
Estados
do Brasil
(resumo)
Trabalho
e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro
O Brasil possui 26 Estados e um Distrito
Federal. A divisão político – administrativa é de
1998, quando o Estado de Tocantins, a partir do
desmembramento de Goiás, e os territórios do Amapá e
de Roraima são transformados em Estados.

Estado do ACRE
Fica situado entre o Estado do Amazonas , ao
N, O Estado de Rodônia, a NE, a Bolívia a E a ao S,
e o Peru a S e a W. Tem uma superfície de 152.598
Km2 e a sua capital é Rio Branco; 25 Municípios
agrupados em duas microrregiões. Os seus principais
rios pertencem à Bacia Amazónica: Purus e seus
afluentes Acre, Iaco, Caeté e Alto Chandless; Juruá
e seus afluentes Envira, Taraucá e Gregório; e Abunã;
afluente do Madeira. A paisagem natural é dominada
pela densa floresta amazónica (Hiléia), rica em
Seringueiras, caucho, castanheiras e madeiras-de-lei.
Há também enorme variedade de palmeiras e lianas.
Inicialmente, o Acre pertencia à Espanha que
nunca o explorou, e assim, o território passou a
fazer parte da Bolívia após a independência deste
país. Com a invasão de colonos brasileiros no Acre
durante a fase de prosperidade da borracha, foi
assinado o Tratado de Ayachucho, em 1867, em que o
Brasil reconheceu os direitos da Bolívia sobre este
território (anteriormente já tinha assinado o
Tratado de Madrid, em 1750 e o de Santo Ildefonso em
1777). A fronteira entre os dois países acompanharia
o rio Guaporé até à foz do rio Mamoré, seguiria este
até à foz do rio Beni, de onde prosseguia em linha
recta para W até às nascentes do rio Javari.
Entretanto, os seringueiros na maioria cearenses,
fugidos da seca, continuavam a chegar à região sem
respeitar as fronteiras. Um destacamento militar
enviado pela Bolívia para instalar um posto
administrativo em Puerto Alonso (hoje Porto Acre)
que cobrasse os impostos sobre a produção
brasileira, foi vencido pelos brasileiros,
comandados pelo espanhol Luís Gálvez Rodriguez de
Árias. Em Julho de 1899, Luís Gálvez proclamou a
independência da República do Acre, logo extinta
pelo próprio governo brasileiro. Percebendo a
dificuldade de controlar a situação, a Bolívia
arrendou o território, em 1901, a uma empresa de
capital anglo-americano, o Bolivian Syndicate,
concedendo-lhe amplos poderes, inclusive o de poder
manter uma força armada no Acre.
Isto revoltou o Brasil, que cancelou os
convénios de comércio e tráfico fluvial entre os
dois países. Esta medida afectou a economia do
território, que dependia dos afluentes do Amazonas
para escoamento dos seus produtos.
Os brasileiros do Acre revoltaram-se sob a
liderança de Plácido de Castro e proclamaram o
Estado Independente do Acre, em 1903.
O Brasil enviou tropas para ocupar
militarmente o Acre e iniciou negociações chefiadas
pelo barão do Rio Branco, ministro das Relações
Exteriores do Brasil, que procurou anexar
pacificamente a região.
Foi então paga uma indemnização ao Bolivian
Syndicate para que desistisse da concessão. O
Tratado de Petrópolis, assinado com a Bolívia em
1903, reconheceu a soberania brasileira sobre o
território em troca de uma soma em dinheiro e da
construção do caminho de ferro Madeira – Mamoré.
Em 1904, foi criado o Território do Acre,
transformado em Estado em 1962. Actualmente, os
grandes problemas a serem resolvidos pelo Estado são
a integração entre as suas principais cidades, o
desmatamento e o emprego da queimada e de outros
processos primitivos de agricultura, que empobrecem
o solo.
O Hino do Acre
Foi composto pelo médico e poeta Dr. Francisco
Mangabeira enquanto este prestava serviços médicos
no acampamento do exército na localidade de Capatará,
em 5 de outubro de 1903. A música foi criada pelo
músico amazonense Mozart Donizeti.
Letra do Hino
I
Que este sol a brilhar soberano
Sobre as matas que o vêem com amor
Encha o peito de cada acreano
De nobreza, constância e valor...
