Delasnieve Miranda Daspet de Souza (Luna)
Por
aqui, consideramos o pessoal de Direito, uns grandes "palradores" (falam
muito quando querem ...). Quando liguei para a Delasnieve, já
contava que, o que lhe ia perguntar, teria uma resposta bastante
narrativa...
Carlos: - Delasnieve, onde fica situado Campo Grande ?: -
Delas: - Olha Carlos, é melhor começar por um pouco de História.
Toma atenção:-
"Os primeiros dados sobre a região datam de 1870, quando, devido a
guerra da Tríplice Aliança, chegaram a notícia aos moradores do
Triângulo Mineiro (Monte Alegre) da existia terras férteis para
lavoura e criação de gado no então chamado Campo de Vacarias. Esta
notícia contentou José Antonio Pereira, que estava a procura de
gleba da qual pudesse apossar com sua gente. Assim, no dia 21 de
junho de 1872, acampou nas terras onduladas da Serra de Maracajú, na
confluência dos córregos Prosa e Segredo – hoje Horto Florestal. Nas
proximidades, José Neponuceno já possuía um rancho à beira do
trilheiro, por onde boiadeiros passavam para ir até o Município de
Nioaque (a Sul) e Camapuã (ao Norte). Em 14 de agosto de 1875, José
Antonio Pereira trás sua esposa e seus oito filhos, escravos e
outros. No local do primeiro rancho encontraram Manoel Vieira de
Souza e sua família, onde dão origem a primeira geração de Campo-grandense.
No final do ano de 1877, cumpre sua promessa e termina a primeira
igrejinha rústica de pau-a-pique com telhas de barro. As casas
naquele precário alinhamento, formaram a primeira rua, a Rua Velha –
hoje 26 de agosto – que terminava num pequeno lago, de onde se
ensaiava uma bifurcação, formando mais duas vias. José Antonio
Pereira havia construído sua casa na ramificação de baixo, em sua
fazenda Bom Jardim. O fundador veio a falecer cinco meses depois da
emancipação. Em 1879 surge novas caravana de mineiros que vão
distribuindo-se através de marcações de posses, estabelecendo assim
as primeiras fazendas da região de Santo Antonio de Campo Grande.
Na parte central da rua, na casa de comércio e farmácia, propriedade
de Joaquim Vieira de Almeida, reuniam-se as pessoas graúdas da
comunidade. Este era o homem de maior instrução da vila, redator de
atas e cartas de caráter público ou privado. Ali eram resolvidos os
problemas comunitários. Dali saíam as reivindicações ao governo.
Possivelmente de autoria de Joaquim Vieira de Almeida foi a
correspondência pedindo a emancipação da vila.
Depois de antigas e insistentes reivindicações, também, devido a
posição estratégica, e por ser passagem obrigatória para quem fosse
do extremo Sul do Estado a Camapuã ou ao Triângulo Mineiro, o
governo estadual assina a resolução de emancipação da vila,
elevando-a a município de Campo Grande em 26 de agosto de 1899.
Quando aconteceu a emancipação, Joaquim Vieira de Almeida já havia
falecido por causa de uma tuberculose, sem saber que seu pedido fora
atendido. O povoado de Campo Grande cresce e prospera com o comércio
de gado, proporcionado pelo estabelecimento da fazendas de criação
em suas imediações e nos campo limpos de Vacarias. Torna-se um
centro de comercialização de gado, de onde partiam comitivas
conduzindo boiadas para o Triângulo Mineiro e o Paraguai. Com a
construção da estrada boiadeira, por Manoel da Costa Lima, que ia de
Campo Grande até as barrancas do Paraná, as boiadas passaram a
dirigir-se também para São Paulo, abrindo novo mercado para o gado
da região e novas oportunidades de intercâmbio comercial.
Outro fator de progresso para Campo Grande e para o Estado de Mato
Grosso, foi a chegada da Estrada de Ferro da Noroeste do Brasil, em
1914, ligando as duas bacias fluviais: Paraná e Paraguai, aos países
vizinhos: a Bolívia (através do Porto Esperança) e o Paraguai (através
de Ponta Porã). Foi um marco decisivo para o crescimento da cidade,
que despontava como uma das mais progressistas do Estado.
