uma tecnologia simples tanto nos processos de capturas e conservação como nas embarcações utilizadas nas pescarias. Pode-se observar a pesca artesanal em duas modalidades principais conforme áreas de ocorrência.
Pesca de água doce: Ocorre nas áreas lacustres, caracterizada pela utilização de pequenas embarcações, notadamente montarias, como capacidade média de 200kg de carga e apetrechos de pesca de pequeno porte, destacando-se a rede de malhar, linha de mão, pequenos espinhéis e matapi, sendo este último usado na pesca do camarão regional.

 

Índios do Amapá
http://www.amapa.net/info/
Amapá é o primeiro estado brasileiro a ter todas as terras indígenas demarcadas. Nas duas grandes reservas, que representam 8,6% de todo o território estadual, 140.276 km² , vivem as etnias - Galibi, Karipuna, Palikur, Waiapi e Galibi Marworno.
Esses índios não vivem isolados. Recebem todo tipo de apoio governamental: da assistência saúde à orientação para melhorar a qualidade de vida através de novas alternativas económicas.
Essas sociedades indígenas recebem todo tipo de apoio governamental: da assistência saúde à orientação para melhorar a qualidade de vida através de novas alternativas económicas.
No entanto, o respeito aos índios vem em primeiro lugar. Em nenhum momento essa parceria pode interferir na cultura diferenciada das etnias. O melhor exemplo desse compromisso é o apoio dado a escola bilingue, na qual as crianças aprendem primeiro sua língua original, condição mais importante para manter viva a tradição indígena com seus mitos, lendas, arte e costumes.
A luta dos índios para garantir a terra em que vivem e defender a sua cultura tem chamado a atenção de Ongs, governos estrangeiros com o alemão e o apoio de personalidades como Danielle Miterrand. A viúva do ex-presidente François Miterrand e presidente da Fundação France Libertés visitou o Amapá em Abril de 1996. Além de oferecer apoio político, ela condenou duramente o decreto do governo federal que permite contestação no processo de demarcação de terras indígenas.
A palavra Galibi designava os índios que viviam no litoral da Guiana francesa. Hoje são encontrados no Amapá em apenas 3 aldeias. A língua original, Karib, foi substituída pelo patoá, francês creolo da Guiana e o português, falado pela maioria dos homens adultos.
Assim como os Palikur, os Galibi também escolhem o chefe da aldeia por eleição directa. Vivem da agricultura cujo principal produto é a mandioca brava, caça, pesca e comercializam o excedente. Possuem também uma pequena indústria de construção naval que produz pequenos barcos para toda a região.
O governo do Estado proporciona assistência na área, infra estrutura e mantém ainda escola bilingue nas aldeias.
Essa sociedade vivia originalmente na Guiana Francesa e sua principal característica é o instinto guerreiro. No século XVII, lutaram muito contra os índios Palikur e os franceses.
No século XVIII, com a chegada dos jesuítas, formaram o maior grupo das missões. Quando os padres foram expulsos, eles se dispersaram.
No Brasil mora apenas um grupo, que chegou ao país em 1950. Vivem da caça e da pesca e, como fonte de recurso, comercializam produtos agrícolas.
Todas as aldeias têm escolas administradas pelo governo do Estado. Possuem também uma pequena indústria de construção naval que produz barcos para toda a região.
Próxima á reserva fica Oiapoque. Esta cidade, situada no ponto mais extremo do Brasil, é a primeira da país a eleger um prefeito índio.
A história dessa comunidade é marcada por uma constante migração. Ora ocupavam a bacia de Uaça sua área de origem, ora se mudavam para a Guiana Francesa. Só no final da década de 80, com a demarcação da reserva e a expulsão dos não-índios, é que a população começou a se fixar. Duas aldeias ocupam essa área: a Juminã, com remanescentes dos índios Karipuna e Uahá, índios Galibi-Marworno.