Invencíveis e grandes na guerra,
Imitemos o exemplo sem par
Do amplo rio que briga com a terra
Vence-a e entra brigando com o mar
Estribrilho:
Fulge um astro na nossa bandeira
Que foi tinto no sangue de heróis
Adoremos na estrela altaneira
O mais belo e o melhor dos faróis
II
Triunfantes da luta voltando
Temos n'alma os encantos do céu
E na fronte serena, radiante,
Imortal e sagrado troféu
O Brasil a exultar acompanha
Nossos passos portanto é subir
Que da glória a divina montanha
Tem no cimo o arrebol do porvir
Estribilho:
Fulge um astro na nossa bandeira
Que foi tinto no sangue de heróis
Adoremos na estrela altaneira
O mais belo e o melhor dos faróis
III
Possuímos um bem conquistado
Nobremente com armas na mão
Se o afrontarem, de cada soldado
Surgirá de repente um leão
Liberdade é o querido tesouro
Que depois do lutar nos seduz
Tal o rio que rola o sol de ouro
Lança um manto sublime de luz
Estribilho:
Fulge um astro na nossa bandeira
Que foi tinto no sangue de heróis
Adoremos na estrela altaneira
O mais belo e o melhor dos faróis
IV
Vamos ter como prêmio de guerra
Um consolo que as penas desfaz
Vendo as flores do amor sobre a terra
E no céu o arco-íris da paz
As esposas e mães carinhosas
A esperarem nos lares fiéis
Atapetam a porta de rosas
E cantando entretecem lauréis
Estribilho:
Fulge um astro na nossa bandeira
Que foi tinto no sangue de heróis
Adoremos na estrela altaneira
O mais belo e o melhor dos faróis
V
Mas se audaz estrangeiro algum dia
Nossos brios de novo ofender
Lutaremos com a mesma energia
Sem recuar, sem cair, sem temer
E ergueremos, então, destas zonas
Um tal canto vibrante e viril
Que será como a voz do Amazonas
Ecoando por todo o Brasil
Estribilho:
Fulge um astro na nossa bandeira
Que foi tinto no sangue de heróis
Adoremos na estrela altaneira
O mais belo e o melhor dos faróis
História do Estado do Acre
http://www.citybrazil.com.br/
O processo de incorporação do Acre ao Brasil
decorreu do desbravamento de populações do Nordeste,
que o povoaram e o fizeram produtivo, repetindo a
proeza dos bandeirantes de São Paulo, que partiram
em expedições para o interior nos séculos XVI e XVII.
No caso do Acre, foram as secas nordestinas e o
apelo econômico da borracha - produto que no final
do século XIX alcançava preços altos nos mercados
internacionais - que motivaram a movimentação de
massas humanas oriundas do Nordeste, para aquela
região amazônica.
Datam de 1877 os primeiros marcos de civilização
efetiva ocorrida no Acre, com a chegada dos
imigrantes nordestinos que iniciaram a abertura de
seringais. Até então, o Acre era habitado apenas por
índios não aculturados, uma vez que a expansão
luso-brasileira ocorrida na Amazônia durante o
período colonial, não o havia alcançado. A partir
dessa época, no entanto, a região tornou-se ativa
frente pioneira, que avançou pelas três vias
hidrográficas existentes: o rio Acre, o Alto-Purus e
o Alto-Juruá.
O território do Acre pertencia à Bolívia até o
início do século XX, embora desde as primeiras
décadas do século XIX a maioria da sua população
fosse formada por brasileiros que exploravam os
seringais e não obedeciam à autoridade boliviana,
formando, na prática, um território independente e
exigindo a sua anexação ao Brasil.
Em 1899, na tentativa de assegurar o domínio da
área, os bolivianos instituíram a cobrança de
impostos e fundaram a cidade de Puerto Alonso, hoje
Porto Acre. Os brasileiros revoltaram-se com tal
providência, o que resultou na disseminação de
vários conflitos, que somente terminaram com a
assinatura, em 17 de novembro de 1903, do Tratado de
Petrópolis, pelo qual o Brasil adquiriu, em parte
por compra e em parte pela troca de pequenas áreas
nos Estados do Amazonas e Mato Grosso, o futuro
território e depois Estado do Acre.
Problemas de fronteira também existiram com o Peru,
que reivindicava a propriedade de todo o Território
do Acre e mais uma extensa área no Estado do
Amazonas, tendo tentado estabelecer delegações
administrativas e militares na região do Alto-Juruá
entre os anos de 1898 e 1902, e do Alto-Purus entre
1900 e 1903. Os brasileiros, no entanto, com seus
próprios recursos, forçaram os peruanos a abandonar
o Alto-Purus em setembro de 1903.
Com base nos títulos brasileiros e nos estudos das
comissões mistas que pesquisaram as zonas do
Alto-Purus e do Alto-Juruá, o Barão do Rio Branco,
Ministro das Relações Exteriores na época, propôs ao
Governo do Peru o acerto de limites firmado a 8 de
setembro de 1909. Com este ato completou-se a
integração política do Acre à comunidade brasileira.
A partir de 1920, a administração do Acre foi
unificada e passou a ser exercida por um Governador,
nomeado pelo Presidente da República. Pela
Constituição de 1934, o Território passou a ter
direito a dois representantes na Câmara dos
Deputados. Em 1957, projeto apresentado pelo
Deputado José Guiomard dos Santos elevava o
Território à categoria de Estado, o que resultou na
Lei nº. 4.070, de 15 de junho de 1962, sancionada
pelo então Presidente da República, João Goulart.
O primeiro governador do Estado do Acre foi o Senhor
José Augusto de Araújo, eleito em outubro de 1962,
com 7.184 votos.
Formação do Nome
O nome Acre origina-se de Áquiri, forma pela qual os
exploradores da região transcreveram a palavra
Uwákuru, do dialeto dos índios Ipurinã.
