GRANDES ENTREVISTAS

por

 

ENTREVISTADA

MARIA EFIGÊNIA NASTASI  COUTINHO

 

 

De avião partindo de Lisboa para São Paulo, depois de longa espera apanhei outro avião para Florópolis e um ônibus para finalmente chegar a Balneário Camboriú. Como devem calcular, foi uma longa e demorada viagem.

Como habitualmente quando vou fazer uma entrevista, procuro previamente procurar uns apontamentos, não só do entrevistado como também do local onde mora, nesta caso a cidade de Camboriú no Estado Brasileiro de Santa Catarina:

“O povoamento da região teve início em 1758, quando algumas famílias procedentes de Porto Belo se estabeleceram no local denominado Nossa Senhora do Bonsucesso, mais tarde, denominado Barra. Atraídas pela fertilidade do solo e pelo clima, vieram outras famílias de origem alemã, procedentes do vale do Itajaí e Blumenau. Em 1836, chegou ao local Pedro Escamoso com sua família e alguns escravos. Daí a antiga denominação de Garcia, pela qual o lugarejo era conhecido. Em 1930, pela situação geográfica privilegiada, iniciou-se fase de ocupação da região preferida pelos banhistas, e, dois anos depois, foi construído o primeiro hotel, na confluência das avenidas central e atlântica. Em 1964, o distrito obteve autonomia, passando a município com o topónimo de Balneário de Camboriú, alterado, em 1979, para Balneário Camboriú.
Há duas versões quanto à origem do topônimo Camboriú. Uma de origem popular, devido a uma acentuada curva no rio perto da foz, diz que, quando indagados por alguém à procura de uma pessoa, os moradores dali diziam: "camba o rio", vocábulo muito usado pelos pescadores da região. A segunda versão (e mais aceitável) é a do padre Raulino Reitz: mapas bem antigos assinalam o nome Rio Camboriú antes da haver povoamento de origem europeia na área; o topónimo Camboriú viria, então, do tupi, formado pela aglutinação das palavras kamuri ("robalo") e y ("água"). Segundo essa versão, portanto, "Camboriú" significaria água de robalo.

Quando cheguei (por fim) ao términus da viagem e ainda na gare dos ônibus, senti que alguém me tocava no ombro e com voz agradável me saudou: “Olá Carlos, já não se lembra de mim? Sou a Efigênia Coutinho”.

 

 

Já tinha conhecido a Efi durante o 3º Encontro do CEN, em Blumenau, mas naquele momento e depois de uma longa viagem, ainda estava com as “ideias atravessadas”. À minha frente estava uma linda mulher, com belo rosto e olhos fascinantes. Pedi-lhe desculpa de estar tão distraído, mas quando a conheci, não estava usando um boné que lhe ficava muito bem.

A entrevistada convidou-me para fazer uma visita à bela cidade de Balneário de Camboriú (que eu já conhecia de passagem). Entrámos no carro e durante o percurso, foi-me falando desta terra onde mora: “Cada vez mais pessoas com bom poder aquisitivo decidem morar aqui nesta bela praia, porque o clima é bom o ano todo e a estrutura de comércio, saúde, educação e lazer bastante desenvolvida.”

Aproveitei para começar a entrevista:

Carlos: - Para a Efi (Efigênia), Deus existe?

Efi:- Sim!

Carlos: - Seus passatempos preferidos?

Efi: - New York, praia, música e uma boa leitura.

Carlos: - Como via de amores?

Efi: - Deixe-me rir. Amo todos neste Mundo. Minha melhor fase sendo vivida , onde sou Avó duas vezes.

Carlos: - Que género de filme daria sua vida?

Efi: - Um belo e instigante romance

Carlos: - De que mais se orgulha?

Efi: - Da minha família

Carlos: - Uma imagem do passado que não quer esquecer no futuro?

Efi: - A Felicidade de viver

Carlos: - Qual a característica que mais aprecia em si, e, nos outros?

