Édison Pereira de Almeida
 
 

 

Já há anos que não ia à Ilha da Madeira – calhou desta vez para entrevistar (virtualmente) o Édison Pereira de Almeida. E desta vez, levei a Iara Melo …
O avião estava quase a partir quando a Iara chegou ao Aeroporto Internacional de Lisboa (da Portela). Chegou tarde e a gritar :
- Carlos ! tenho que fazer o chek-in … dá-me aqui uma ajuda !
Isto de mulheres, tem muito que se lhe diga. Já dentro da aeronave, gentilmente dei-lhe o meu lugar junto a uma janela (distraidamente, nem agradeceu). Estávamos no ar à cerca de 10 minutos, quando a Iara ao ouvido me disse:
- Carlos, estou cheia de sono e cansada. Vai para outro lugar para eu poder descansar e  dormir …
Nem protestei (e protestar para quê?). Mudei de lugar e aproveitei para ler os meus apontamentos sobre esta bela ilha – considerada a “Pérola do Atlântico”).
“O arquipélago da Madeira fica situado numa faixa de latitude ligeiramente a sul da do continente, próximo dos 33º Norte. Compreende, além do ilha que lhe deu o nome, a do Porto Santo, com um pouco mais de 40 Km2, e um grupo de ilhotas, as Desertas, que, como seu nome indica, não são habitadas e têm perto de 15 Km2, e também para Sul, mais próximo das Canárias, a ilhas Selvagens. As ilhas de são origem vulcânica e encontram-se implantadas numa área de contornos irregulares. Constituídas por tochas eruptivas, com ampla representação de basalto, nelas se encontram também afloramentos de formações sedimentares (calcários, arenitos, conglomerados), em largas extensões do Porto Santo e muito escassamente na Madeira; essas formatações têm sido atribuídas, através dos seus fósseis, ao Miocénico Médio e, intercaladas entre materiais vulcânicos, permitem-nos concluir que a formatação das ilhas se teria iniciado nessa altura, embora se admita que as primeiras erupções, tanto neste arquipélago como no dos Açores, datem possivelmente da passagem do Cretácico para o Cenozóico, de modo que terão sido bem anteriores. Entre 1473 e 1479, o trigo escasseou na Ilha da Madeira, ao mesmo tempo que passava a preponderar a cana-de-açúcar, fundamentalmente até meados do século XVI. Mas o açúcar madeirense, cujas exportações garantiam bons lucros, não suportou a concorrência da produção brasileira, que tinha à sua disposição imensas áreas e atingia, portanto, quantidades consideráveis”.
Entretanto, o avião aterrou  e a Iara continuava a dormir.
- Menina, quer sair ou quer ficar aí a dormir ? – perguntei-lhe.
- Carlos, já chegámos ? … Nem dei por nada … mas ainda tenho sono …
- Vá lá levanta-te, e vê se te penteias, retocas o baton e as sombras.
- Não me digas que estou despenteada, sem baton e com as sombras dos olhos borratadas ?
- Nãoooo ! podes sair que ninguém vai reparar nesses simples pormenores ! rs
- Seu cara de pau, você está sempre a gozar com a minha cara. Sai e vai levantar a minha mala enquanto dou uns retoques e me penteio. Não vou sair assim do avião.
Lembrei-me naquele momento da “paciência de Jó…”.
À saída do aeroporto, reconheci o nosso entrevistado (tinha levado uma fotografia sua).
- Olá amigo Édison – como vai a vida ? :
Édison: - A vida é uma passagem sem porteira e na viagem do amor ao próximo não precisamos de passaporte !
Metemo-nos dentro do carro com rumo à capital Funchal. Parámos na Esplanada do Restaurante “Apolo”, na rua António José de Almeida – foi aí que começámos a entrevista.
 
Carlos: - Édison Pereira de Almeida, qual a sua ocupação profissional ?: -
Édison: - Produtor Independente de Comunicação.
Iara: - Sua melhor qualidade, e, maior defeito?: -
Édison: - Qualidade, ser frontal; maior defeito, ser bom demais com os outros.
 
Carlos: - Qual foi o maior desafio que aceitou até hoje ?: -
Édison: - Me transmutar no ser que habita o meu ser e identifica-lo, compreende-lo, dentro do que eu sou sempre!
Iara: - Qual a personagem que mais admira ?: -
Édison: - Minha Mãe, Dona Marianna Pereira de Sousa – Brasileira, Paulistana Quatrocentona, e cheia de vida e amor para dar.
 
Carlos: - Uma imagem do passado que não quer esquecer no futuro ?: -
Édison: - O nascimento dos meus filhos.
Iara: - De que mais se orgulha ?: -
Édison: - Orgulho é algo muito traiçoeiro.
 
Carlos: - O arrependimento mata ?: -
Édison: - Sem arrependimento sim podemos nos suicidar um dia.
Iara: - Qual o cúmulo da beleza, e, da fealdade?: -
Édison: - Beleza … Sendo natural há beleza não sendo, ...; fealdade, anti natura.
 
Carlos: - Que vício gostaria de não ter ?: -
Édison: - Não tenho vícios, graças a Deus.
Iara: - As piadas às louras são injustas ?: -
Édison: - Piada sempre é piada e louras são louras uai.
 