Fonte:
www.mre.gov.br
Barão Rio Branco
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http://pt.wikipedia.org/wiki/
José Maria da
Silva Paranhos Júnior (Rio de Janeiro, 20 de abril
de 1845 – Rio de Janeiro, 10 de fevereiro de 1912)
foi um diplomata e historiador brasileiro conhecido
como o Barão do Rio Branco.
Iniciou-se nas Letras em 1863, nas paginas da
Revista Popular, com uma biografia do comandante da
Imperatriz. Posteriormente, em 1866, na revista
L'Illustration, desenhou e escreveu sobre a Guerra
da Tríplice Aliança, defendendo o ponto de vista do
Brasil.
Entre 1868 e 1869, substituiu Joaquim Manuel de
Macedo como professor na cadeira de Corografia e
Historia do Brasil, no Colégio Pedro II.
Iniciou-se na carreira política como promotor e
deputado, dedicando-se às atividades diplomáticas,
ainda no Império. Em 1871 foi redator no periodico A
Nação, tendo colaborado a partir de 1891 no Jornal
do Brasil.
Cônsul-geral em Liverpool a partir de 1876, foi
ministro creditado na Alemanha em 1900, assumindo o
Ministério das Relações Exteriores entre 1902 até
sua morte, em 1912. Ocupou o cargo ao longo do
mandato de quatro presidentes da república,
configurando-se uma unanimidade nacional em sua
época.
Recebeu o título de Barão do Rio-Branco às vésperas
do fim do período imperial, mas continuou a utilizar
o nome "Rio-Branco" em sua assinatura mesmo após a
proclamação da república, em 1889. Isso se deu por
ser um monarquista convicto e para homenagear seu
falecido pai, o senador e diplomata Visconde do Rio
Branco (José Maria da Silva Paranhos).
Sua maior contribuição ao país foi a conquista de
três importantes territórios através da diplomacia.
Obteve uma vitória sobre a França sobre a fronteira
do Amapá com a Guiana Francesa, causa ganha pelo
Brasil em 1900 em uma arbitragem do governo suiço.
Em 1895, havia já conseguido assegurar para o Brasil
boa parte do território dos estados de Santa
Catarina e Paraná, em litígio contra a Argentina no
que ficou conhecido como a questão de Palmas. Essa
primeira arbitragem foi decidida pelo presidente
norte-americano Grover Cleveland, e teve como
opositor pelo lado da Argentina Estanislau Zeballos,
que mais tarde se tornou ministro do exterior
argentino e durante muito tempo acusou Rio Branco de
perseguir uma política imperialista. Foi o prestígio
obtido nesses dois casos que fez com que Rodrigues
Alves escolhesse Paranhos para o posto máximo da
diplomacia em 1902, quando o Brasil estava
justamente envolvido em uma questão de fronteiras,
desta vez com a Bolívia.
Esta tentava arrendar uma parte do seu território a
um consórcio empresarial anglo-americano. A terra
não era reclamada pelo Brasil, mas era ocupada quase
que integralmente por colonos brasileiros, que
resistiam às tentativas bolivianas de expulsá-los.
Em 1903, assinou com a Bolívia o tratado de
Petrópolis, pondo fim ao conflito dos dois países em
relação ao território do Acre, que passou a
pertencer ao Brasil mediante compensação econômica e
pequenas concessões territoriais. Esta é a mais
conhecida obra diplomática de Rio Branco, cujo nome
foi dado à capital daquele território (hoje estado).
Negociou com o Uruguai o condomínio sobre o Rio
Jaguarão e a Lagoa Mirim, essencialmente uma
concessão voluntária do Brasil a um vizinho que
necessitava daqueles canais. Por essa razão, foi
homenageado pelo governo do Uruguai, sendo conferido
seu nome à antiga Pueblo Artigas, hoje cidade de Rio
Branco, no departamento de Cerro Largo, vizinha da
brasileira Jaguarão.
Em 1909, seu nome foi sugerido para a sucessão
presidencial do ano seguinte. Rio Branco preferiu
declinar de qualquer candidatura que não fosse de
unanimidade nacional.
Foi presidente do Instituto Histórico e Geográfico
Brasileiro (1907-1912) e escreveu dois livros.
Ocupou a cadeira número 34 da Academia Brasileira de
Letras.
Sua morte, durante o carnaval de 1912, alterou o
calendário da festa popular naquele ano, dado o luto
oficial e as intensas homenagens que lhe renderam na
cidade do Rio de Janeiro.
Considerado patrono da diplomacia brasileira, o seu
nome está inscrito como um dos heróis da Pátria, no
Panteão existente na Praça dos Três Poderes, em
Brasília.
Representações na cultura: O Barão do Rio Branco já
foi retratado como personagem no cinema,
interpretado por J. Silveira no filme "A Vida do
Barão do Rio Branco" (1912). Também teve sua efígie
impressa nas notas de Cr$ 5 (cinco cruzeiros) de
1950, nas de Cr$ 1.000,00 (mil cruzeiros) de 1978 e
cunhado no verso das moedas de 50 centavos em
circulação atualmente no Brasil. Por este fato,
durante alguns anos a gíria popular brasileira
incorporou o termo "barão" como sinônimo de "mil".