Os índios Karipuna se consideram católicos mas não abrem mão das festas religiosas tradicionais. O "Turé", por exemplo, tem ritos essencialmente indígenas que inclui danças e cantos na língua maruane. Comercializam produtos agrícolas como cítricos, café, inhame, banana e cana. A caça e a pesca são utilizados exclusivamente para o consumo local. A migração tem aumentado por causa do crescimento da população. No entanto, os homens ficam fora apenas por alguns períodos, enquanto as mulheres raramente retornam às aldeias.
Os Palikur têm uma miscigenação rara entre os índios. Entre 1930 e 1940, chegaram à aldeia famílias negras vindas da Guiana Francesa e seus descendentes assumem a identidade da tribo. Mesmo com esse contacto, os índios mantém a tradição de se organizar em clãs formados a partir da linhagem paterna. Dessa forma, os filhos de pais não mestiços são aceitos pela comunidade mas não
podem pertencer a nenhum clã.
Os Palikur estão localizados no Estado do Amapá e na Guiana Francesa, no Amapá eles habitam ao longo do rio Urukaua, situado na bacia do rio Uaca, na região do município do Oiapoque; na Guiana Francesa eles habitam em bairros nas cidades de Caiena e Saint Georges e as margens do rio Oiapoque. Dentre as três etnias que habitam ao longo da bacia do Uacá - Galibi-Marworno, Karipuna e Palikur -, os Palikur são os únicos procedentes da própria região e também são os únicos que mantiveram sua língua original. Esta etnia é mencionada nos relatos históricos desde 1513.
Durante mais de três séculos, os povos indígenas da região do norte do Amapá mantiveram intensas trocas com os comerciantes franceses a ponto de despertar a preocupação da coroa portuguesa, que passou a exercer uma caça sem tréguas aos índios identificados como aliados franceses. Neste contexto, os Palikur, apesar de considerados "amis de francois", são das poucas etnias, das diversas que existiam na região, que conseguem sobreviver a perseguição empreendida pelos portugueses.
Actualmente, os Palikur são, em sua maioria, crentes. Foram evangelizados por missionários protestantes no final da década de 40 e por conta da religião cristã não realizam mais suas festas tradicionais, como a festa de Ture e do Tambor. Assim como os outros povos indígenas do Uaca, os Palikur vivem da caça, pesca e da comercialização da farinha nas cidades do Oiapoque, Caiena e Saint George.
Para fugir da catequização dos jesuítas os índios Waiapi, no século XVII, abandonaram sua área de origem, baixo Xingu no estado do Pará, e ocuparam o ponto mais extremo do Brasil, entre os rios Oiapoque, Jari e Amapari. Os Waiapi quase foram extintos no começo do século por causa do contacto com os extrativistas como os seringueiros. Na década de 70 enfrentaram o mesmo problema com os garimpeiros que invadiram a área, a partir da recém-chegada Rodovia Perimetral Norte. Nos anos 80, os Waiapi conseguiram expulsar os invasores e, desde então, mantêm constante
vigilância nos limites de sua terra. Nesse período assumiram a faiscação de ouro aluvionar, uma actividade que eles realizam dentro do seu ciclo tradicional de actividades extrativistas e que atende a algumas de suas necessidades (armamento, tecidos, redes). Nos garimpos controlados pelos índios, não se usa mercúrio e as áreas trabalhadas são convertidas em plantações de frutíferas. Além disso, os waiapi estão na agro-silvicultura em alguns trechos das picadas da demarcação . Hoje, eles são
488, distribuídos em 12 aldeias. A área foi demarcada e homologada em 1996, numa experiência piloto do PPG7 que priorizou a participação dos índios e sua capacitação para o controle permanente desta terra. A experiência foi coordenada por uma ONG e financiada pelo governo alemão.
Cada aldeia indígena tem um padrão estético que se reproduz nos objectos utilitários como cestas, redes, adornos e armas.
Feitos com madeira, fibras, cerâmica, sementes, plumagem, dentes e ossos de animais, Alguns desses objectos são enfeitados com penas de aves ou pintados com corantes naturais extraídos de cascas de árvores ou sementes como as do urucum.
O artesanato é uma das fontes de renda dos povos indígenas do Amapá. Os Karipuna, por exemplo, fabricam colares de contas ou ossos. Os Waiapi usam desenhos mitológicos para explicar suas origens. Os Apalai do norte do Pará fazem complexos desenhos geométricos com significados conhecidos apenas pelo grupo.