Carlos: - Como se auto-define ?: -
Édison: - Sou um ser humano buscando acertar em meio a tantos desacertos.
Iara: - Como vai de amores ?: -
Édison: - O amor é cósmico, o ser humano está ainda em busca desta verdade, e, creio ser muito amado, e nem sei se sou merecedor de tanto.
 
Carlos: - Seus passatempos preferidos, e, quando era criança ?: -
Édison ?: - Em ambos os casos, Natação e Escrever.
Iara: - Que gênero de filma daria sua vida ?: -
Édison ?: - A minha vida sempre será meu próprio e grande épico e nunca viveria cenas da vida de ninguém.
 
Iara: - Seu prato preferido, assim como a bebida ?: -
Édison: - Prato, arroz, feijão, batata frita, ovos estalados, torresmo e couve mineira; bebida, Água da Fonte e Guaraná do Brasil.
Carlos: - Qual a característica que mais aprecia em si, e, nos outros ?: -
Édison: - E mim, Dormir Bem e em Paz; nos outros, a gentileza.
 
Carlos: - O dia começa bem se … ?: -
Édison: - Tudo começa bem no dia seguinte quando ao anterior foi bem vivido.
Iara: - Que influência tem em si a queda da folha e a chegada do frio ?: -
Édison: - Natureza, Frio, adoro tudo isto!
 
Carlos: - Que livro anda a ler ?: -
Édison: -  O SEGREDO DE SHAMBALA.
Iara: - Para o Édison, Deus existe ?: -
Édison: - Eu creio em Deus todo Poderoso e em todas forças criadas e por ele consubstanciadas.
 
O vento começou a soprar forte e não era agradável estar mais na esplanada. Como a hora do almoço se aproximava, resolvemos ir almoçar ao Restaurante “O Barroco”, que fica na Travessa das Torres. Encomendámos Tranche de cherne, com uva passa e couscous. Enquanto esperávamos pelo repasto ( e mesmo durante o almoço) continuámos a entrevista.
 
Carlos: - O que é para você o termo Esoterismo ?: -
Édison: - A busca do todo , quando é séria e bem acompanhada, por bons mestres, poderá nos mostrar O ESO, ....o que está dentro está fora, há muitos mestres citados, e poucos discípulos se transformando em mestres...o que dá na mesma.
Iara: - Acredita na reencarnação ?: -
Édison: - Acredito que somos todos energias e as energias se transmutam.
 
Carlos: - Acredita em fantasmas ou em “almas do outro mundo”?: -
Édison: - Se somos todos energias, os vários mundos, das energias , são vivenciados em várias formas.
Iara: - O Imaginário será um sonho da realidade ?: -
Édison: - Sem imaginação para que sonhar e sem sonhar, dito até pela MÉDICA QUE GANHOU O PRÊMIO NOBEL de Medicina, ninguém consegue viver muito bem, ou seja, é bom imaginar e concretizar.
Carlos: - Acredita em histórias fantásticas ?: -
Édison: - O fantástico, é sempre para uns o  que para outros é tão simples.
 
Iara: - Mudando de tema. A cultura será uma botija de oxigénio?: -
Édison: - A cultura será uma botija de oxigénio? A cultura é uma faca de dois gumes, pois quando má aplicada subjuga outras culturas.
Carlos: - Música e autores preferidos ?: - :
Édison: - Chico Buarque de Holanda, Todas Vinícius de Morais e Tom Jobim, todas, Cartola e Pixinguinha, todas, Luis Represas, Feiticeira.
Iara: - O filme comercial que mais gostou ?: -
Édison: - E o vento levou !
 
Carlos: - Autores e livros preferidos ?: -
Édison: - 21 Ritos Tibetanos – de Eneida Magalhães.
Iara: - Para finalizar a entrevista. Sua obra literária ?: -
Édison: - 15 livros citados no meu curriculum aqui já elaborado, no prelo O AVATAR.
www.ermitaodapicinguaba.com

Assim falámos de:
Édison Pereira de Almeida
Nascido a 12 de Setembro de 1945
Natural de Picinguaba (*)
A vila de Picinguaba
"A entrada da vila fica no Km 7 da Rodovia Rio Santos, a 40 km de Ubatuba e 30 km de Paraty. Uma estrada asfaltada de três quilômetros leva até a pequena vila, que mantém seus barcos de pesca atracados na praia e as redes de pesca estendidas na areia. A vila de Picinguaba, tombada pelo Condephaat desde 1983, ainda preserva muitas tradições da antiga cultura caiçara e está dentro da área do parque. Lá moram os integrantes da comunidade tradicional que praticam a pesca artesanal nas águas da baía de Picinguaba. Também é possível contratar embarcações para um belo passeio pelas ilhas próximas, como a Comprida, das Couves, Selinha e da Pesca. A praia é calma, ponto de chegada e saída dos barcos de pesca".
 
Amar: É água passando por pedra, sem a pedra se aperceber que a água de tanto passar, transforma a pedra em grão e o grão, assustado, intrigado, pergunta a água: “Oh água, porque ser assim?” a Água nada responde e leva o grão para o mar.
Amando: É grão se juntando a grão, até uma nova pedra se formar, para que venha a água, mesmo salgada do mar, para tudo recomeçar.
 
Édison Pereira de Almeida – www.ermitaodapicinguaba.com
 
Livro Virtual "O AVATAR":
 

Formato de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande – Portugal
 
 

 

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