Plácido de Castro
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Era filho do
Capitão Prudente da Fonseca Castro, veterano das
Campanhas do Uruguai e Paraguai, e de Dona Zeferina
de Oliveira Castro.
Descendente de família cristã recebeu no seu Batismo
o nome do avô José Plácido de Castro, o major
paulista que, após combater nas Campanhas
Cisplatinas, trocou o chão paulista pelo do Rio
Grande do Sul.
Um de seus bisavós, Joaquim José Domingues,foi
companheiro de Borges do Canto, na conquista das
Missões em 1801, quando este território foi
incorporado ao território brasileiro.
Carreira militar
Ingressou na Escola Militar da então província do
Rio Grande do Sul, para dedicar-se à carreira
militar. Era um dos melhores alunos da turma, quando
um grupo de cadetes e oficiais pediu o fechamento da
escola ao presidente Floriano Peixoto para que
pudessem participar com as forças legais no combate
à Revolução Federalista. Plácido de Castro
discordava da maioria: acreditava que Deodoro da
Fonseca, o presidente anterior, não deveria ter sido
substituído por Floriano Peixoto; deveria ter havido
eleições diretas e não a posse - como ocorreu - do
então vice-presidente.
Isso custou-lhe, quando do fechamento da escola, o
rebaixamento a praça e transferência para o Corpo de
Transportes. Passou, então, para o lado rebelde e
atingiu, por bravura, o posto de major. Finda a
revolução, houve anistia para os rebeldes e Castro
mudou-se para o Rio de Janeiro, onde tornou-se
inspetor dos alunos do Colégio Militar daquela
cidade. Conseguiu depois um lugar de fiscal nas
docas do porto de Santos, em São Paulo. Nessa época,
obteve provisão de agrimensor.
Acre: Em 1889 abandonou o cargo nas docas para
tentar futuro melhor no norte do país. Existia no
Acre, desde os tratados de 1750 e 1777 uma questão
territorial de limites com a Bolívia. Em 1901, esta
arrendou o Acre a uma companhia estrangeira.
Conseqüentemente, aumentaram as animosidades entre
bolivianos e brasileiros. Plácido de Castro liderou,
então, um movimento armado contra a Bolívia e
proclamou a independência do estado do Acre. Aos 27
anos de idade, liderou uma forte revolução com mais
de 30 mil homens. Ele definiu a fronteira oeste do
Brasil como uma decisão na sociedade da época a
favor de seu país.
Em 1903, pelo Tratado de Petrópolis, a luta foi
encerrada.
Em 1906, Plácido foi nomeado governador do Acre.
Viajou para o Rio de Janeiro, onde lhe ofereceram os
galões de coronel da Guarda Nacional, que rejeitou.
Quando de seu retorno ao Acre, foi nomeado prefeito.
Morte: Em 9 de agosto de 1908, Plácido de Castro
caiu ferido numa emboscada que lhe prepararam mais
de uma dezena de jagunços, próximo à propriedade e
sob a liderança de Alexandrino José da Silva, o
subdelegado. No dia 11, ardendo em febre, implorou
ao irmão, Genesco, de olhos fechados, na presença de
vários companheiros: "Logo que puderes, retira daqui
os meus ossos. Direi como aquele general africano:
'Esta terra que tão mal pagou a liberdade que lhe
dei, é indigna de possuí-los.' Ah, meus amigos,
estão manchadas de lodo e de sangue as páginas da
história do Acre.. .tanta ocasião gloriosa para eu
morrer...".
Enfim, o herói rio-grandense foi covardemente
trucidado, aos 35 anos de idade, ficando esse crime
para sempre impune. Próximo à propriedade do seu
assassino, erguido pelos fiéis amigos de Plácido de
Castro, há um pedaço de mármore assinalando o local
da emboscada. Seus ossos, porém, foram sepultados
logo à entrada de um cemitério em Porto Alegre. Na
fronte do pedestal, a família fez questão de deixar
gravados, um a um, nome e sobrenome dos seus 14
carrascos. como ele morreu ele não esta mais netre
nós.....
Homenagens: Por ter sido um dos grandes responsáveis
pela anexação do hoje estado do Acre ao Brasil, após
a ação diplomática do Barão do Rio Branco no Tratado
de Petrópolis, assinado em 17 de novembro de 1903, o
intrépido gaúcho, reverenciado como um de seus
maiores heróis, é o patrono do 4º Batalhão de
Infantaria de Selva do Exército Brasileiro -
"Batalhão Plácido de Castro", sediado na capital do
estado e integrante do Comando de Fronteira do Acre
— e também, da Polícia Militar do Acre.
Em 17 de novembro de 2004 seu nome foi incluído no
Livro de Aço dos Heróis Nacionais localizado no
Panteão da Pátria, em Brasília.
Luís Galvez
http://pt.wikipedia.org/wiki/
Luis Gálvez
Rodríguez de Arias (São Fernando, 1864 — Madrid,
1935) foi um jornalista, diplomata e aventureiro
espanhol (muitas vezes erroneamente apontado como
boliviano) que proclamou a República do Acre em
1899.