 

"Macapá a capital do meio do mundo"

 


 

 

http://www.macapa-ap.com.br/
Macapá a capital do Amapá fica localizada a 345 km de Belém do Pará. O nome é de origem tupi, com uma variação de macapaba, que quer dizer lugar de muitas bacabas, um fruto de palmeira nativa da região. Antes de chamar-se Macapá, o primeiro nome dado oficialmente a essa terra foi Adelantado de Nueva Andaluzia, em 1544, por Carlos V, então rei da Espanha, numa concessão a Francisco Orellana navegador espanhol que esteve por aqui.
O acesso mais rápido a cidade é através de avião, com o tempo de 40 minutos de voo. A outra opção é chegar de navio, são 24 horas de viagem. Não existem rodovias ligando Macapá a outros estados brasileiros. Chegando a Macapá você vai encontrar um ambiente sem poluição, uma cidade de pequeno porte, uma população acolhedora, e uma rica paisagem natural proporcionada pelo rio amazonas, o maior do mundo, e ainda um comércio crescente. A história de Macapá começa nos tempos coloniais, e está relacionada com a defesa e a fortificação das fronteiras do Brasil, além da preocupação em garantir a presença do homem as terras brasileiras. E assim esta cidade se originou de um destacamento militar criado em 1738. Na Praça Veiga Cabral, no dia 4 de Fevereiro de 1758 quando ela ainda se chamava Praça São Sebastião acontecia exactamente nessa praça o levantamento do pelourinho e o governador do Grão Pará, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, fundava naquele dia a Vila de São José de Macapá. Nessa época foram surgindo prédios que até hoje são preservados, e constituem verdadeiro património cultural como:
A Fortaleza de São José de Macapá uma construção feita nos tempos escravos com mão de obra de negros e índios. No dia 2 de Janeiro de 1764 começou o delineamento do solo e no dia 29 de Junho do mesmo ano foi lançada a pedra fundamental do monumento. A construção durou 18 anos, mas essa demora não foi pelo tamanho da obra e sim pelos problemas que surgiram com a falta de mão de obra e a escassez de material que de vez em quando fazia parar tudo. Os índios eram perseguidos pelas doenças e oprimidos pelo rigor da disciplina militar, e este era o grande motivo de fuga do engenho. Os negros quando fugiam não iam longe deixavam-se prender facilmente. O falecimento de D. José I, fez com que a obra parasse quase 6 anos. O autor do projecto Henrique Galúcio, faleceu 5 anos após o início das obras.
A Intendência de Macapá, hoje em dia, é o museu histórico Joaquim Caetano da Silva. A data de inauguração deste prédio é de 15 de Novembro de 1895. O intendente era Coriolano Jucá. O Prédio foi utilizado desde o período de Vila até o extinto Território Federal do Amapá, e o mesmo foi construído tipo palácio no estilo neoclássico, ornado com esculturas e figuras antropomorfas que representam as artes e a indústria. As pilhas louvres e vasos foram confeccionados na arte da falanza em Portugal em 1932. Foi restaurado para funcionar a prefeitura de Macapá tendo como interventor do estado do Pará o major Magalhães Barata e como prefeito também o major Eliezer Levi.
O Prédio teve duas divisões - de um lado a Prefeitura de Macapá e do outro a Divisão de Obras Públicas. O tempo foi passando e vieram mais reformas as características arquitectónicas originais foram se perdendo. Lá já funcionou o Palácio do Governo, Secretaria de Segurança, Procuradoria Geral do Governo e hoje é o Museu Histórico Joaquim Caetano da Silva. A Igreja de São José de Macapá também é um marco histórico. Esta igreja começou a ser construída em 1752, seis anos antes da criação oficial da Vila de São José de Macapá.
A igreja matriz foi inaugurada 5 de Março de 1761 sendo o Padre Joaquim Pair o 1º vigário, a imagem original do padroeiro São José, esculpido em madeira tem 35 cm de altura, permanece como uma das relíquias sacras mais importantes do estado. Nas paredes os quadros do padre Fúlvio, retratam o talento artístico e a beleza de uma passagem bíblica. Já houve um período em que a paróquia ficou sem vigário durante 40 anos. Em 1904 o padre Francisco Hiller e o intendente coronel Teodoro Mendes foram os responsáveis pela restauração da igreja. A primeira escola em alvenaria de Macapá foi inaugurada em 13 de Setembro de 1946, que é a Escola de 1º Grau Barão do Rio Branco, criada pelo governo do Território Federal do Amapá na gestão do capitão Janarv Nunes. Nesta escola também funcionou o 1º cinema de Macapá, o Ex cine Territorial. As máquinas pararam e tudo esta no mais completo abandono. Outros prédios como o mercado central, o hospital de especialidades e a maternidade Mãe Luzia também fazem parte de antigas construções das décadas de 40, 50 e 60.
O Trapiche Eliezer Levi por muito tempo foi o ponto de chegada e saída da cidade. Inspirou poetas como Alcir Araújo que foi chamado de poeta do cais. Antes do trapiche as embarcações aportavam na chamada Pedra do Guindaste, onde hoje está colocada a. imagem de São José, o nome do trapiche é uma homenagem ao então prefeito Eliezer Levi que recebeu recursos do interventor do Pará, Magalhães Barata para aquela construção. Na última reforma o trapiche recebeu uma estrutura de concreto, onde vai funcionar um restaurante e ter bondinho para transportar os frequentadores. As embarcações vão aportar em outro lugar. O Trapiche Eliezer Levi com 472 metros de comprimento é uma das atracões turísticas da cidade.
Macapá é a única cidade brasileira que está á margem esquerda do rio Amazonas, e que é cortada pela linha do Equador. Com altitude de 15 metros em relação ao nível do mar e latitude zero, possuí uma área de 24.750 km2. O clima é equatorial, quente e húmido. Após 45 anos de Território Federal com sustentação financeira da União o crescimento desta cidade ficou acelerado com a transformação do território para estado em 1988.
Tudo foi mudando rapidamente e a pequena cidade foi ganhando cara e status de capital estadual. Prédios com arquitectura mais moderna foram aparecendo como o Teatro das Bacabeiras, Tribunal de Contas do Estado, Assembleia Legislativa, Tribunal de Justiça, Tribunal Regional Eleitoral, Secretarias Estaduais, Shopping Center e outros prédios construídos rapidamente. Vieram novas empresas, bancos, e o número populacional foi subindo degraus com grande velocidade.


