Mhário Lincoln Felix
 
 

 

 

Combinámos a entrevista com o nosso amigo MHÁRIO LINCOLN FELIX, para o centro da cidade de Curitiba, no Bar Stuart, sito na Praça Osório, 427. Como habitualmente quando das nossas constantes viagens e deambulações (virtuais) pelo Brasil, antes procuramos fazer sempre uma pequena pesquisa para sabermos o que vamos encontrar. Desta vez sobre Curitiba. Já o nosso entrevistado nos havia dito telefonicamente que : - “Curitiba, Estado do Paraná, Brasil – já internacionalmente considerada por diversas vezes, a melhor cidade do mundo para se viver ! Isto simplifica ...”. Mas conseguimos saber um pouco mais : “Quando os primeiros mineradores deixaram o litoral do Paraná, ode encontravam ouro desde 1578, para subir a Serra do Mar, os campos de Curitiba eram habitados por índios das nações Tupi e Guarani. Por volta de 1630, as minas de ouro sob a jurisdição da Vila de Nossa Senhora do Rosário de Paranaguá começaram a escassear, impelindo os portugueses a procurar o ouro em outros Estados. O povoamento pelos brancos começou em 1649, quando uma expedição chefiada por Eleodoro Ébano Pereira montou bases de uma pequena vila nas margens do Rio Atuba. De acordo com a lenda, o local onde foi erguida a primeira capela foi sugerido pelo cacique Tindiquera da tribo Tiugui, que teria defendido o sítio como uma região onde havia muito pinhão (Coré-etuba). A actual Catedral Basílica está hoje instalada lá, na Praça Tiradentes, no ponto determinado pelo cacique. Não se sabe bem a data da fundação da cidade, mas alguns historiadores apontam para o ano de 1668, quando foi levantado o pelourinho. A data adoptada oficialmente é de 29 de Março de 1693, quando foram nomeados os primeiros vereadores da Vila de Nossa Senhora da Luz e do Bom Jesus dos Pinhais. O conhecimento de Curitiba só começaria no século seguinte, quando o tráfego de animais passou a intensificar entre Sorocaba (São Paulo) e Viamão (Rio Grande do Sul)”.
Quando chegámos ao bar, já o Mhário Lincoln lá se encontrava. Depois das habituais saudações, começámos com a entrevista:

 

CEN: – Mhário, para si, Deus existe ?:

Mhário: - Comecei minha vida religiosa na Igreja Protestante, de pastores americanos. Depois fui à Igreja Católica. Lá casei. Hoje, passeio livremente entre a Igreja Presbiteriana e o Catolicismo. Sou Cristão. Tenho Fé. De minhas provações fortaleceu-me a fé. 

 

CEN: - Sua ocupação profissional ?:

Mhário: - Sou advogado aposentado (Auditor da Receita) e jornalista ativo, editor-chefe do Portal Mhário Lincoln do Brasil.

 

CEN: - Como se auto-define ?: -

Mhário: - Indesistível. Não desisto nunca! 

 

CEN: - Sua maior qualidade e seu maior defeito ?:

Mhário: - Qualidade :Doação; defeito: Perfeccionismo. 

 

CEN: - Passatempos preferidos ?

Mhário: - Cinema, leitura e passear com meu neto de 5 anos. 

 

CEN: - Qual foi o maior desafio que aceitou até hoje ?

Mhário: - Recomeçar a minha vida aos 45 anos, após problemas profissionais intensos.

 

CEN: - Qual a personagem que mais admira ?

Mhário: - A força indescritível de minha mãe, cujo exemplo todos nós, filhos, noras, genros e netos seguimos. Ela nos passou Coragem, Fibra e Determinação. A história de minha mãe, a colunista Flor de Lys, é riquíssima.

 

CEN: - Uma imagem do passado que não quer esquecer no futuro ?

Mhário: - Quando eu encontrei minha esposa Vera, numa praia, às 18 horas. Um pôr-do-sol inesquecível, sem dúvida.

 

CEN: - Quando o Mhário era criança...?

Mhário: - Fui músico muito cedo. Era baterista e isso ficou em minha vida durante alguns anos, até o meu primeiro emprego, aos 15 anos, na Prefeitura Municipal de minha cidade natal. 

