Distrito de Faro (Algarve)

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro

 

 

Concelhos de: Albufeira, Alcoutim, Aljezur, Castro Marim, Faro (capital e concelho),

Lagoa, Lagos, Loulé, Monchique, Olhão, Portimão, São Brás de Alportel, Silves,

Tavira, Vila do Bispo, Vila Real de Santo António.

 

 

 

 

O Distrito de Faro, limita a norte com o Distrito de Beja, a leste com a Espanha, e a sul e a oeste com o Oceano Atlântico. Área: 4960 km². Capital de distrito: Faro.

 

Apontamento do ano de 1900 (Jornal do Comércio):

“Distrito de Faro, formado pela antiga província do Algarve. Superfície 5.018,90 Km2; compreende 15 concelhos e 67 freguesias. Terras mais importantes: Faro, Tavira, Lagos, Silves, Olhão. Serras principais: Monchique, Fóia, Espinhaço de Cão. É banhado pelos rios: Guadiana, Odeceixe, Odelouca, Aljuzur, Bensafrim. Cabos: São Vicente e de Santa Maria. Baías: Sagres e Lagos. Matas de castanheiros, sobreiros e amendoeiras, na zona da serra; figueiras e amendoeiras no zona litoral. Pesca: atum e sardinha. Clima delicioso.

 

 

 

 

 

 

 

Faro – (Capital e Concelho do Distrito de Faro)

 

 

 