Gálvez estudou ciências jurídicas e se tornou
diplomata na Europa. Migrou para a América do Sul
para procurar o Eldorado da Amazônia. Em Manaus
escreveu para o jornal Comércio do Amazonas. Ao
traduzir um documento sobre a Bolívia decide ir para
o Acre.
Governou o Acre entre 14 de julho de 1899 e 1 de
janeiro de 1900 pela primeira vez e entre 30 de
janeiro e 15 de março de 1900, pela segunda e última
vez.
Tratado de Petrópolis
Tratado de Petrópolis, também denominado O Tratado
de permuta de Territórios e outras Compensações, foi
o documento que resolveu a "Questão Acreana" entre o
Brasil e a Bolívia. O tratado foi assinado pelos
brasileiros Barão do Rio Branco e Joaquim Francisco
de Assis Brasil, e pelos bolivianos Fernando E.
Guachalla e Cláudio Pinilla na cidade de Petrópolis
em 17 de Novembro de 1903.
Antecedentes: A região que corresponde ao actual
estado brasileiro do Acre era uma possessão da
América espanhola, de acordo com o Tratados
Hispano-Portugueses de 1750 (Tratado de Madrid),
1777 (Santo-Ildefonso) e 1801 (Badajoz). Havia
naquela região uma busca intensa por látex, que fez
gerar conflitos fronteiriços. Os seringueiros do
Brasil subiram os rios Purus e Acre e ocuparam os
afluentes desses rios, estimulando assim o
povoamento desta região.
Com a Comissão Demarcadora de Limites, ocorrida em
1898, e após as independências da América Latina, o
Brasil reconheceu aquela zona como boliviana através
do tratado de limites. No entanto, a região é de
difícil acesso, e não houve efectiva ocupação
boliviana.
O tratado determinava que a fronteira entre Brasil e
Bolívia seria definida por uma linha recta entre a
foz do rio Abunã no rio Madeira e a nascente do rio
Javari, ainda desconhecida. Portanto, a fronteira
estava determinada, mas não era definitiva. Algumas
missões encarregadas de determinar a nascente do
Javari não tiveram sucesso, enquanto a ocupação
daquela parte do território boliviano por
seringueiros brasileiros (em sua maioria,
nordestinos fugindo da seca) era um fato.
Pontos mais importantes: O tratado estabeleceu
definitivamente as fronteiras entre o Brasil e a
Bolívia, compensando a anexação do Acre por meio da
cessão de pequenos territórios próximos à foz do rio
Abunã (numa região próxima ao Acre) e na bacia do
rio Paraguai, do pagamento da quantia de 2.000.000
de libras esterlinas, o correspondente a,
actualmente, 630.000.000 de reais.
Como a Bolívia ficou, após guerra com o Chile, sem
saída para o mar, dois artigos do Tratado de
Petrópolis obrigaram a Brasil e Bolívia a
estabelecer um Tratado de Comércio e Navegação que
permitisse a Bolívia usar os rios brasileiros para
alcançar o oceano Atlântico. Além disso, a Bolívia
poderia estabelecer alfândegas em Belém, Manaus,
Corumbá e outros pontos da fronteira entre os dois
países, assim como o Brasil poderia estabelecer
aduanas na fronteira com a Bolívia.
O Brasil foi obrigado, ainda, a construir uma
ferrovia "desde o porto de Santo António, no rio
Madeira, até Guajará-Mirim, no Mamoré", com um ramal
que chegasse em território boliviano. Era a Estrada
de Ferro Madeira-Mamoré. Por fim, o Brasil se
obrigava a demarcar a nova fronteira com o Peru. A
limitação para a ferrovia foi realizada em 1905, as
obras iniciadas em 1907 e concluídas em 1912.
Além disso o governo brasileiro deu dois cavalos
brancos como presente ao presidente da Bolívia.
Os Seringueiros
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http://www.amazonlink.org/ACRE/
Depois da
Segunda Guerra Mundial a produção Brasileira de
borracha entrou em crise de novo. Apesar do preço
baixo, a borracha permaneceu o principal produto de
exportação do Acre. O que tinha mudado era a
estrutura econômica. Depois que a maioria dos
seringalistas tinham falido muitos dos trabalhadores
ficaram na área do seringal e se tornaram
seringueiros posseiros, inclusive podendo cultivar a
terra (que antes era interdito para eles), vendendo
a borracha para revendedores ambulantes chamados "Regatões"
ou "Mareteiros". Estes Mareteiros enganaram muito o
seringueiro e mesmo como os antigos seringalistas
mantiveram ele numa dependência econômica.