 

CEN: - O arrependimento mata ?

Mhário: - Não! Quem se arrepende ganha um pontinho lá em cima.

 

CEN: - De que mais se orgulha ?

Mhário: - De minha Honestidade, mesmo tendo convivido profissionalmente com algumas pessoas desonestas, infiéis, más, ciumentas e invejosas. 

 

CEN: - O dia começa bem se ... ?

Mhário: - Durmo bem, com os problemas de ontem resolvidos.

 

CEN: - Que influência tem em si a queda da folha e a chegada do frio ?

Mhário: - Traduzo-as em poesias românticas para meu auto-deleite.

 

CEN: - Qual o cúmulo da beleza ?

Mhário: - Os Lençóis Maranhenses, litoral de meu Estado natal, o Maranhão, Nordeste do Brasil. Os Lençóis Maranhenses concorre para ser uma das 7 belezas naturais do Mundo.

 

CEN: - E da lealdade ?

Mhário: - Parece fácil responder-se sobre Lealdade. Mas não é. A lealdade requer reflexão. Não é uma virtude fácil, nem uma questão de emoções nem de sentimentos. A lealdade configura-se no equilíbrio das ações e no respeito, principalmente. Completa-se com o amor e a confiança mútua.

 

CEN: - Que vício gostaria de não ter ?

Mhário: - Nenhum. Acho vício, vício.  Não conheço vícios bons, pois quaisquer que sejam, prendem, sacrificam, apodrecem, marginalizam...

 

CEN: - Prato preferido e bebida preferidos ?

Mhário: - A culinária de beira de mar de minha São Luís, e, sucos e especialmente o caldo-de-cana e a água de côco.

 

CEN: - Como vai de amores?

Mhário: - Casado há 28 anos (2008) com uma excelente esposa e com filhos maravilhosos. Sou bem feliz, sincero, honesto e fiel aos meus familiares. 

 

CEN: - Que género de filme daria sua vida ?

Mhário: - Ação. Sou impaciente e corro atrás. Não desisto.

 

CEN: - Que livro anda a ler ?

Mhário: - No momento entrego-me à pesquisas para fechar meu próximo livro: HOMENS SOFREM PORQUE AMAM DEMAIS. 

 

CEN: - O Imaginário será um sonho da realidade ?

Mhário: - Acho que um dos problemas mais sérios que alguém em sã consciência pode analisar é aquele apresentado pelo imaginário. Eu sou leitor de Jacques Lacan e como tal, tendo a concordar com ele quando ele diz que o imaginário é a fonte de alienação do sujeito. É onde ele se paralisa através da visualização da imagem especular. Ou seja, o imaginário atua para que fiquemos presos na imagem do espelho e não na escuta do sujeito ou do objeto. E sendo assim, eu, que nasci com asas e não com raízes, busco me locomover o mais rápido possível. Não consigo mais me auto-sonhar, nem me auto-imaginar com alguém ou alguma coisa, hoje, se não for com muita luta e discernimento. Até mesmo quando escrevo não consigo mais me embrenhar numa literatura tipo realismo-fantástico, mesmo tendo Allan Poe (chega perto) como um de meus escritores preferidos. 

 

CEN: - A cultura será uma botija de oxigénio ?

Mhário: - A cultura é o oxigênio que me faz respirar. Durante toda a minha vida integrei movimentos culturais em suas diversas modalidades. Da música à poesia romântica, passando pelo teatro e cinema, além de ter trabalhos publicados em diversos estágios culturais de minha existência.

 

CEN: - Música e autores preferidos?

Mhário: - Todos os clássicos da música clássica. (Acompanhei o surgimento Ópera Popular inaugurada por Luciano Pavarotti). No Brasil, gosto de Alcione Nazaré (cantora de samba famosa, que nasceu em minha São Luís-Ma). Sou fã da Bossa Nova, movimento musical dos anos 50/60, no Brasil. Ainda escuto um Led Zeppelin, um Pink Floyd e admiro o “Blues” autêntico, aquele choroso, inquietante, cantado com lágrimas nos olhos e voz embargada. Seus intérpretes, quaisquer que sejam nesses gêneros, eu admiro. Também admiro – mas com menor freqüência – a música Flamenca. 