Existem várias opiniões sobre a origem do seu nome. Vamos aqui apresentar algumas:
“Dizem alguns escritores que o seu primeiro nome foi “PHARO” (Faro), por causa dum farol que os seus fundadores aqui edificaram, para guia dos navegantes. É certo que faro, fano e fanal é de origem grega...
Dizem outros que, tendo-se com o andar dos tempos desenvolvido a navegação e o comércio nestas paragens, se edificou aqui um farol para governo dos navegantes, e que à povoação se principiou a chamar Vila de Faro (Farol).
Ainda outros, porém, que não querendo os mouros estar pelo nome que os cristão impuseram à povoação (Santa Maria), lhe deram o nome de Faraon, que significa “povoação de cavaleiros”, lhe deram o nome de Faraon, que significa “povoação dos cavaleiros”, porque farás significa o cavalo e fares o cavaleiros.”. (Dr. Pinho Leal - 1874).
“O nome da cidade de Faro proveio, segundo o arabista David Lopes e o filólogo José Joaquim Nunes, do nome de um príncipe mouro chamado Hárune.
O “h” árabe passou a “f”. O mesmo sucedeu, por exemplo em Mafoma, cuja variante está citado no Dicionário de Dificuldades.
Hárune deu Faro, porque além da mudança do “h” em “f”, a parte final é facilmente explicável por uma passagem de “rune” em “rom”, “rão” e “ro”. Hárune – Fárom – Fárão – Faro.
A ideia de prender FARO a farol ou facho chamado faro não tem fundamento, em virtude das formas antigas Faaron, etc., que postulam o tal nome mouresco de Hárum, príncipe farense.”. (Prof. Dr. Vasco Botelho do Amaral).
Apontamento de 1900 recolhido do “Jornal do Comércio”:
“Faro é cidade capital de distrito e cabeça de concelho, com 11.835 habitantes e é servida pelo caminho de ferro Sul e Sueste. É cidade muito antiga; as grandes ruínas de Estoy ficam muito próximas. Os arredores da cidade são muito cultivados e produzem abundantes frutos e legumes. Grande indústria de pesca do atum. O concelho tem 6 freguesias e 34.270 habitantes.
Distrito de Faro
“O distrito de faro tem uma superfície de 5.018,9 Km2, e 15 concelhos: Albufeira, Alcoutim, aljezur, Castro Marim, Faro, Lagoa, Lagos, Loulé, Monchique, Olhão, Silves, Tavira, Vila do Bispo, Vila Nova de Portimão, Vila real de Santo António. É banhado pelos rios Guadiana, Odeceixe, Odelouca, Aljuzur, Bensafrim. Serras principais são as de Monchique, de Fóia e Espinhaço de Cão. Os cabos de mar principais são: São Vicente e o de Santa Maria. As baías são: de Sagres e de Lagos. Tem grandes matas de castanheiros, sobreiros e alfarrobeiras, na zona serrana; figueiras e amendoeiras mais junto ao litoral. Tem belíssimas praias e uma clima sempre ameno.”.
O desenvolvimento de Faro deve ter-se processado em virtude da decadência da antiga cidade de Ossónoba, que se erguia nas proximidades.
No século Xl Ossónoba passou a ser denominada Hárune, de onde derivou o nome Faro.
Foi conquistada em 1249 por D. Afonso lll e recebeu seu primeiro foral em 1266.
Gozando ao longo dos séculos da protecção real, foi elevada a cidade por D. João lll em 1540. Na época da deminação espanhola. Faro foi assaltada e devastada pelas tropas do conde de Essex, no regresso da expedição a Cádis.
Todas as bibliotecas e cartórios foram queimados, destruindo-se assim importantes documentos ilustrativos da história da cidade. Dos monumentos apenas escaparam ao saque as Igrejas da Misericórdia e de São Pedro.
Foi das primeiras cidades, senão a primeira, a possuir uma tipografia, tendo sido aqui impresso, em 1487, o mais antigo incunábulo português.
Uma imagem de Nossa Senhora da Conceição sobre a muralha é o brasão da cidade capital do Algarve. Diz a lenda que, ao tomarem posse da aldeia de pescadores erguida na margem da ria Formosa, os Árabes teriam encontrado uma imagem da Virgem que arremessaram ao mar. Como por castigo divino, as águas deixaram de dar peixes, anteriormente tão abundantes. Recuperada a imagem e restituídas as antigas honras, a pesca voltou.
Foi esta a imagem respeitada pelos senhores da praça durante o seu domínio, a ponto de a aldeia passar a ser conhecida por Santa Maria, distinguindo-se de outras povoações do mesmo nome por determinativos geográficos (de Garde ou do Ocidente) ou epónimos (de Ibn Harum). De facto, em certo momento da sua história, foi senhor de Faro Mohamed Bem Said Bem Harum.
Porto importante no tempo dos árabes, foi-se a povoação desenvolvendo dentro dos seus muros, numa zona hoje ainda bem delimitada a que os farenses chamam Vila-a-Dentro. Para lá se entrar, era necessário franquear as poucas portas de que dispunha e que, sem grande alteração, correspondem às que hoje existem.
Da porta virada ao mar, coincidente ou não com a Porta das Festas, pouco se sabe. Parece ter sido destruída devido à construção de uma antiga fábrica de cerveja. A porta nova que hoje existe é a mais recente de todas e realmente não passa s de uma abertura na muralha. O mesmo não sucede com a Porta do Repouso, cheia de tradições e em restauro.
Uma terceira porta situava-se virada a norte, no local onde se encontra actualmente o Arco da Vila, talvez o mais conhecido monumento de Faro. Erguido por D. Francisco Gomes, encerra o arco vestígios da antiga porta medieval e dele partem ruas que coincidem com as mais antigas vias de circulação de Vila-a-Dentro.
Uma lenda pretende que teria existido uma Quarta porta, a Porta da Traição, por onde uma moura teria facilitado a entrada aos cristãos. A porta abrir-se-ia na muralha sobre a ria, em orientação simétrica ao Arco do Repouso.
Em pleno centro da velha vila, o Largo da Sé é um dos mais belos conjuntos arquitectónicos de todo o Algarve. Vem a propósito referir um acontecimento infeliz ligado à história de Faro e à Diocese do Algarve.
Foi no reinado de D. Sebastião, que D. Jerónimo Osório, bispo de Silves, conseguiu que a sede do diocese fosse transferida para Faro (cidade há menos de 40 anos). Já antes houvera uma tentativa abortada de transferência para Portimão. Sediada em Faro, embora com o título de Bispado do Algarve, que ainda hoje conserva, procuraram os prelados ilustrar a nova capital episcopal e muniram-na de uma importante biblioteca. Além do primeiro bispo, também D. Francisco Mascarenhas a dotou de novas espécies, adquirindo inúmeras obras.
Perdida a Independência em 1580, foram Portugal e sua colónias objecto de cobiça de todos os inimigos de Espanha. Não admira, pois, que em 1596, Faro fosse assediada pelos soldados ingleses do conde de Essex, que, ao encontrarem a cidade abandonada pelos seus apavorados habitantes, se entregaram a verdadeiros actos de pirataria, destruindo ou roubando tudo o que viam.
Entre os bens arrebatados, conta-se toda a biblioteca do paço, que o conde-corsário resolveu oferecer a um dos seus amigos e que hoje constitui a Biblioteca Bodleyana, em Oxford.
VILA ROMANA DE MILREU
A cerca de 10 Km de Faro, numa entrada que liga esta cidade a São Brás de Alportel, perto de Estói, fica situada a Vila Romana de Milreu..
O templo muito bem conservado, foi construído no século lV depois de Cristo e consagrado a divindades aquáticas, mas cristianizado no mesmo século, tendo-lhe sido acrescentado o baptistério.
De cela quadrada e abside, rodeado por uma bela colunata coríntia com cancelas de mármore nos intercolúnios, erguia-se sobre um embasamento revestido de mosaico com configurações de peixes.
Da casa de habitação do proprietário da vila, que está apenas parcialmente escavada, são visíveis várias dependências em torno de um peristilo (pátio com colunas) e umas termas com vestiário frigidário (duas banheiras, uma circular e outra quadrangular), tepidário e caldário.
Neste local foram encontrados os bustos de Agripina e Adriano, actualmente no Museu do Infante D. Henrique, de Faro, e o de Galieno, que se guarda no Museu de Lagos.
INFANTE D. HENRIQUE
O chamado “pai” das Descobertas ficará para sempre ligado ao Algarve, nomeadamente a Sagres.
Henrique, o Navegador, primeiro Duque de Viseu, ilustre infante da Ínclita Geração, era filho de D. João l e de D. Filipa de Lencastre.
Nasceu no Porto no ano de 1394, tornou-se num dos nomes mais ilustres da nossa História. Homem de exemplares virtudes, de “grande conselho e autoridade”, ligou-se desde muito cedo ao movimento expansionista de Portugal, tendo tomado parte na conquista do porto marroquino de Ceuta.
 