Regularmente o seringueiro anda nas trilhas que
passam pelas seringas, em cujos troncos ele aplica
cortes diagonais. Assim o látex vai saindo e
escorrendo num pote amarrado na árvore e pode ser
recolhido na próxima volta. Este látex liquido
antigamente foi aplicado em varas, os quais eram
giradas na fumaça em cima da fogueira. Com o calor o
látex ficava solido e com a fumaça ficava resistente
contra fungos. Assim se formavam fardos de borracha
de mais ou menos meio metro de diâmetro. Esta
técnica hoje em dia quase não se usa mais. Hoje
existem outras formas de processamento do látex sem
fumaça. A forma de subsistência como seringueiro é
até hoje a mais comum entre os moradores da
floresta. Os seringueiros de hoje, sendo a maioria
índios ou mestiços, chamados "caboclos", não extraem
só o Látex, mas também outros produtos da floresta,
principalmente a Castanha do Brasil. Eles também
exercem agricultura e caça para o próprio uso em
pequena extensão. As casas dos seringueiros são
simples, cobertas de palha. Muitas vezes onde eles
moram não tem escolas nem assistência medica. O
usufruto sustentável da floresta pluvial pelos
seringueiros é uma forma de convivência harmoniosa e
ecologicamente consistente de homem e floresta
pluvial. A situação ecológica da floresta amazônica
é inseparavelmente ligada á situação econômica e
social dos seringueiros...
Cidade Rio Branco
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Branco_(Acre)
Rio Branco é a capital do Estado do Acre, na região
Norte do Brasil. A cidade é a mais populosa do
estado, concentrando quase metade da sua população
total. Além disso, foi um dos primeiros povoados a
surgir nas margens do rio Acre. Conta a história
que, em fins de 1882, numa pronunciada volta do rio
Acre, uma frondosa árvore, a Gameleira, chamou a
atenção de exploradores que subiam o rio e levou-os
a abrir novos seringais ali mesmo. Rio Branco tem
314.127 habitantes, e Raimundo Angelim é seu atual
prefeito.
História: A região, hoje conhecida como município de
Rio Branco tem origem quando da chegada, na região
do Acre, do seringalista Neutel Maia, em fins de
1882, juntamente com sua família e trabalhadores que
trazia para a produção de borracha, onde fundou seu
primeiro seringal à margem direita do rio Acre (onde
hoje está localizada a árvore da gameleira),
iniciando ali as construções de barracões e barracas
&mdas; em terras antes ocupadas pelas tribos
indígenas Aquiris, Canamaris e Maneteris — dando o
nome de Seringal Volta da Empresa (onde hoje está
localizado o chamado Segundo Distrito), por estar
assentado onde o rio faz a curva. Em seguida, abriu
outro seringal na margem esquerda do rio Acre, onde
hoje está instalado o Palácio do Governo do Acre,
com o nome de Seringal Empresa.
Depois de terminada a Revolução Acreana, após a
assinatura do Tratado de Petrópolis em 17 de
novembro de 1903, Cunha Matos, a mando do governo
federal, chegou ao Acre em 18 de agosto de 1904,
para governar, como prefeito, o departamento do Alto
Acre até 1905.
Cunha Matos escolheu para montar a sede de sua
prefeitura, de forma provisória, na localidade
povoada do seringal Volta da Empresa, à margem
direita do rio Acre, no dia 19 de agosto de 1904,
passando o local a ser chamado de Vila Rio Branco no
dia 22 de agosto de 1904, onde hoje está localizado
o Segundo Distrito da cidade de Rio Branco.
Em 13 de junho de 1909, o então prefeito do
Departamento do Alto Acre, coronel Gabino Besouro,
mudou a sede da prefeitura para a margem esquerda do
rio Acre, onde hoje funcionam os principais órgãos
públicos como o Palácio do Governo, Tribunal de
Justiça, Assembléia Legislativa e Palácio das
Secretarias, nas terras do seringal Empresa,
recebendo o nome de cidade de Penápolis, onde a
terra era mais alta, não sujeita às alagações do rio
Acre. Foi uma instalação definitiva.
Em 1910, o prefeito Leônidas Benício de Melo,
assinou uma Resolução criando o município de
Empresa, juntando a Vila Rio Branco (no Seringal
Volta da Empresa, do lado direito do rio Acre) e a
localidade de Penápolis (Seringal Empresa, do lado
esquerdo do rio Acre).
Em fevereiro de 1911, o prefeito Deocleciano Coelho
de Sousa, adotou novamente o nome de município de
Penápolis.
De forma definitiva, em 1912, os dois lados da
cidade passam a se chamar "Rio Branco". Em 1920
passa a ser a capital do então Território do Acre.
Origem do nome: A capital ganhou este nome em
homenagem ao diplomata Barão do Rio Branco, que
junto com Assis Brasil e José Plácido de Castro,
teve papel de destaque na Questão do Acre, que
culminou com a assinatura do Tratado de Petrópolis,
entre Brasil e Bolívia, tratado que garantiu a posse
das terras do território do Acre e o direito da
exploração da borracha nesta região para o Brasil.
Datas importantes
11 de agosto de 1910 - começa a funcionar a primeira
agência dos Correios e Telégrafos.
11 de fevereiro de 1911 - instalação da Estação
Radiotelegráfica.
13 de abril de 1916 - Rio Branco recebe sua primeira
usina elétrica.
7 de setembro de 1917 - inauguração do primeiro
serviço telefônico.
13 de abril de 1918 - inaugurado o primeiro hospital
de Rio Branco chamado de “Santa Casa de Misericórdia
do Acre”.
Geografia:
A cidade é dividida em dois distritos pelo rio Acre.
