Marisa Cajado
 
 

 

 
MARISA BARBOSA CAJADO
          Tinha que ir a Guarajá, Ilha de Santo Amaro, Estado de São Paulo (Brasil) entrevistar a querida amiga MARISA BARBOSA CAJADO. Estava na Cidade de São Paulo sem saber como havia de chegar a esta ilha que dista cerca de 80 Km da “Sampa”. Felizmente que temos lá amigas que logo se prontificaram em arranjar transporte (helicóptero) para Guarajá. Este favor fico a dever à Asta Vonzodas, à Alzira Carpigiani e à Sandra Falcone. Bem Hajam!
Não conhecíamos (pessoalmente / virtualmente) a Marisa, que se auto-intitula de “Cancioneira”. Imaginávamos que ela fosse uma “produto do final do século XlX” toda enrugada, já assim um tanto ao quanto “gágá”. Imaginei a nossa surpresa quando no bar que nos tinha indicado, apareceu uma dama, linda, elegante e ainda com a aparência de jovem. Ainda perguntámos ao garçon : - “Mas aquela senhora é a Marisa ou é a filha ?”. Daquele lugar podia-se avistar a Praia de Pitangueira que tem uns 02 Km e a enseada com cerca de 08 Km. É um lugar de sonho !
Aproximamo-nos da Marisa, na altura vestida com um lindo vestido negro, cabelo castanho muito bem arranjado, na altura dedilhando um violão, cantando pausadamente uns versos seus:
“Guarajá / Meu pedaço de céu / que se abraça no mar / para o povo encantar. / Tem a areia morena /
uma brisa serena / em mensagem de paz. / Nossos olhos, encanta / e magia se faz / ao nascer do luar /
que tece uma estrada / de luz prateada / por cima do mar”
“Guarajá / Esta vista descansa / e a verdade levanta / mostrando aos filhos seus / que tens a semelhança, /
a grandeza e a pujança / de uma obra de Deus. / Um coqueiro balança / cantando esperança / de uma vida melhor / Uma força me alcança / no peito agiganta / presença de amor”.
Por aquilo que ouvimos antes de nos apresentarmos à Marisa, soubemos que ela pertence ao serviço assistencial de Guarajá, sendo um deles o apoio aos pobres. É muito conhecida e apreciada na Ilha. Chegámos mais junto dela, dizendo: - Olhe, eu sou o Carlos ! . A nossa entrevistada desviou o olhar das cordas do violão, olhou-nos e sorrindo nos respondeu: - Olha, ou sou a Marisa ! Puxa uma cadeira e vem sentar-te aqui à mesa”.
Começou por nos falar de Guarajá : -“Como vês, Guarajá é linda, bela, aconchegante cidade de veraneio e, não fica muito longe de São Paulo cidade. Não tem museus, seu monumento maior é o mar e as brancas praias onde as ondas beijam o céu. Os coqueiros balançam ante a brisa serena e a lua forma uma estrada prateada encantando a visão de quem pode usufruir desta beleza natural. É tranquila fora das temporadas, porém num repente se repleta. Aí é uma festa. Dá gosto ver as crianças na areia, as bicicletas rodando e as vestes alegres e coloridas dos jovens a exibir a cor morena e dourada pelo sol (Carlos, não olhe gulosamente para os brotinhos !). Mas adiante: Costumo chamá-la de “meu pedaço de céu que se abraça no mar como dita uma composição musical de minha autoria, que já são cerca de 400”. Depois, bem depois começámos a entrevista: - Marisa, de que mais se orgulha ... ?: - “Olha Carlos, de ter minhas filhas encaminhadas e vencendo seus caminhos”. – Uma imagem do passado que não quer esquecer no futuro ... ?. –“O convívio com meu pai”. – Para você, o dia começa bem se ... ?: -“Eu faço uma meditação ao acordar ...”. – Que influência tem em si a queda da folha e a chegada do frio ... ?: -“Nenhuma ... adoro todas as estações do ano”. – Qual a personagem que mais admira ... ?. –“Muitas, principalmente as que lutam por seus ideais. Chiquinha Gonzaga, por exemplo”. – Quando a Marisa era criança ... ?: -“Olha, tive uma infância tranquila, um lar harmonizado, pais maravilhosos porém me sentia diferente das outras crianças e os brinquedos não me atraiam muito. Sentia-me à parte. Adorava andar de bicicleta”. – Como vai você de amores ... ?: -“Muito bem, amo a Deus, amo a vida, amo o que faço, adoro poetisar, sinto em mim uma fonte jorrando música e poesia. Amo minha família, filhos, netos, amigos. Amo a mim e me sinto amada também”. – O arrependimento mata...?: -“Sim”. – Qual foi o maior desafio que aceitou até hoje ... ?: -“A searação conjugal e a criação de minhas filhas”. – Quais seus passatempos preferidos ... ?: -“Música, poesia, leitura”.