De regresso a Portugal, estabeleceu-se na vila de Sagres (Algarve), de onde empreenderia um conjunto de acções determinantes para o sucesso da expansão portuguesa.

 

Faro
http://www.visitalgarve.pt/visitalgarve/vPT/DescubraARegiao/Concelhos/Faro
A área lagunar da Ria Formosa atraiu a presença humana desde o Paleolítico até ao final da pré-história. Nesse espaço surge uma cidade – Ossonoba –, centro urbano importante durante o período de ocupação romana que, de acordo com os estudiosos, foi a origem da actual cidade de Faro.
Sede de bispado a partir do séc. III e durante o período visigótico, Ossonoba mantém com o domínio árabe, iniciado no séc. VIII, a sua posição da mais importante localidade do extremo sudoeste da península.
Capital de um efémero principado independente no séc. IX, a cidade é fortificada com uma cintura de muralhas e o nome de Ossonoba começa a ser substituído pelo de Santa Maria, a que mais tarde se junta a designação de Hárune, que deu origem a Faro. Depois de um período atribulado provocado pela instabilidade político-militar islâmica, Faro é integrada, em 1249, no território português, completando o ciclo de reconquista cristã do espaço geográfico que é hoje Portugal.
Nos séculos seguintes, Faro torna-se uma cidade próspera devido à sua posição geográfica, ao porto seguro, à exploração e comércio de sal e dos produtos agrícolas do interior algarvio, incrementados com os Descobrimentos. Tem, nesse período, uma importante e activa colónia judaica que no final do séc. XV imprime localmente o primeiro livro português.
Reconhecendo o crescimento da cidade, o rei D. Manuel promove, em 1499, uma profunda alteração urbanística com a criação de novos equipamentos - um hospital, a Igreja do Espírito Santo (mais tarde reconstruída e administrada pela Misericórdia), a alfândega, um açougue, etc. - fora das alcaçarias e junto ao litoral.
Em 1540, Faro é elevada a cidade e, em 1577, a sede do bispado do Algarve transferida de Silves. 0 saque e o incêndio, em 1596, pelas tropas inglesas do Conde de Essex, danificaram muralhas e igrejas, empobreceram a cidade.
Os séculos XVII e XVIII são um período de expansão para Faro, cercada por uma nova cintura de muralhas durante o período das Guerras da Restaurarão (1640/1668), que abrangia a área edificada e terrenos de cultura, num vasto semicírculo frente à Ria.
Até finais do séc. XIX, a cidade mantém-se dentro desses limites. 0 seu crescimento gradual sofre um maior ímpeto nas últimas décadas.

 

 

 

 

 

 

Albufeira – (Concelho do Distrito de Faro)

 

 

 

Morreu em Albufeira, no século XVll, o mais conhecido dos filhos de Albufeira. Pregava em japonês este frade agostinho que a Igreja beatificou – Frei Vicente de Santo António. E os albufeirenses, orgulhosos erguem-lhe uma bela estátua na parte mais alta da vila.