MACAPÁ NA ERA DO DESENVOLVIMENTO:
Quem vem à Macapá não deixa de desfrutar do que há de melhor na cidade em termos de iguarias e pontos turísticos. A orla esta cheia de barzinhos e restaurantes; onde os frequentadores gostam de ver a paisagem do maior rio do planeta; o rio Amazonas. Este mesmo rio que proporciona duas praias; uma fica na região urbana que é a do Araxá e a outra fica alguns quilómetros do centro da cidade e é chamada praia de Fazendinha. Nestes balneários é possível encontrar o camarão rosa ou deliciar o saboroso tucunaré na brasa. Durante o mês de Julho acontece o Macapá Verão, programação desenvolvida pelo governo do estado e prefeitura, uma mistura de ritmos, gente bonita, sol e muita alegria.
Neste período uma programação é desenvolvida com cantores regionais e muito lazer em vários pontos da cidade.
Macapá é a única capital no Brasil, cortada pela linha imaginária do Equador. No Estádio Zerão, uma particularidade: num jogo de futebol os jogadores trocam de hemisfério o tempo todo, a linha do meio do campo também divide o mundo.
No monumento Marco Zero do Equador, você também pode fazer isso, de um lado o Hemisfério Norte, do outro o Hemisfério Sul. Nunca foi tão fácil mudar de hemisfério no Brasil.
Aqui é um óptimo lugar para ver o fenómeno do Equinócio, a passagem do sol sobre a linha do Equador. Isto acontece nos dias 21 de Março e 23 de Setembro, quando as noites e os dias duram exactamente 12 horas em qualquer lugar do planeta. O Equinócio marca o início de diferentes estações nos dois hemisférios do planeta. No Sul é primavera e no outro lado ao Norte começa o Outono.
Em Fevereiro tem Carnaval e é a hora do sambódromo que também é escola e possui 20 salas de aula com capacidade total para 1200 alunos. Macapá é a 4ª cidade brasileira a possuir um local para o Carnaval. As escolas de samba do lº e 2º grupo fazem a festa em 2 dias, e no 3º é o dia dos blocos de rua. Personalidades do mundo do Carnaval estão sempre presentes nos desfiles.
No meio da Amazónia com tantas riquezas vegetais, o governo do Amapá acabou criando o museu de plantas medicinais Valdomiro Gomes, que hoje se transformou no museu do desenvolvimento sustentável. O museu mostra os trabalhos de pesquisas realizados pelo IEPA - Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas, voltadas para os objectivos do programa de desenvolvimento sustentável do Governo do Estado do Amapá. Localizada a 12 km de Macapá, a Vila do Curiaú é outro ponto marcante da cidade. Formada por negros que fugiam dos maus tratos durante a construção da Fortaleza de São José, eles iam abrindo caminho rumo norte da cidade e o quilombo de ontem se transformou na vila de hoje. A localidade ainda guarda vários aspectos dos seus antepassados.
O estilo rústico de construção das moradias e a presença da cor negra de seus moradores, que não permitem casa de estranhos no local. A sobrevivência ainda é baseada na cultura de subsistência; plantação de mandioca, feijão, criação de animais como suínos e aves para a alimentação. A população se une na veneração de santos da igreja católica, festejados com manifestações folclóricas como a dança do marabaixo e o batuque.
No período entre a seca e a chuva os lagos ficam rasos e os moradores aproveitam para pescar com mais intensidade.