 

CEN: - O filme comercial que mais gostou?

Mhário: - (“A Irmandade da Rosa”/ trad. Português/ origem: americana). Um filme que me chamou a atenção, quando adolescente, por jogar com amor, paixão, confiança mortal e traição em doses fantásticas.

 

CEN: - Autores e livros preferidos? 

Mhário: - Gosto especial de três: Gabriel Garcia Marques, Miguel de Cervantes e Edgar Allan Poe, respectivamente “Cem anos de Solidão”, D. Quixote e Obras Completas. Por outro lado, o livro que mais me impressionou foi “Memórias de um Suicida” – livro espírita – publicado por YVONNE PEREIRA, mas ditado pelo espírito CAMILO CÂNDIDO BOTELHO. Simplesmente impressionante.

 

CEN: - 21º - Acredita na reencarnação ?

Mhário: - Um dos livros de minha mesinha de cabeceira é exatamente um livro espírita que eu citei acima. Por isso, tudo é possível.

 

CEN: - O que é para você o termo Esoterismo ?

Mhário: - Sou leitor assíduo das revistas esotéricas. Gosto de ir um pouco mais fundo e imaginar um Mundo de Et’s, Magias e Fantasias Universais. Aprofundei-me nesse estudo quando estava a escrever “Código Varginha”, que envolve todos esses assuntos e outros mais. O livro estava quase pronto. Mas fui obrigado a migrar para este que hoje estou a escrever: HOMENS SOFREM PORQUE AMAM DEMAIS.

 

CEN: - Acredita em fantasmas ou em “almas do outro mundo”?

Mhário: - Tive algumas experiências ao sentir o cheiro de meu pai, ou senti-lo em minha cama, ou visualizá-lo vez por outra por trás do vibro esfumaçado. Apenas com meu pai senti tais emoções. Talvez pela falta imensurável que ele tem me feito. Meu pai desencarnou faz tempo.

 

CEN: - Vamos Falar da sua obra Literária?

Mhário: - Dois livros na área do Direito: (Teoria e Prática do Inquérito Administrativo e Inviabilidade das Comissões Permanentes de Inquérito), ambas as edições esgotadas.
1 livro na área de reportagem: INA- A VIOLAÇÃO DO SAGRADO (sobre o afundamento do terceiro maior graneleiro sólido do Mundo em águas de São
Luís-Ma). Edição internacional esgotada.
Romances: (Ainda por publicar: Celeste de Todas as Marias e Código Varginha)

 

CEN: - O endereço da sua Home Page ?:

Mhário: - www.mhariolincoln.jor.br

 

CEN: - Para terminar, os leitores gostariam de apreciar algum (ou alguns) seus trabalhos literários … ?:

 

Mhário: - São muitos e variados. Ora vejamos:

Um trabalho que escrevi para o lançamento de um dos livros do poeta maranhense LUIS AUGUSTO CASSAS. (Meu último trabalho, antes de sair de São Luís do Maranhão), publicado em minha, então, coluna diária no “Jornal Pequeno”. 
GUERRA E PAZ NA POESIA DE CASSAS: 
“Céu e inferno são apenas estados de consciência...”. Do livro “Liturgia da Paixão”, de LAC.
“O SHOPPING DE DEUS & A ALMA DO NEGÓCIO É UM LIVRO DE AMOR ENTRE DEUS, O HOMEM E O MUNDO”
 
 * Luís Augusto Cassas disparou três petardos poéticos – sem vítimas, a não ser os conformados com a vida – no ano passado, batendo recorde de produção e superando a si mesmo. À propósito, hoje, esta coluna relembra um de seus mais estrondosos lançamentos; o de seu oitavo livro de poemas: “O Shopping de Deus & A Alma do Negócio”, ocorrido entre máquinas de dinheiro do BEM S/A.
* Os convidados não precisaram de talão de cheques, mas sim,  tiveram direito a coquetel, livro e uma performance eletrônica denominada “Babel-Paradise: Quando as Máquinas Falam”, em que as máquinas de dinheiro revelaram o mistério da poesia declamando poemas do  livro de Cassas.
* Considerado um dos nomes mais autênticos da atual poesia maranhense, com variado repertório de elogios da crítica nacional, Luís Augusto Cassas respondeu por escrito à seis perguntas encaminhadas por este repórter. E revelou a alma do negócio de sua poesia e da sua vida pessoal. Cassas trouxe o seu personal training – uma caneta BIC azul – para o bate papo. Com certeza, este foi um dos destaques poéticos do ano de 1999.
O HOMEM: SURREALISMO HUMANO E DIVINO
 