Era Albufeira, nesse tempo, uma pacata vila da beira-mar, com as suas ruas estreitas, as suas igrejas de cúpula, a sua curiosa torre do relógio, a sua praia de pescadores. Neste concelho, existem belas grutas, a Ponte Grande, o cerro de Malpique e a Lagem do Cónego; a Cova do Xorino e o Penedo de Peneco – locais dignos de serem visitados.

Origem do nome:

« Do, Domingo Ilustrado – 1897»: - “O nome Albufeira provém-lhe da nominação árabe, porque este povo guerreiro, quando se assenhorou dela em 716, em razão da lagoa próxima ou da vizinhança do oceano, começou a chamar-lhe «Al-Buhar» ou «Albuera», que queria dizer «Castelo do Mar»”.

«Da, Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira»: “Albufeira é nitidamente de origem arábica, ainda hoje existindo o correspondente vocábulo, de uso, pelo menos científico e erudito, “albufeira” (do árabe albuhaira (pequeno porto); e, apesar da situação da vila em rochedo alto – a antiga é a que historicamente interessa – não há dúvida de que a lagoa que o vocábulo indica devia ter existido aqui perto, talvez antiga foz do ribeiro deste nome.

Pinho Leal diz que “os árabes”, ocupando-a em 716, lhe deram o nome de “Albuhera” (…) por causa de uma grande lagoa que ali havia, formada pelas águas que, nos temporais, o oceano arremessava para o interior”.

 

Albufeira

http://www.cm-albufeira.pt/portal_autarquico/albufeira
Desconhecem-se as origens de Albufeira, mas tudo leva a crer que a região já era povoada em tempos pré-históricos e que o local onde hoje se ergue a cidade teria sido, alguns séculos antes da nossa era, uma importante povoação com o seu porto marítimo.
A primitiva povoação foi ocupada pelos Romanos que lhe deram o nome de Baltum. Introduziram uma organização administrativa centralizada e desenvolveram uma intensa actividade agrícola e comercial. Construíram aquedutos, estradas e pontes das quais ainda hoje existem vestígios.
O topónimo Albufeira provem da denominação árabe "Al-buhera" que significa "castelo do mar", razão que poderá estar ligada à proximidade do oceano e/ou da lagoa que se formava na zona baixa da localidade. Os árabes construíram sólidas fortificações defensivas, tornando-a quase inexpugnável, o que até certo ponto não era infundado, porque Albufeira foi uma das praças que os árabes conservaram por mais tempo em seu poder. O desenvolvimento da agricultura foi notável e verificou-se a introdução de novas técnicas e de novas culturas. Os Árabes usavam já a charrua e os adubos, assim como as noras para a elevação de águas nos poços. Introduziram novos sistemas de irrigação nos campos, salientando-se os açudes e levadas, transformando assim zonas incultas em hortas e pomares.
Quando D. Afonso III ocupou o trono, já parte do Algarve tinha caído em poder dos cristãos. Templários e Hospitalários, ordens militares que auxiliaram na Reconquista, salteavam frequentemente as terras que ainda estavam sob domínio Árabe, mas detinham-se sempre diante das fortes muralhas de Albufeira. Somente depois da tomada de Faro é que a situação de Albufeira se tornou insustentável.
Cercada de inimigos por todos os lados, a praça caiu em poder de D.Afonso III, que imediatamente a doou à Ordem de Aviz.
Os mouros foram perseguidos de tal forma, que só escaparam ao furor dos vencedores os que fugiram e se refugiaram numa caverna, denominada Cova do Xorino, situada por baixo das rochas delimitantes da cidade pelo lado sul.
No reinado de D. Manuel I já a vila reconquistara a sua antiga importância, pois este monarca concedeu-lhe foral em 20 de Agosto de1504.
Albufeira foi das cidades algarvias a mais castigada por cataclismos naturais. Mas foi o terramoto e que causou os maiores estragos. O mar invadiu a vila com ondas que atingiram 10m de altura, destruindo quase todos os edifícios, tendo apenas ficado de pé 27 habitações e estas muito arruinadas.
A Igreja Matriz, antiga mesquita árabe adaptada ao culto cristão, onde a população se refugiara, pedindo misericórdia, desabou causando 227 vítimas. Depois deste terramoto continuou todo o Algarve a sofrer abalos violentos até 20 de Agosto do ano seguinte o que não impediu que se iniciassem de imediato as obras de reconstrução por ordem do Bispo D. Francisco Gomes de Avelar.
Em 1833, durante a guerra civil entre absolutistas e liberais, Albufeira foi cercada e atacada pelos soldados do Remexido: um chefe popular absolutista que danificou profundamente a vila e executou grande número dos seus habitantes.
A partir de meados do século XIX verificou-se um desenvolvimento da economia graças à actividade piscatória.
Nas primeiras décadas do século XX registou-se um aumento acentuado da exportação de peixe e de frutos secos. A vila tinha, então, cinco fábricas que empregavam 700 a 800 pessoas, sobretudo mulheres de pescadores.
De 1930 a 1960 registaram-se tempos de decadência, as armações de pesca arruinaram-se, as fábricas fecharam, as embarcações desapareceram e muitas casas foram abandonadas. A população ficou reduzida a metade e a pesca tornou-se novamente numa actividade de subsistência.
No início da década de 60, assistiu-se ao nascimento do fenómeno turístico, Albufeira foi procurada por turistas nacionais, mas foi sobretudo com os ingleses que prosperou.
Na década de 80, verificou-se um enorme surto urbanístico, tendo a cidade crescido para nascente, local para onde se transferiu a maior parte dos serviços administrativos, incluindo a Câmara Municipal.