Funcionando como empório comercial e centro de serviços de uma vasta
região, Campo Grande desenvolvia-se e firmava sua liderança no sul
do Estado. A transferência, em 1921, do Comando da Circunscrição
Militar, até então sediado em Corumbá, e a construção que essa
transferência ensejou, dos quartéis e outros estabelecimento
militares, na cidade, foi outra iniciativa que contribuiu para o
desenvolvimento de Campo Grande e para a afirmação de sua liderança.
Em 1930 a cidade já contava com cerca de 12 mil habitantes, 3
Agências Bancárias, Correios e Telégrafos, várias repartições
públicas e estabelecimento de ensino primário e secundário,
abastecimento de água canalizada, luz elétrica, telefone e clubes
recreativos.
Meados de 1932, a cidade ficou sabendo da deflagração da Revolução
Constitucionalista. A notícia espalhou pela população que viu-se
frente ao seu primeiro desafio: que lado tomar na refrega? Coube aos
políticos e coronéis da época a decisão de romper de vez com o
poder, e unir-se a São Paulo contra tudo e contra todos. Declarou
aqui um Estado independente, tendo como capital Campo Grande.
Escolheu-se como governador o renomado médico Vespasiano Martins,
instalando-se o palácio do governo no prédio da Maçonaria, de onde
partiam as decisões e o planejamento do combate às forças
legalistas.
A capital do Estado, Cuiabá, recebia maior influência de Goiás, Rio
de Janeiro, Paraná e parte de Minas Gerais, continua legalista.
Campo Grande, deste modo, torna-se a Capital do Estado de Maracajú,
concretizando uma anseio já manifestado desde o início do século: O
Sul independente do Norte (de 11 de julho até outubro de 1932). Com
a vitória das forças legalistas, frusta-se a campanha divisionista.
Esta é reiniciada em 1958. Quando o general Ernesto Geisel foi
empossado na Presidência da República e nomeou o general Golbery do
Couto e Silva para a chefia de sua Casa Civil, poucas pessoas
lembravam-se de que, há cerca de 20 anos, esses dois militares,
então coronéis, haviam estado em Mato Grosso para estudar a
viabilidade da divisão do Estado, tendo concluído que ela era não
apenas viável, mas necessária. O Sul do Estado consegue eleger a
maioria da Assembléia Legislativa Estadual, vindo a ser
concretizada, em 11 de outubro de 1977, pela promulgação da Lei
Complementar nº 31, a criação de um novo Estado, Estado de Mato
Grosso do Sul, e elege Campo Grande como sua Capital. No início dos
anos 60, Campo Grande abriga a sua primeira instituição de ensino
Superior, as Faculdades Unidas Católicas de Mato Grosso, conhecida
por sua sigla FUCMAT, transformada na Universidade Católica Dom
Bosco (UCDB). Nessa mesma década é criada a Universidade Estadual de
Mato Grosso (UEMT), com um de seus campi instalado em Campo Grande,
onde se concentram cursos nas áreas de saúde e ciências exatas e
tecnológicas. Depois da divisão do Estado, ela se federaliza,
tornando-se a Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (FUFMS),
hoje (UFMS). Nos anos 70, criou-se o Centro de Ensino Superior "Professor
Plínio Mendes dos Santos" (Cesup), antecessor da Universidade Para o
Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal (Uniderp). Depois,
já na década de 90, surgem a Sociedade Ensino e informática Campo
Grande (Seic) e as Faculdades Integradas de Campo Grande (FIC –
Unaes). Campo Grande ocupa posição privilegiada geograficamente, ou
seja, está localizada no centro do Estado, eqüidistante de seus
extremos norte, sul, leste e oeste; está também localizada sobre o
divisor de águas das bacias dos rios Paraná e Paraguai, o que
facilitou a construção das primeiras estradas que até aqui chegaram
ou que daqui partiram. Esta posição em muito contribuiu para que se
tornasse a grande encruzilhada ou pólo de desenvolvimento da vasta
região.