“O Shopping de Deus & A Alma do Negócio” é um livro de amor. Não um conto de fadas com final feliz. Mas um encontro de fados - Deus e o Homem no Mundo – com final a combinar, dependendo da ternura recíproca. Nele, falo do amor de Deus e o Mundo, um casal de namorados que precisam fazer as pazes para a felicidade do Homem.
Sou um homem com sentimento ligado às coisas do céu e da terra. Antigamente, me angustiava. Via isso como cisão, divisão, legião. Hoje me  fascina ser da tribo do céu e da terra. Vivo na confluência desse terceiro mundo ( no duplo sentido) que é o encontro dessas duas sabedorias: a de Deus e a do Mundo. Aceitei meu lado-pomba e o meu lado-serpente e estou em trabalho de pacificação interior, seguindo  conselho de Cristo. Aceitei a minha quota de surrealismo humano e divino. Bicho gravitacional, vôo em várias latitudes, embora reconheça muitas vezes sejam um clone da própria experiência humana. Seduz-me o batom das coisas do Mundo de Deus e do Mundo dos Homens.
 
O DESPROGRAMADOR VERBAL
Não sou um anarquista. Isso é intriga da situação que sempre quer tirar proveito de quem não fala a língua do seu pirão. Considero-me – como poeta – um desprogramador verbal. Detesto conceitos cristalizados. Utopias permanentes. Fórmulas consagradas. O segredo da poesia que escrevo, dou a vocês: desarmar os opostos, explodir as granadas de todos os lados, para formular uma poética conciliadora que atenda aos dois lados e também à uma poética de conversação do Mundo de Deus com o Mundo do Homem. Onde estiver estagnação e morte, aí estou.
O lado poético do Templo do Dinheiro, o prédio do Banco do Estado do Maranhão, na Rua do Egito, em São Luís.
 
“As máquinas de dinheiro revelaram  o mistério da poesia...” 
A vida é energia circulante e se renova a cada dia na recomposição de novas forças. A minha dialética começa por aí. Não sou nem de direita, nem de esquerda, nem do alto, nem de baixo, nem de frente, nem de trás. Estou em todos os lugares porque sou do partido da vida. E a vida nem tem partido nenhum. Ela não conhece esse código racionalizado dos homens. A vida busca a síntese e síntese é amor. Quero encontrar um caminho novo, fruto da minha           experiência pessoal e da observação do Homem, e do Mundo. Não procuro luz no fim do túnel. Explodo o túnel e redimo a luz. Sou de paz.
 
ESOTERISMO: VERDADES ESCONDIDAS DEVEM SER REVELADAS
Houve uma época em que o conhecimento intelectual me cansou e achei  que a profundidade das verdades que buscava, encontravam-se no território da sabedoria esotérica. Recolhi-me do Mundo, eremitizei-me e assimilei novas experiências psicoespirituais não verbais, como a meditação zen e o tarô, por exemplo, além de outros códigos enterrados pela ciência oficial. O meu livro “O Retorno da Aura”, uma contra-resposta à Marx usando arquétipos do reino espiritual, foi um deles. Incorporada essa transformação, resolvi voltar à energia do Mundo. O conhecimento esotérico só pode ser efetivado com o concurso do conhecimento exotérico. Ser esotérico e repudiar o outro lado é ser unilateral. Temos que ser totais. Não acredito na espiritualidade humana que esteja divorciada do Mundo, a não ser a de alguns dos santos. E eu não sou santo. Desde então, em minha poesia e minha vida, Deus e o Mundo gravitam em meu sangue e em meu coração.
 