O misticismo e as tradições são fortes características da Vila do Curiaú.
A vocação maior de Macapá é o comércio. Com localização privilegiada em relação a sua posição geográfica, tem grandes possibilidades de relações comerciais com a América Central, América do Norte e a Europa. A criação da Zona de Livre Comércio de Macapá, aconteceu em Dezembro de 1991 e isto possibilitou a abertura de várias oportunidades e perspectivas de negócios para a economia do estado. Estas oportunidades estão relacionadas com diversos sectores económicos, como: indústria, comércio, serviços e turismo.
Estão acontecendo investimentos de outros estados brasileiros e de capital estrangeiro e ainda existe um grande mercado de trabalho a ser explorado.
Mas a notícia da criação dessa área comercial trouxe alguns problemas para Macapá. É o caso do crescimento populacional. Recursos naturais e turísticos singulares podem fazer de Macapá, o portão norte de ligação do Brasil com o resto do mundo. Com a implantação da área de livre comércio a actividade importadora passou a fazer parte das operações comerciais do empresariado, e o comércio convencional foi cedendo espaço para o comércio de importados. As principais lojas localizam-se na rua Cândido Mendes e nas suas adjacências outras lojas também estão se instalando. A oferta de importados já apresenta considerável variação de rádios gravadores, walkmans, televisões, relógios, aparelhos de som, brinquedos electrónicos, artigos desportivos, bicicletas, pratarias, perfumes e cosméticos.
Em termos de serviços Macapá, apresenta condições satisfatórias para receber os visitantes.
Possui uma rede hoteleira com diversas opções de hospedagem, restaurantes para gostos variados cardápios de comidas típicas, e até pratos internacionais. Os benefícios fiscais definidos por lei, asseguram a entrada de mercadorias na área de livre comércio, com suspensão no imposto de importação e imposto sobre produtos industrializados. A abrangência da área de livre comércio atinge parte dos municípios de Macapá e Santana. Em uma área de 220 km2 os locais de descargas e desembaraços de mercadorias de origem estrangeira, da Zona Franca de Manaus e outras áreas de livre comércio, são o porto de Santana, o aeroporto internacional de Macapá e o porto privativo da ICOMI.
Em cada local uma alfândega fiscaliza a bagagem de passageiros saindo das áreas de livre comércio. No que se refere a produtos estrangeiros será desembaraçada, com a isenção de tributos e valor global de até 2 mil dólares por casal.
A frente da cidade ganhou novo aspecto com a construção do complexo Beira Rio. São quiosques com música ao vivo, apresentada por cantores regionais, que cantam o melhor da MPB, além de palanque para shows às margens do rio Amazonas.
Na Beira Rio, você vai encontrar um cardápio bem variado, com vários tipos de bebidas. Lá os amigos e família se encontram e a conversa rola solta até alta hora.
Macapá é antes de tudo alegria, tranquilidade e muito trabalho para quem quer progredir e contribuir com o desenvolvimento da cidade.
Uma cidade no meio do mundo gerando progresso para o Brasil e esperando por sua visita.

 

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal

 

 

 

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Imagem Fundo: Macapá

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