Graça a seu solo avermelhado e seu clima tropical, a cidade é
carinhosamente chamada de "Cidade Morena", possui uma boa estrutura,
com ampla rede hoteleira, bons restaurantes com variados pratos
típicos. É por Campo Grande que começa toda aventura turística dos
que se propõem a conhecer o Pantanal".
Carlos: - Muito bem, Delasnieve ! Precisava agora de saber como é
que vou do Rio de Janeiro para Campo Grande?: -
Delasnieve: - Se quiseres viajar com rapidez - poderás vir por
transporte áereo - temos inúmeros vôos diuturnos - por todas as
grande empresas nacionais e algumas particulares. Uma hora e vinte
minutos ( se for direito ) estarás descendo no aeroporto
internacional Antonio João. Os vôos com escalas, evidentemente,
demorará mais um pouco - dependendo o caminho que traçares.
De carro - se for uma viagem de passeio - poderás levar o tempo que
for necessário. Mas poderás viajar em ate 15 horas. Rodovias
razoáveis - o governo brasileiro não investe em rodoviais nem
ferrovias.
De ônibus - uma viagem mais barata e umas 20 horas - temos ótimas
empresas de transporte interestaduais.
Optei pela viagem de "expresso" (ônibus). Foi uma viagem fantástica,
que talvez mais tarde escreva o roteiro, onde contarei que uma onça
acompanhou o ônibus durante algum tempo …
Assim que cheguei ao Hotel Jandaia, no Centro de Campo Grande, na
Rua Barão do Rio Branco, telefonei à entrevistada, avisando-a da
minha chegada. Minutos depois, já estava no carro da Delasnieve
Daspet, fazendo um tour pela cidade e seus arredores. Durante o
percurso, no meio daquela beleza toda, começámos a entrevista: -
Carlos: - Delasnieve, qual foi o maior desafio que aceitou até hoje
?: -
Delas: - Quando me contaram que eu fora eleita para dirigir uma
entidade de crianças carentes - há quatro anos dirijo uma
instituição para crianças carentes - com complementação alimentar,
acompanhamento escolar, carinho e atendimento a seus familaires. De
inicio achei que seria dificil - e foi! Alias, ainda é - mas como
aprendi, cresci, continuo aprendendo e crescendo no dia a dia com
estas crianças.
Carlos: - Uma imagem do passado que não quer esquecer no futuro ?: -
Delas: - Crianças famintas na África. Precisamos lutar para que
todos tenham acesso a vida em todos os continentes. Principalmente
as crianças... delas depende o amanhã.
Carlos: - De que mais se orgulha ?: -
Delas: - De minha família. Tenho dois filhos a-do-rá-ve-is, rendo
graças!!!
Carlos: - Quando era criança … ?
Delas: - Nasci e cresci em fazenda - fui uma criança do mato -
tímida - danada - e ja lia naquela época...
Carlos: - Seus passatempos preferidos ?: -
Delas: - Sempre li e leio muito.
Carlos: - Qual a característica que mais aprecia em si, e, também
nos outros ?: -
Delas: - Sou confiável e de confiança; nos outros, gostaria de ter a
reciprocidade da confiaabilidade.
Carlos: - Como vai de amores ?: -
Delas: - Sou clássima neste quesito - há trinta anos casei-me e
ainda vivo com o mesmo moço!
Carlos: - Como se auto-define ?: -
Delas: - Eu sou artesã da palavra, crio poeroseiras.
Carlos: - Para si, o arrependimento mata ?: -
Delas: - Não creio - nunca me arrependo de minhas atitudes - uma vez
que as tome - assumo-as - para o bem ou para o mal...
Carlos: - Que género de filma daria sua vida ?: -
Delas: - Arre! Nunca pensei nisso - mas como sou terra em todos os
aspectos e LOUrdinha Biagioni - fez meu mapa astral e me disse que
sou virgem três vezes - creio que o meu filme seria demasiado sério...
risos...