 

 

 

 

 

 

Alcoutim – (Concelho do Distrito de Faro)

 

 

Povoação muito antiga, aqui se ajustaram as pazes entre D. Fernando de Portugal e Henrique ll de Castela, em 1371.

A segunda das três Leonores de D. Fernando “O Formoso”, foi-lhe prometida nesta praça em 1371. Pazes que se fizeram, novos problemas que se criaram … o Castelo, testemunho do tratado, está hoje em triste estado. A guarda da fronteira, a força portuguesa em frente de San Lúcar, não é mais do que um símbolo.

Origem do nome:

«Do, Arquivo Histórico de Portugal – 1897»: “O que é indubitável é que em eras remotas se chamava “Alcoutinium”, o que prova que já existia no tempo do povo-rei. É tradição que os árabes a denomiravam “Alcatiã”, em português “alcateia”, que significava – manada ou rebanho de gado. Também se traduz por “alcareia de lobos”, devido talvez à existência desses animais carnívoros na serra, que lhe fica próxima”.

 

Alcoutim
http://www.visitalgarve.pt/visitalgarve/vPT/DescubraARegiao/Concelhos/Alcoutim
Menires e antas testemunham a presença humana no final do neolítico e início do calcolítico (cerca de 4.000 a.C.), no âmbito da cultura megalítica que abrangeu todo o território português.
São, porém, as jazidas de cobre, ferro e manganês que atraem os homens desde 2.500 a.C. até ao período da ocupação romana, levando à escavação de várias minas e à fundição local dos minérios, que eram transportados Guadiana abaixo até ao Mediterrâneo e, mais tarde, ao vasto espaço do Império.
A ocupação humana manteve-se durante o domínio visigótico e muçulmano (sécs. V a XIII), muitas vezes nos mesmos locais, dando origem, após a reconquista cristã, a algumas das actuais povoações do concelho de Alcoutim.
A fundação de Alcoutim está, presumivelmente, associada ao facto de se situar no local até onde se fazem sentir as marés do Guadiana, que obrigavam os barcos que faziam o tráfego dos metais e outros produtos a aguardar durante horas as condições propícias à descida do rio. Facto que exigiu, necessariamente, a existência de estruturas de apoio e de defesa.
Conquistada no reinado de D. Sancho II, em 1240, a vila de Alcoutim só é repovoada pelo rei D. Dinis, que em 1304 lhe concede foral e, atendendo à sua posição estratégica em relação ao vizinho reino de Castela, faz a sua doação à Ordem Militar de Sant’Iago.
Aquando das guerras que, no séc. XIV, opuseram Portugal e Castela, foi celebrado no meio do rio, frente a Alcoutim, um tratado de paz entre os reis D. Fernando I e D. Henrique.
Seguem-se séculos de tranquilidade, interrompidos apenas pela Guerra da Restauração (1640/1668) e, na primeira metade do séc. XIX, pelas lutas entre liberais e defensores da monarquia absolutista, em que se destaca o destemido guerrilheiro Remexido, que ocultava as suas forças nas serranias de Alcoutim e noutros concelhos.
A queda da exploração mineira, uma agricultura tornada difícil pelos solos pobres, a distância em relação ao litoral e a perda de importância do rio Guadiana como via de transporte conduziram Alcoutim e o seu concelho a um longo período de estagnação económica, progressivamente alterada nas últimas décadas.