– Que vício gostaria de não ter ... ?: - “Comer mais do que devo. Embora, como vês, seja elegante !”. – Qual a característica que mais aprecia em si, e, nos outros ... ?: -“Em mim, a alegria e entusiasmo; nos outros, a sinceridade”. – Qual a sua melhor qualidade, e, seu maior defeito ... ?: -“Qualidade, a persistência; defeito, a impulsividade”.
– Para a Marisa, qual o cúmulo da beleza, e, da fealdade ... ?: -“Beleza, a natureza; fealdade, a destruição”. – As piadas às louras são injustas ... ?: -“Claro, eu por vezes até sou loura ...”: - Como se auto-define ... ?: - “Lutadora, autoritária, paciente e doce às vezes. Muito humana com muita vontade de crescer interiormente. Destemida e aventureira fiel aos ideais. De pronto rejeito críticas, porém as analiso profundamente no momento seguinte querendo acertar. Sou transparente, detesto mentiras e admiro a lealdade. Sou sincera demais e muitas vezes até rude”.
– Que género de filme daria sua vida ... ?: -“Romance com muitas pinceladas de romantismo”. – E antes do almoço a última pergunta: E se, de repente, lhe oferecerem flores, isso é ... ?: -“Eu adoro flores, por isso, era uma enorme delicadeza”.
A hora do almoço chegou e ali mesmo naquele bar de linda panorâmica almoçámos: A entrada foi de camarões grelhados e frutos do mar e no final peixe grelhado. Que delícia ! Para o nós vinho branco gelado e para a Marisa Coca light. Sempre muito simpática, a nossa entrevistada ia olhando a paisagem como que bebendo a sua beleza: - “Carlos, Guarajá é muito linda e muito requisitada por turistas de todo o mundo. Temos aqui vários pontos turísticos. A população é bem flutuante. Nas temporadas chega a ficar 50 vezes maior do que normalmente. Temos algumas faculdades. O comércio é muito bom, embora caro como em todos os recantos de turismo”. Mas dentro em pouco o helicóptero me ia buscar e por isso teria de continuar a entrevista: - Marisa, o que é para si o termo Esoterismo ... ?: -“Algo muito sério”. – Acredita na reencarnação ... ?: -“Sim, plenamente”. – Acredita em fantasmas ou em “almas do outro mundo” ... ?: -“Acredito em inteligências que deixaram o corpo de carne (a matéria) e continuam com seu corpo astral que são denominadas de diversas formas”. – O Imaginário será um sonho da realidade ... ?: -“Um sonho real”. – Para você, deus existe ... ?: -“Sim ... Claro !”. – Mudando de tema: Que livro anda a Marisa a ler ... ?: -“Maria de Nazareth, de João Nunes Maia, e, “Commenius”, de Dora Incontri”. – A Cultura será uma botija de oxigénio ... ?: -“A cultura a botija, o amor o oxigénio”. – Autores e livros preferidos ... ?: -“Adoro a literatura espiritualista e dentro dela admiro vários autores em especial Alan Kardec e Chico Xavier”. – Música e autores preferidos...?: -“Gosto muito de clássicos, sendo Chopin o meu preferido, mas também admiro Carlos Gomes, Verdi e tantos outros. Em MPB vários me encantam, Vinícius de Moraes, Tom Jobim, Ari Barroso, Noel Rosa. Delicio-me com os fados e a música portuguesa em geral. Amélia Rodrigues é a minha eleita”. O filme comercial que mais gostou ... ?: -“Gostei de vários entre eles “Noviça Rebelde”. – Tenho muita coisa escrita e este ano pretendo editar um livro de poesias e o meu projeto de alfabetização que compreende um CD – rom com as músicas e cinco livros sendo um da professora e quatro de alunos. Tenho a minha página da Web em reconstrução, mas podem verificar trabalhos meus em alguns dos muitos site que colaboro:
www.bethpequena.hpg.com.br/0117Marisa.html
www.selvas.com.br./midis/cancioneira/index.htm
www.interfrieds.com.br/cancioneira/index.htm
www.mallemont.hpg.ig.com.br/marisa.htm etc”.
E assim falámos de: MARISA BARBOSA CAJADO.
Nascida a 5 de Agosto de 1944. É educadora aposentada (aposentou-se como diretora de uma escola estadual).


Formato de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal

 

 

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