Carlos: - Qual o cúmulo da beleza ?: -
Delas: - O por do sol no rio Paraguai - na cidadezinha em que nasci
- em Porto Murtinho - lá onde o Brasil já foi Paraguai. É tão lindo
que emociona o encontro do sol e da água - num amor que se faz
presente de vida.
Carlos: - E da fealdade ?: -
Delas: - Não existe o feio. Acho que a fealdade, como dizes, pode
ocorrer em momentos...
Carlos: - O dia começa bem se … ?: -
Delas: - O sorriso da manhã chegar aos olhos de quem diz "bom dia !"
Carlos: - Que influência tem em si a queda da folha e a chegada do
frio ?: -
Delas: - "… E a saudade machucará
Como já machucou antes …" (Das Folhas Douradas do
Meu Outono – DD)
Carlos: - Qual a personagem que mais admira ?: -
Delas: - Jesus Cristo – pela sua doação.
Carlos: - para si, Deus existe ?: -
Delas: - Tem de existir... Tem de haver um ser superior a quem
convencionou-se chamar de Deus. Tem de haver algo no depois... nada
justifica que se finalize. Que se termine. Para a poeta que sou 8prefiro o termo poeta) quero e preciso acreditar que ao despojar
minhas vestes, que ao jogar-me em palavras ao universo - não ficarei
ao sabor do vento ou de tempestades...
" Ela ( a palavra ) é fio que leva nossos sentimentos.
Se escreves palavras coloridas - pintas.
Se ela tem movimento é dança;
Se ela é harmonia, falas em música.
Se tua palavra é barro que coagula -
falas por escultura.
Se falas em escritas - é verso, é poesia.
É vida! " ( Poeta, a Palavra é tua - D.D. )
Se é vida - é Deus!
Carlos: - O Imaginário será um sonho da realidade ?: -
Delas: - O imaginário mexe com o lúdico, com a magia de viver o
momento. De ver além do que está ao nosso alcance de visão. É
mergulhar em nosso interior. O que é sonho ou realidade?
Carlos: - O que é para você o termo Esoterismo ?: -
Delas: - É o abrir as portas para o desconhecido, para o simbólico,
o arquétipo, fazer uma ponte entre o real e o imaginário favorecendo
o contanto com o mais profundo da alma humana.
Carlos: - Acredita na reencarnação ?: -
Delas: - Sim – creio. Piamente.
Carlos: - E em fantasmas ou em "almas do outro mundo" ?: -
Delas: - Tudo é possível - crendo ou não. Nunca deixo a porta
totalmente fechada para o que não sei, move-me a curiosidade do
possível e do impossível.
O passeio pela cidade de Campo Grande MS, e seus arredores estava a
ser muito agradável, mas a hora do almoço tinha chegado e os nossos
estômagos estavam a "dar horas". Fomos a um restaurante perto da Rua
Afonso Pena. A Delasnieve Daspet escolheu "Goumet" e eu fiquei por
um enorme bife de boi (em Portugal bife de vaca), com muitas batatas
fritas e salada. E vinho, foi um tinto bem aromático da região do
Sul do Brasil. Enquanto esperávamos pela refeição e durante esta,
foi um regalo ouvir a nossa entrevistada falar ardorosamente e com
muito amor de sua terra: -
"Como é bom em Campo Grande, no Estado de Mato Grosso do Sul,
Brasil, o mais belo pedaço do planeta !!! Aqui, não tem como se
falar apenas de Campo Grande, mas do Estado, como um todo. é o que
tentarei a seguir:
A Capital do Estado de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, teve sua
origem no antigo arraial de Santo Antônio de Campo Grande. A cidade,
carinhosamente chamada MORENA pela cor vermelha de sua terra, foi
fundada em 1869, mas começou mesmo a ser povoada em 1875.
Buscando as "vacarias", uma comitiva de mineiros chegou à região
chefiada pelo fundador, José Antônio Pereira que, deslumbrado com a
planície, exclamou: "Isto é um campo grande!". Surgiu a vila com
este nome, hoje uma próspera cidade, com ruas e avenidas amplas e
bem arborizadas, que tem muito a oferecer aos seus visitantes. O
respeito ao verde e à arborização é uma característica de Campo
Grande, tanto que o próprio Centro Político-Administrativo do Estado
está situado dentro de um bosque - o Parque dos Poderes -, cujas
características urbanas e arquitetônicas são dignas de nota.