 

 

 

 

 

 

Aljezur – (Concelho do Distrito de Faro)

 

 

 

 

 

Povoação fundada pelos árabes, foi conquistada em 1246, pelo mestre de Sant’Iago, D. Pedro Peres Correia. Teve foral de D. Dinis em 1280 e foral novo concedido por D. Manuel l, em 1504.

Da velha aldeia das pontes, significado do seu nome árabe, pouco ou nada resta hoje. O Castelo octogonal não é mais do que uma ruína, mas com magnífica vista panorâmica.

Origem do nome:

«Dr. José Pedro Machado em “Influência Arábica no Vocabulário Português – 1958”: “Por tudo isto, prefiro fazer derivar este topónimo Aljezur do plural daquele mesmo vocábulo al-juzur, isto é, “as ilhas”, que existe do lado de al-jazair. …

Apesar de hoje esta povoação se encontrar bem no interior das terras, longe da costa, aquela etimologia não deve por isso repugnar, pois Aljezur “parece que foi porto de mar em tempos remotos, porque além da tradição, no Tombo das terras do concelho, feito em 1684, se lê ter ele ali “um lizeirão de terra, isto é, no combro do rio, ou esteiro, onde antigamente era o desembarcadouro …”, segundo Américo Costa no Dicionário Corográfico (1, p.691)”.

«Da, Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira»: “Acerca da etimologia de Aljezur, o nosso mais ilustre arabista, Sr. Prof. David Lopes, discutindo magistralmente a proposta do Sr. Dr. Seybold, professor da Universidade de Tubinga, que apresenta para o étimo de Aljezur a palavra árabe Aljecur, plural de Aljiçr, que significa como Alcântara, a ponte, acrescenta: “Um documento de 1267 (Cartas de D. Afonso de Castela que manda entregar ao rei de Portugal vários castelos do Algarve) dá a forma aliaçur, mas esta carta está em castelhano onde o “z” é representado por “ç” – exemplo: Algeciras, de Algezira, em português Algeziras. Logo a seguir um documento de 1272 em português, dá Aliazur (Aljazur), assim como todos os documentos posteriores.

Assim, pois, a forma Aljeçur não podia dar Aljezur; a isso se opõem as leis fonéticas da transformação do árabe em português. Pelo contrário, a forma Algezira dá conta do “z” e tem uma contraprova no espanhol Algeciras comparada com a primeira Aljezur, Aliaçur, citada acima”.

 

Aljezur

 

http://www.regiao-sul.pt/algarve/aljezur/index.htm
Em pleno coração do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, mais precisamente na Costa Vicentina, situa-se o concelho de Aljezur.
A vila de Aljezur foi fundada no século X pelos Árabes, que permaneceram longo tempo na região, deixando costumes e tradições que se mantiveram após a conquista Cristã e que chegaram aos nossos dias.
Aljezur foi tomada aos mouros em 1249, no reinado de D. Afonso III pelo Mestre da Ordem de Santiago, D. Paio Peres Correia, e a ocupação diz-se que contou com a "intervenção" de Nossa Senhora da Alva, a actual Padroeira de Aljezur. 
Em 12 de Novembro de 1280, D. Dinis atribuiu a Aljezur a primeira Carta de Foral concedida a uma terra algarvia e em 1 de Junho de 1504 e D. Manuel reformou aquela Carta Diplomática concedendo novo Foral à "honrada Aljezur".
No século XVII foi mandado construir o Forte da Arrifana, edificado em 1635 e reedificado em 1670, fortificação que tinha como principal função proteger uma armação de pesca que, já em 1516, existia no local. 
O concelho de Aljezur caracteriza-se por uma ocupação humana dedicada à agricultura tradicional, sustentada numa relação de equilíbrio entre o Homem e a Natureza - com pinhais de contenção das areias dunares  junto às falésias, protegendo ainda os campos de cultivo dos fortes ventos de noroeste. Culturas de excelência como a da batata-doce e, mais recentemente, a do amendoim são características nesta região. O pastoreio de gado bovino é outra característica local.
O Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, criado em 1995, situa-se entre a Ribeira da Junqueira em São Torpes (concelho de Sines) e o Burgau (concelho de Vila do Bispo), passando pelos concelhos de Odemira e Aljezur numa área aproximada de 74.736 hectares, mais uma faixa costeira submarina de dois quilómetros de largura. A sua riqueza reparte-se entre a fauna e a flora, as actividades agrícolas e o património classificado - arqueológico, geológico e histórico.
Ao longo da paisagem dominam as falésias, as areias e os sistemas dunares.
De acessos difíceis, águas frias, areias límpidas, piscinas naturais encastradas nos rochedos que entram mar adentro, constituem um dos maiores atractivos naturais. A zona é propícia à prática de surf e também muito preferida para a pesca à linha.
Além do peixe, o marisco assume uma grande importância económica nesta região, designadamente com os muito apreciados perceves. O concelho de Aljezur, é rico em sargos, douradas, robalos e marisco (desde os ouriços às lapas, ou ao mexilhão). 
A gastronomia local baseia-se no arroz de marisco, arroz de mexilhão, percebes, sargos, robalos ou douradas cozidos ou grelhados e na feijoada de búzios ou na morcela frita, entre outros. Nas sobremesas, pastéis ou bolos de batata-doce e fritos.
O mel é um produto também muito procurado, tal como acontece com o amendoim, este último cultivado sobretudo na freguesia do Rogil, em terrenos arenosos.
Website da Câmara de Aljezur:
www.cm-aljezur.pt