PSICANÁLISE: A POESIA COMO PSICOTERAPIA 
Respeito a psicanálise como fonte de auto-conhecimento e auto-transformação. É uma arte-ciência à serviço da alma humana. Creio que ela influenciou profundamente o século XX e a literatura. Mas a minha verdadeira psicoterapia é a poesia. Ela é o meu céu e o meu inferno, minha alegria, tesão, gozo, e consolação. A poesia é ainda o meu arcano secreto, a minha verdadeira magia, meu oráculo predileto, meu abismo e minha realização. Lacanianamente, a caneta é o meu falo, a língua e o papel em que escrevo, a concha côncava em que penetro no mundo das perplexidades mundano-divinas. Minha individuação vem da fricção entre os dois lados que aproximo em mim: a sabedoria de Deus e do Mundo. Seu escoadouro é a poesia. Minha individuação é por ela. Todo o meu processo de transferência situa-me nesse campo. Por enquanto, eu ainda a escrevo. Um dia, a poesia vai escrever por mim.
 
POESIA BRASILEIRA: ANOREXIA E PASTEURIZAÇÃO 
É impressionante a anorexia criativa e a crise de pasteurização da poesia brasileira que se perpetra no eixo RIO-SUL. Descontando a importância dos nomes consagrados e raríssimos nomes surgidos posteriormente, a atual poesia brasileira que se consuma no sul tornou-se uma xerox da ausência da quintessência, individualidade e verdadeira transfiguração verbal. Há uma identidade univitelina entre quase todos: tornaram-se cópias da sombra do outro. São flores de plástico. Não cheiram e nem fedem. Desfazem o mito que o segredo da unidade existe na diversidade e vice-versa. A poesia desses autores é tão clonada que parece  que eles desfilam com as mesmas roupas, namoram as mesmas mulheres, usam a mesma pasta de dentes e o tênis. Há excessos de Leminskis de Ipanema e de Pounds (mal-digeridos) do Itaim-Bibi. A grande poesia continua a vir da força telúrica do homem do Norte e Nordeste. Uma exceção honrosa: os poetas jovens paranaenses, que gravitam em torno da revista “Medusa”, entre eles, Ricardo Corona e muitos outros, do seu circuito geracional. Viva Ariano Suassuna!
 
POESIA E MULHERES:  ENTRE DOIS AMORES 
Amei algumas mulheres que a vida colocou providencialmente em meu caminho, na hora exata. Elas me ajudaram muito em meu processo de assimilação do meu próprio feminino interior. Ferveram meu sangue e melhoraram meu coração. Mas a poesia tem sido até agora a única mulher com raízes definitivas em meu coração. Ela corrompe o meu sono, desnuda o meu sobressalto, arranca-me da rotina dos dias, submete-me ao descredenciamento do negado. É uma mulher misteriosa, sensual, que mora em meu inconsciente e me afoga no seu elixir do não-sonhado.
Minha dedicação atemporal à poesia, acaba me tornando indisponível para a minha realização afetiva normal. À qual almejo. A eternidade do amor – em meu coração – tem sido vivida sob o signo permanente da transitoriedade. Embora a minha solidão seja criativa, sinto falta de uma mulher para ver o por-do-sol e de andar – mãos dadas pela vida. O grande amor da minha vida ainda está por vir. Talvez chegue como um boeing pousando num campo de camélias. Ou sutil como o incêndio da noite ao sol do meio-dia na Ponta D’Areia. Sou aberto à experiência do amor e da poesia. Que venha, idêntico à lenha.  
“Vivo na confluência das duas sabedorias: a de Deus e a do Mundo. Aceitei meu lado-pomba e o meu lado-serpente e estou em trabalho de pacificação interior, seguindo o conselho de Cristo. ...” 
Luis Augusto Cassas:  um desprogramador verbal?
Autor de “República dos Becos”, “A Paixão Segundo Alcântara”, “Rosebud”, “O Retorno da Aura”, “Liturgia da Paixão”, “Ópera Barroca” e “Titanic-Boulogne: A canção de Ana & Antonio”.

 

E assim, falámos de Mhário Lincoln Felix, nascido num dia 27 de Março, na bela ilha de São Luiz do Maranhão.


Formato de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal

 

 

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