Efi: - Em mim, a ternura; nos outros, a cumplicidade.

Carlos: - Que vício gostaria de não ter?

Efi: - Não tenho

Carlos: - Qual a personagem que mais admira?

Efi: - Pequeno Príncipe

Carlos: - Qual o cúmulo da beleza, e, da fealdade?

Efi: - A Própria beleza; O feio belo fica

Carlos: - Qual o maior desafio que aceitou até hoje?

Efi: - Pular num trampolim de uma altura de 10 metros numa piscina

Carlos: - O arrependimento mata?

Efi: - Não morri para saber

Neste momento da entrevista, começou a chover torrencialmente e, a nossa entrevistada encostou o carro no passeio da Avª. Atlântica, onde continuámos a entrevista.

Carlos: - As piadas às louras são injustas?

Efi: - A vida já é uma grande Piada

Carlos: - O dia começa bem para a Efi, se…?

Efi: - Sempre começa bem

Carlos: - Que influência tem em si a queda da folha e a chegada do frio?

Efi: - Aconchegante

Carlos: - Acredita em histórias fantásticas?

Efi: - Depende

Carlos: - Acredita em fantasmas ou em “almas do outro mundo”?

Efi: - Jamais

Carlos: - Acredita na reencarnação?

Efi: - Ainda não, só depois de ir e voltar!?

Carlos: - O imaginário será um sonho da Realidade?

Efi: - Os dois

Carlos: - O que é para você o termo Esoterismo?

Efi: - Parte de algumas filosofias antigas que se devia ocultar aos não iniciados

Entretanto, a hora do almoço chegou. Fomos ao restaurante Mundo Selvagem, perto onde a Efi tinha estacionado o carro. Em nota de reportagem direi que, os “frutos do mar” e as “ostras gratinadas” estavam excelentes, para mais acompanhado de Champanhe.

Ainda no restaurante fizemos a parte final desta entrevista.

Carlos: Efi, qual a sua profissão?

Efi: - Na verdade sou Artesã, mas dei uma parada para poder escrever , onde realmente me identifico.


Carlos: - Sua obra Literária ?

Efi: - Tenho muitas Antologias, uma digital que poderá ser apreciada neste Link. http://www.avspe.eti.br/efi/efigenia.html , também em www.avspe.eti.br/

Carlos: - Que livro anda a ler?

Efi: - Pedaços do meu coração de  Zelia Chamusca

Carlos: - Autores preferidos?

Efi: - Machado de Assis - Carlos Drummond

Carlos: - A Cultura será uma botija de oxigénio?

Efi: - Nada ver

Carlos: - Música e Autores preferidos?

Efi: -Clássicas - Chico Buarque de Holanda - Vinicius de Morais

Carlos: - O filme que mais gostou?

Efi: - Dança Comigo

Carlos: - Sua melhor qualidade, e, seu maior defeito?

Efi: - Qualidade, transparência; defeito, Um bom vinho (que pode ser um bom de Portugal)

Carlos: - Quando a Efi era criança…?

Efi: - Fui normal como todas, muita alegria e brincadeiras

Carlos: e hoje, como se auto-define?

Efi: - Intuitiva

E assim, falámos de:

Maria Efigênia Nastasi Coutinho

Nascida num lindo dia 15 de Julho de 1948

Pó de chuva...
Efigênia Coutinho

O corpo e alma de chuva molhado,
Não traz essa fria tristeza
Leva sim, para ti toda beleza
Do meu pensamento enamorado,
Dos sonhos que tenho na alma,
Que sereno a emoção acalma
Marcando com toda firmeza,
O beijo nos lábios selados.
E num ritual de emoção,
Ao teu encontro vou vivendo
Os meus lábios vão sentindo
O sabor de tanta oblação.
E a chuva que o corpo molha,
Reserva-se na inspiração,
Desmancha a pedra em pó
No coração do homem que olha
E ver que nunca está só!


Janeiro 2012

 

Formato de entrevista de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal

 

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