 

 

 

 

 

 

Castro Marim – (Concelho do Distrito de Faro) 

 

 

 

 

 

De origem muito antiga, o seu povoamento foi iniciado por D. Afonso lll, que lhe concedeu foral, confirmado por D. Dinis em 1282 e renovado por D. Manuel 1, em 1504.

A mui honrada e notável vila de Castro Marim eleva-se sobre os sapais que quase a envolvem e impõe-se ao viajante a considerável distância.. As duas fortalezas e a Igreja de Nossa Senhora dos Mártires, dão-lhe uma feição característica, única entre as vilas do Sul. Seu velho Castelo foi conquista aos mouros e depois arrasado. À volta das ruínas, o rei D. Afonso lll, mandou edificar o actual castelo, semicircular, de cujas muralhas Pinho Leal dizia que se admira uma paisagem que “não tem superior beleza em todo o reino …”. Dentro do Castelo, ficam as ruínas da Igreja de Sant’Iago, matriz até 1755. Do outro lado da vila, o Forte de São Sebastião, erguido por D. João lV, importante durante a Restauração, está hoje abandonado.

Origem do nome:

«Xavier Fernandes em Topónimos e Gentílicos (1944)»: “É sabido que o vocábulo Castro é o representante directo do latim castrum, ou seja fortaleza; apenas nome comum na primitiva, passou e empregar-se também como nome próprio, tornando-se vulgar na toponímica. Salvo melhor opinião, julgamos que Marim é o mesmo vocábulo árabe, nome comum, que indica um antigo posto civil ou militar, entre os mouros”.

 

CastroMarim
http://www.algarve-portal.com/pt/cities/castro_marim
As primeiras povoações nesta região, que muito provavelmente concentraram-se sobre o cerro onde encontra-se o actual castelo, remontam aproximadamente 5 000 anos antes de Cristo. Naquela época, Castro Marim estava situada junto ao mar e era possivelmente uma ilha. Por milhares de anos, a localidade serviu de porto para as embarcações que velejavam no rio Guadiana até às minas de ferro e cobre existentes a Norte.
Como os Fenícios, também os Romanos aqui estiveram e construíram uma estrada paralela ao Rio Guadiana, que passava por Alcoutim, Mértola e Beja, e ligava a região à Lisboa.
Durante a ocupação árabe foi edificada uma fortaleza, cujo núcleo deu origem ao actual castelo. Devido à sua localização estratégica junto à fronteira com o Reino de Castela, em Espanha, Castro Marim tornou-se, depois da reconquista pelos cristãos, a sede da Ordem de Cristo. Com a transferência do quartel general desta ordem militar e religiosa para Tomar, Castro Marim perdeu a sua importância e a sua população reduziu-se consideravelmente.
O período de estagnação, originado pelo afastamento do mar e pela consequente perda da sua base económica – a pesca, a produção de sal e a construção de barcos – vem sendo ultrapassado com o recente desenvolvimento do sector turístico na região.