Altitude: 136 metros
Área: 9.233 km2
População: 314.127 habitantes, em 1 de Julho de 2006
(est. IBGE)
O município localiza-se na microrregião de Rio
Branco, mesorregião do Vale do Acre. Limita-se ao
norte com os municípios de Bujari e Porto Acre e com
o Amazonas, ao sul com os municípios de Xapuri e
Capixaba, a leste com o município de Senador
Guiomard e a oeste com o município de Sena
Madureira.
Relevo: Rio Branco situa-se em ambas as margens do
Rio Acre, sua topografia à direita (na região hoje
denominada pelo Segundo Distrito) formada por imensa
planície de aluvião, enquanto que o solo na margem
esquerda (onde fica o centro da cidade),
caracteriza-se por sucessão de aclives suaves.
Índios no Acre - Prof. Eduado Carneiro*
http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=802
INTRODUÇÃO
As "veias abertas" do Acre foram muitas O total de
leite de seringa defumado e do caucho retirado, na
região acreana, corresponde à mesma quantidade de
sangue derramado dos corpos dos índios assassinados
durante os primeiros tempos dos seringais. (Prof°
Dr. Carlos Alberto)
- O termo "índio" foi uma invenção do europeu.
Caracteriza os povos que habitavam a América,
ocultando toda a diversidade cultural existentes
entre eles.
- A hipótese mais aceita sobre a origem humana no
continente americano é a de que houve uma migração
da Ásia na idade do gelo, entre os anos 40.000 e
12.000 a.C., pelo estreito de Bering.
- Os primeiros habitantes da Amazônia chegaram por
volta de 1.500 a.C. (alguns pesquisadores defendem a
hipótese de que a presença indígena na Amazônia
remonta os anos de 31.500 a.C.).
- Cerca de 6 milhões de índios habitavam à Amazônia
antes da chegada dos Portugueses em 1616.
- No Acre, na segunda metade do século XIX, viviam
cerca de 150 mil índios, distribuídos em 50 povos.
- Em 1989, o número de índios no Acre era em de 5
mil. Em 1996, o número passou para 8.511. No ano de
2001, a FUNAI notificou a existência de 10.478
índios em todo Estado do Acre, distribuídos em 12
povos. Esse tímido aumento pode ser explicado pela
atuação de organizações indigenistas.
- Os índios nunca abriram mão de suas terras sem
colocarem em prática várias formas de resistências,
dentre as quais o confronto com o homem branco.
- Causas da diminuição demográfica indígena: a)
assassinatos cometidos pelos coletores de "drogas do
sertão"; b) assassinatos cometidos pelos
seringalistas brasileiros através das "correrias";
c) doenças transmitidas pelos brancos; d)
Assassinatos cometidos por caucheiros peruanos e
soldados bolivianos; e) Assassinatos cometidos por
capangas de fazendeiros a partir dos anos 70.
- Os caucheiros eram nômades, por isso constituíram
num dos principais inimigos dos indígenas, já que
eram impelidos a desbravação contínua de novos
territórios.
- As correrias eram organizadas pelos seringalistas
que reuniam até 50 homens armados para atacarem as
aldeias, matavam os líderes, escravizavam vários
índios e cooptavam as índias para servirem de
mulheres no seringal.
TRONCOS LINGÜÍSTICOS
- No Acre, os indígenas estão divididos em dois
grandes troncos indígenas: a) Aruaque ou Aruak, que
dominavam a bacia do Rio Purus; b) Panos, que
dominavam a região do rio Juruá.
- Os Panos eram divididos em Kaxinawás, Yawanawás,
Poyanawás, Jaminawas, Nukinis, Araras, Katukinas,
Shaneanawa, Nawas, e Kaxararis.
- Os Aruaques eram divididos em Kulinas, Ashaninkas
(Kampas) e Manchibery.
OBS: alguns estudiosos já dividem-no em três grupos:
pano, aruak e arawá.
SOCIEDADE
- A maior parte dos indígenas habitava nas margens
dos rios amazônicos (várzeas) - devido à facilidade
para encontrar seu alimento e à fertilidade das
praias onde praticavam a agricultura.
- Habitavam em menor quantidade às terras firmes,
onde tinham que derrubar a floresta e fazer suas
queimadas para o cultivo de roçados.
- Os índios não pensam a terra como mercadoria, mas
o lugar onde se vive comunitariamente a cultura, as
crenças e as tradições.
- A organização social das tribos baseava-se em
famílias extensas, que habitavam povoações isoladas
sob a liderança de um ancião.
- Índios arredios ou "brabos" são aqueles que não
assimilaram a cultura do branco, ou que nem ao menos
tiveram convivência com o homem branco.
- Vinda dos índios para as cidades acreanas: a)
Vender produtos florestais; b) Procurar órgãos de
proteção ao índio; c) Procurar tratamento de saúde;
d) A mendicância (principalmente os jaminawas).
- As malocas são feitas de paxiúba;
- Alguns grupos desenvolveram com perfeição a
cerâmica e o artesanato.
- A cura de várias doenças era obtida com remédios
naturais;
- A educação é transmitida pelos mais velhos,
responsáveis por todo o legado cultural da tribo.