Campo Grande reflete traços culturais singulares devido a herança
deixada pelos índios e diversas raças, como a européia, sírio-libanesa,
japonesa, paraguaia, boliviana e pelos migrantes oriundos de outros
Estados que aqui se radicaram. É considerado o mais importante
centro catalizador de toda a atividade econômica e social do Estado,
posicionando-se como o de maior expressão e importância cultural.
Oferecendo uma estrutura turística com hotéis, bares, restaurantes e
similares, equipamentos de lazer rural e urbano, a capital Morena,
está fadada a ser um polo turístico cosmopolita, sem perder suas
raízes rurais que lhe dão um charme irresistível e uma cultura
peculiar
Mas história do meu estado, de minha cidade e do Pantanal é mais
para ser vista, assim coração e alma ficam cativos ad eternum pelas
beleza que sempre canto. Tentarei, em rápidas ( não creias nisso! )
- palavras falar do MAto Grosso do Sul e de sua importãncia para o
cenário mundial.
Estado Brasileiro localizado ao sul da região Centro-Oeste. Tem como
limites: Mato Grosso (N); Goiás, Minas Gerais (NE); São Paulo (L);
Paraná (SE); Paraguai (S e SO); Bolívia (O). Ocupa uma área de
358.158,7km2. A capital é Campo Grande.
O Pantanal cobre o extremo oeste do Estado; as planícies, o
noroeste; e os planaltos
com as escarpas das serras do Bodoquena, o leste. Paraguai, Paraná,
Paranaíba,
Miranda, Aquidauana, Taquiri, Negro, Apa e Correntes são os rios
principais.
A economia se baseia na agricultura (soja, milho, algodão, arroz,
cana-de-açúcar); na pecuária e criação; na mineração (ferro,
manganês, calcário); e na indústria (alimentícia, de cimento, de
mineração). O povoamento das terras começou na década de 1830. Em
1º de outubro de 1977, o Mato Grosso do Sul foi desmembrado,
transformando-se em Estado em 1º de janeiro de 1979.
No pantanal encontrarás - a exuberância das aves em geral,
encontradas por toda parte sempre em bandos numerosos, nas baías e
corixos, nos ninhais ou em grandes armações de vôo.
Para se falar da culinária pantaneira é preciso lembrar da formação
histórica do estado períodos distintos e inconfundíveis. Um quando
por falta de ligação interna e terrestre com as outras cidades
brasileiras, vivia isolada , sob a influência dos países de língua
platina. Outro depois que se estabeleceram comunicações rápidas e
aéreas e ferroviária com São Paulo e Rio de Janeiro. Nesse período o
rio Paraguai perde sua hegemonia como meio de transporte de carga e
passageiro.
Turismo ecológico - Ecoturismo é um segmento da atividade turística
que utiliza de forma sustentável patrimônio natural e cultural,
incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência
ambientalista através da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar
das populações envolvidas. Mas, ecototurismo, pode ser, também
compreendido popularmente como turismo "natural" indo além da
simples observação, propiciando ao viajante um entendimento
ecológico do meio ambiente natural.
Quanto a fauna - o Pantanal é especialmente notável pela abundância,
ela é exuberante e riquíssima, tanto a aquática quanto a alada,
sendo, segundo alguns cientistas, o bioma brasileiro onde a
concentração faunística atingiu sua maior expressão, com fantástica
quantidade de indivíduos de numerosas espécies, em especial a
avifauna aquática, que são as mais adaptadas as condições climáticas
da região.
Quantoa geologia - temos que a complexidade das condições
ambientais e a conseqüente variedade de vegetação chegam a
justificar a designação atribuída à região de Complexo do Pantanal.
Na variedade dos tipos de vegetação, multiplicam-se nichos
ecológicos, que condicionam cada qual uma fauna e flora específica,
e existem áreas bastante diversificadas cobertas por vegetação
variada em que se alternam plantas sabedoria que o contato direto e
contínuo com a natureza proporciona aos habitantes da região.