- Os pajés, líderes espirituais das tribos, têm uma
função especial na realização de festividades, na
contação de histórias e na preservação do legado
cultural da tribo.
- As Terras Indígenas somam uma área aproximada de
14% da extensão territorial do Estado, perfazendo um
total de 2.167.146 hectares, sendo que das 580
terras indígenas do Brasil, 31 localizam-se no Acre.
- O Estado do Acre é a unidade da federação com
maior diversidade biológica e étnica, 3,0% de toda a
população indígena vive em território acreano,
correspondendo a 14 povos indígenas.
ECONOMIA
- Os índios dedicavam-se à pesca, à caça e a guerra.
As índias contribuíam no trabalho agrícola e na
fabricação de cerâmicas.
- Os povos indígenas da Amazônia eram todos
agricultores. A terra pertencia a todos.
- O trabalho de toda a tribo poderia ser concluído
em 3 ou 4 horas.
- Toda a produção era para sustentar toda a aldeia.
- O arco e a flecha foram a principal arma utilizada
pelos nativos da região.
- Durante o 1° Ciclo da Borracha, os índios
participaram como "mateiros" e guias em busca de
novos locais de exploração da borracha.
- Com a primeira grande crise da empresa extrativa a
partir de 1912, a mão-de-obra indígena substitui, em
grande parte, a de seringueiros nordestinos.
- Aos poucos, foram integrados à economia extrativa,
tornando-se dependentes dos bens aviados pelo
barracão, embora nunca tenham deixado à pesca e à
caça.
- Nos séculos XVI e XVII, era costume o comércio do
excedente de produção entre as tribos indígenas.
Para o indígena, a seringueira não era uma árvore
dotada de valor especial.
- Os índios foram os primeiros a manipular o látex
da seringueira. Muitas tribos davam-lhe um sentido
cultural, transformando-na em objetos.
ÓRGÃOS INDIGENISTAS
"A ação ineficiente e omissa da FUNAI na Amazônia
Ocidental é compreensível no quadro da política
desenvolvimentista do Governo Federal que, ao invés
de defender os direitos dos povos indígenas,
estimulou a penetração capitalista na Amazônia".
(Prof° Dr. Valdir Calixto)
- A FUNAI foi criada em 1967. No Acre ela foi
instalada em 1976, com o objetivo de prestar
assistência às comunidades indígenas, vítimas das
empresas agropecuárias.
- Durante muitos anos a FUNAI limitou-se a delimitar
terras indígenas, ao invés de demarcá-las. Além de
oferecer uma precária assistência médica aos índios.
- A FUNAI também tinha como preocupação o
desenvolvimento de projetos econômicos de base
comunitária, principalmente envolvendo atividades
agrícolas.
- Atualmente a política da Funai é de que não sejam
feitos contatos com os índios isolados, apenas os
localizando e delimitando a área na qual vivem para
impedir a entrada de brancos.
- Outros órgãos foram criados para subsidiar a luta
indígena - Comissão Pró-Índio (CPI/AC), Conselho de
Missão entre Índios (COMIN) e o Centro de Trabalho
Indigenista (CTI).
- Em 1982, foi idealizada a criação da UNI - União
das Nações Indígenas do Acre - que passou a cobrar
da FUNAI e de outros órgãos a demarcação urgente das
terras indígenas.
- Em 2000, é criada a Organização dos Professores
Indígenas do Acre (OPIAC) com o objetivo de promover
a educação escolar indígena de forma diferenciada.
- Nas eleições municipais de 1996, foram eleitos 5
vereadores dos 14 candidatos indígenas e 1 prefeito.
Nas eleições de 2002, foram eleitos 27 vereadores.
Conclusão
- Até 2004, cerca de 65% das terras indígenas ainda
não foram demarcadas. A demarcação das terras é o
procedimento legal pelo qual a União determina
oficialmente os limites de uma área indígena.
- Desde 1996, a Comissão Pró-Índio desenvolve também
um projeto para formação de agentes agroflorestais
indígenas. Os índios aprendem a zelar mais pelos
recursos naturais existentes em suas terras,
servindo como verdadeiros fiscais em seu território.
- Em 2000, a Comissão Pró-Índio catalogou a
existência de 85 escolas e 137 professores
indígenas.
- No governo Jorge Viana, foi criada a secretária
dos Povos Indígenas do Acre, nomeando o primeiro
indígena à secretário de Estado - Francisco da Silva
Pinhatã, (da etnia Ashaninka).
Eduardo de Araújo Carneiro, licenciado em História
pela UFAC, concludente do Curso de Economia/UFAC e
está se especializando em linguística e literatura
da Amazônia. É professor de História do Universo
Pré-Vestibular no Acre.
Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro
– Marinha Grande - Portugal
A seguir: Estado de Alagoas

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Hino Acreano
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Letra: Francisco Mangabeira
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Música: Mozart Donizetti
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Voz: Raquel Ribera
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Sax soprano: Almir do Vale
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Violão: Dircinei Souza
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Imagem fundo página: Via Chico Mendes/AC
FORMATAÇÃO E ARTE:
IARA MELO
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