Mato Grosso do Sul, tendo seu território percorrido pelas correntes
migratórias espanholas e portuguesas desde 1524 e, depois de
oficializada a posse pela coroa portuguesa, sua situação geográfica
de proximidade com as fronteiras do Paraguai e da Bolívia, oferece
características histórico-culturais diferenciadas das demais regiões
do país. Grande parte da superfície desse Estado é considerada a
maior área inundável do continente americano - o Pantanal. Seus
habitantes são pessoas simples e guardam em suas memórias, histórias
que contam como se formou essa parte do continente, considerando que
ali existia, há muitos anos, o mar de Xaraés.
O Pantanal constitui extensa área plana, com altitudes que variam de
80 a 150 m acima do nível do mar, circundada por planaltos
escarpados, situada no centro da América do Sul. A planície
pantaneira apresenta área aproximada de 140.00 km quadrados, que
equivale uma vez e meia o tamanho de Portugal. A principal
característica desta região é a de estar sujeita a inundações
periódicas. Isto ocorre porque, de norte para sul , o Rio Paraguai,
que constitui o principal escoadouro e regulador das cheias, tem
declividade praticamente inexpressiva - em média de 1 cm para cada
quilômetro - o que dificulta o escoamento das águas.Além da baixa
declividade, no extremo sul do Pantanal, nas proximidades de Porto
Murtinho, existe uma barragem natural, conhecida como Fecho dos
Morros, o que também contribui para o represamento das águas.
Fauna - o Pantanal é refúgio para uma grande variedade de répteis e
mamíferos, destacando-se um grande número de animais constantes da
listagem da Fauna Brasileira ameaçada de extinção, elaborada pelo
IBDF.
Quanto aos répteis - temos uma população enorme. Fazenda de jacarés
- para venda de carne e couro - industrialmente, e, vários outros
animais.
Rios - temos, em Mato Grosso do Sul - uma das maiores reservas de
agua doce do mundo. Vários são os nossos rios, entre os quais, o
Paraguai é o principal rio do Pantanal, que praticamente serpenteia
toda a região, por ocasião das chuvas em suas cabeceiras, e em toda
a sua extensão, como também em seus tributários, costuma subir. Isso
acontece praticamente todos os anos, na temporada dos aguaceiros. É
por esse motivo que a região se tornou um criadouro de peixes
natural.
Quanto aos habitantes - o homem pantaneiro que há mais de duzentos
anos habita o Pantanal aprendeu a conviver, em harmonia com o "seu
mundo "inundado, úmido ou seco".
Quando se fala de cultura pantaneira, não se pode deixar de
mencionar além do ambiente natural em que vive, a diferença entre o
pantaneiro, o peão e o fazendeiro, todos interligados e chegando
mesmo a confundir-se, nos costumes hábitos e crenças
No meu Estado - somos perfeitamente integrados, vivendo numa região
permanentemente em evolução, dominado por uma mistura de vegetais,
animais e de comunidades.
E diga-se - VIVEMOS FELIZES, pois o nível de vida aqui – está entre
os melhores do Brasil !"
Quando saímos do restaurante, fomos para uma esplanada ali perto,
onde continuámos a entrevista: -
Carlos: - Delasnieve, qual a sua melhor qualidade, e, o seu maior
defeito ?: -
Delas: - Qualidade, sou parceira, amiga, sei ouvir; defeito … bem,
defeito, tenho memória de elefante – jamais esqueço … amorteço,
deixo em cinzas … mas não olvido.
Carlos: - Para si, a Cultura será uma botija de oxigénio ?: -
Delas: - Sim. Ela se faz necessária para que todos possam buscar a
melhoria que almejam para si e para outrem. Com a cultura chega a
liberdade e o direito de escolha. De acertar ou de errar.
Carlos: - O filme comercial que mais gostou ?: -
Delas: - "Assim Caminha a Humanidade" – de Blade Runner.
Carlos: - Música e autores preferidos ?: -
Delas: - Gosto de música clássica. As árias de Puccini. Aída de
Verdi. Ave Verum de Mozart, bem como as Sonatas para Piano, -
Serenata de Schubert, Villa Lobos, Carlos Gomes, os Noturnos de
Choppin, Minuetos de Bach, e da atualidade aprecio o Almir Satter,
violeiro daqui de Mato Grosso do Sul, Osvaldo Montenegro em Agonia;
Roberto Carlos em Outra vez... a lista é interminável...
Carlos: - Que livro anda a Delasnieve a ler ?: -
Delas: - Apologia de Sócrates - Banquete - Platão.- O Conto da Ilha
Desconhecida - José Saramago - e Von Ihering - A Luta pelo Direito
Carlos: - Autores e livros preferidos ?: -
Delas: - - Li todos os clássicos. Os ditos malditos dos anos 68/75.
Mas sempre fui totalmente apaixonada por Álvares de Azevedo, na
poesia. Mas, gosto de Shakespeare; Mario Vargas Llosa; Machado de
Assis; Mario de Andrade; Freud; Dalton Trevisan; Borges; Neruda,
tem tanto etcétera que melhor parar por aqui. Estou lendo - neste
momento três livros - quando me canso de um - vou ao outro - e assim,
sucessivamente - ate que findem. Mas estou a ler: Apologia de
Sócrates - Banquete - Platão.- O Conto da Ilha Desconhecida - José
Saramago - e Von Ihering - A Luta pelo Direito.
Carlos: - Sua obra literária ?: -
Delas: - - Por Um Minuto ou Para Sempre
- Tertulia na Primavera - Vol II
- Tertúlia na Era de Aquário - Vol. I
- Poesia Só Poesia - coletânea
- Tempo de Poesia - coletânea
- Revista Jurídica do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do
Sul
- Seleção de Poetas Notívagos - 2001 - Coletânea
- Conceição do Almeida - Memórias
No prelo: EM PRETO E BRANCO
Aproveito para recomendar aos leitores as minhas Home Pages: -
www.delasnievedaspet.com.br )
www.pantanalms.tur.br ( referendado pela UNESCO
www.lunaeamigos.com.br ( referendado pela UNESCO
Carlos: - Antes de falar das Tertúlias do Portal Poético Luna &
Amigos, diga-me por favor: Que vício gostaria de não ter ?: -
Delas: - O de falar na " lata " o que acho das coisas... ou das
pessoas.. ou do que sinto... geralmente, acabo com gosto amargo...
Carlos: - Então agora, vamos falar do Portal Poético Luna & Amigos e
na Tertúlia Pantaneira ?:
Delas: - Veja, Carlos - fundei o Luna&Amigos - o Portal Poético -
há 5 anos. Aí, criei os sites. Virtualmente tudo corria muito bem. O
grupo crescia e consolidava-se... mas ainda faltava-lhe algo.
Faltava uma reunião literária. Daí em 2003, no mês de janeiro -
fizemos a nossa primeira reunião - foi em S. Paulo - no Flat,
apropriadamente, chamado de Flat Poeta Drumond. Acorreram ao evento
35 poetas do Luna´s.
Marcamos o segundo, também em S. Paulo - desta vez no Bourboun Hotel
- no mês de outubro de 2004, participaram do encontro 53 amigos.
Aí - marcamos que a III Tertúlia - a chamada " PANTANEIRA" seria
realizada na terra de sua idealizadora, ou seja na minha amada
Cidade Morena, de quem sou filha adotiva.
Montamos todo o projeto e fomos atrás de parcerias. Conseguimos
apoio irrestrito da Secretaria de Estado de Cultura, da Prefeitura
Municipal, da UNIDERP - Universidade para o Desenvolvimento da
Região do Pantanal ( hoje, entre as 10 ( DEZ ) maiores universidades
do Brasil, no último levantamento do MEC ), da OAB/MS - Ordem dos
Advogados do Brasil, da ESA/MS - Escola Superior de Advocacia, do
Fórum de Cultura/MS, da FALA-MS Federação das Academias de Letras e
Artes/MS, e, de empresas tantas - que estamos com expectativas de
que será um sucesso! Teremos várias palestras - visitas -
discussões - encontros - momentos de música, de performances
poéticas, de artes cênicas, lançamentos de livros, e muito papos,
viola e violão.... e as conclusões, no Varal Poético. E sairemos, no
final, voando em V - como os gansos - fortalecendo e fortalecidos -
pela camaradagem e amizade que cultuaremos em torno, por e pela
poesia. Já estão confirmados escritores do Rio de Janeiro - de
Brasília - de São Paulo - de Goiás - da Bahia - do Paraná - de Mato
Grosso - Espírito Santo - Minas Gerais - e... quem sabe de
Portugal?!
Talvez - pela distância, pelos custos financeiros, e pelo momento
politico que atravessamos - não tenhamos uma afluência maior - mas é
certo que os que vierem serão bem recebidos e terão excelentes
momentos de amizade, estudos, parcerias.
Venha Carlos, ainda dá tempo!!!! Sei que te encantarás com meu amado
torrão natal!
E assim falámos de:
Delasnieve Miranda Daspet de Souza
Nascida a 12 de Setembro de 1950
Advogada há exactamente 30 anos. Actualmente, preside à Comissão das
Prerrogativas do Advogado – da CDA / OAB / MS
Carta nº . XIII - ( da Série Carta ao Amor ) - Delasnieve Daspet
Caro Mio,
Falarei de algo que conheces bem.
Sim, és perito em julgar.
Divides. Fatias, Cortas.
Depois de tudo pronto - tua fala é única.
Não existe espaço para a dúvida.
Não entendo - não entendo!
Eu não tenho nenhuma certeza... aliás, minha única certeza é a
certeza do nada.
Na infinitude do tempo, sou um pingo, alhures, sem eira, nem beira.
Mas sempre me espanto com as tuas certezas. É preto ou branco.
Nunca cinza.
Sou mais essa massa disforme, sem certeza, que se molda ao sabor das
tempestades!
Ainda assim, quero debater contigo, neste monólogo, a idéia de até
onde vai a capacidade de julgar os fatos e as pessoas sem ter
certeza do que antes aconteceu.
Aliás, penso, sem qualquer humildade, que julgar coisas e deduzir
apressadamente qualquer ou uma causa específica é uma falácia da
petição de Principio, que chamam de Preconceito.
Não tenho certeza nem se existo, se amo, se me amam, se estou
pendurada no espaço, se sou nova ou já envelhecida, pele lisa,
enrugada, encarquilhada pelos ventos da vida....
Por isso e, por tudo, meu canto quase sempre é poente, pois o final
é também o principio.
Ou não ? Tenho fé, crendice ou superstição?
Ouve-me, não sou dona da verdade, pois nem sei de mim.. Lembro,
apenas, que o sol nasce envolto em lindos aromas todas as manhãs e a
noite adormece no canto lunar.
" Ad Hominem" - nada provas com teus adjetivos desqualificativos,
com tuas sentenças que denigrem.. apenas demonstras que estas aquém,
muito aquém, do progresso que todos temos direito - e que nos é
reservado no momento sagrado da fecundação.
Todos temos capacidade de mudar, de criar, de errar, de perder ou de
ganhar, de crescer ou não. Todos temos defeitos, alguns de nós nem
imaginamos tê-los até que somos confrontados com os mesmos.
Olhe-se e olhe-me. Olhemo-nos, as vezes por meios estranhos
descobrimos verdades tão arraigadas como o sol e a lua que irradiam
luz, vida, ar.
Lembro-te que o azul, predomina sempre, nas cores que se misturam
na difusa luz da tarde.
Olhe-me com olhar encantado, imagine-me andando na melodia dos
sonhos, invadindo teu prazer, te possuindo, na doce sedução do que
nos une.
Não julgue, não prejulgue, entregue-se aos raios que te afagam na
última linha do horizonte, onde me encontro.
Procure-me, sonho tão sonhado que já se encontra aviltado, pela
ausência que tumultua o silêncio presente!
Em Campo Grande, 14 de agosto de 2005.
Delasnieve Miranda Daspet de Souza