 

Castro Marim
http://www.regiao-sul.pt/algarve/cmarim/index.htm

Castro Marim, localidade de comprovado povoamento remoto, foi ponto de ligação de vias de comunicação romanas e importante centro do domínio árabe. A confirmá-lo, está ainda hoje o Castelo da Vila, que no séc. XIV foi sede da Ordem de Cristo, altura em que foram ampliadas as suas fortificações, sobranceiras ao actual casario branco que hoje caracteriza a Vila, situada à beira do Rio Guadiana.
Durante a época romana, a Vila de Castro Marim - uma das mais antigas do Algarve -  revestiu-se de grande importância pela posição estratégica que ocupava, desfrutando de bons acessos, marítimo e terrestre. Esteve sob domínio muçulmano até 1242, ano em que D. Paio Peres Correia a conquistou, tendo sido alvo de grande desenvolvimento por volta de 1273, por vontade expressa de D. Afonso III, que começou por conceder direitos forais e outras prerrogativas à população.
Através de um passeio pelo concelho de Castro Marim, deparamo-nos com algumas localidades de pequena dimensão, características pelas suas paisagens pitorescas e repousantes. Neste âmbito, Almada d' Ouro, Azinhal e Odeleite são locais de visita obrigatória para qualquer turista que queira "descobrir" este concelho raiano.
Outra visita que se não dispensa é ao Sapal de Castro Marim, uma Reserva Natural onde nidificam inúmeras aves migratórias e onde se pode apreciar a beleza singular da sua fauna e flora.
Visitar Castro Marim é contactar com a história dos nossos antepassados, mas significa também "beber" um pouco das culturas dos povos - Romanos, Celtas e Árabes - que ali se instalaram há muitos, muitos anos.
Da oferta turística de Castro Marim, salientam-se ainda os passeios pelo Rio Guadiana acima, ou as visitas ao interior do concelho, onde o modo de vida da sua acolhedora população se mantém fiel a remotas tradições. Outro motivo de interesse elevado é a Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António, que ocupa uma área aproximada aos 2.000 hectares, albergando espécies migratórias e outras que mesmo durante o inverno ali permanecem.
O sol e o mar são outro atractivo para que passe uma merecidas férias neste Concelho, designadamente, na Praia Verde, Alagoas ou na Praia do Cabeço, onde pode saborear a rica gastronomia tradicional à base de peixe, crustáceos e marisco. As sopas de peixe e marisco, entre outras especialidades como o Caranguejo do Sapal, as Favas Sapatadas ou o Peixe Frito com Açorda, em que o seu paladar se distingue de todos os outros, porventura idênticos, são outras especialidades gastronómicas que encontra nesta zona do Algarve. 
Os Dias Medievais de Castro Marim, evento que tem conquistado uma enorme simpatia do público não apenas regionalmente como também a nível nacional, assume-se hoje como um forte veículo promocional deste concelho... porque Castro Marim é uma terra com história!
Website da Câmara de Castro Marim:
www.cm-castromarim.pt

 

 

 

 

 

 

Lagoa – (Concelho do Distrito de Faro)

 

 

 

 

Origem do nome:

«Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira»: “O nome de Lagoa, parece derivar de um lago que existiu em frente da matriz e foi enterrado. Segundo a tradição, foi na costa desta freguesia que, antes da colonização, se lançou gado, por ordem do Infante D. Henrique. Deste facto, deriva o nome de Porto dos Carneiros, que se dá a um acidente da costa”.

 

Lagoa
Muito antes das relatadas conquistas de D. Paio Peres Correia (1242 – 1246) as terras de Lagoa foram sendo conquistadas aos árabes e consequentemente integradas no reino de Portugal, ficando anexadas ao termo de Silves.
A 16 de Janeiro de 1773 por alvará de D. José foi criado o Concelho de Lagoa, tendo sido elevada à condição de vila a sua principal povoação – Lagoa.
Segundo fontes históricas o primitivo aglomerado de Lagoa terá nascido em redor de uma lagoa, cujos pântanos foram sendo secos com a finalidade de se criarem terras férteis e habitações onde os povos do império muçulmano acabaram por se instalar.

 

Lagoa
O concelho de Lagoa situado a litoral, comporta seis freguesias: Carvoeiro, Estômbar,  Ferragudo, Lagoa, Parchal e Porches, localidades que com as suas pitorescas ruas, o branco casario e as belas chaminés rendilhadas encantam os seus visitantes.
Aliás, Lagoa é uma jovem cidade, pois ascendeu a esta categoria administrativa em 19 de Abril de 2001, data em que também as aldeias de Carvoeiro, Parchal e Porches ascenderam à categoria de Vila.
A cidade de Lagoa situa-se no coração do Algarve, dista cerca de 50 quilómetros de Faro e 290 de Lisboa.
As povoações do concelho localizam-se sobretudo ao longo da Estrada Nacional 125, perto do Rio Arade e na Costa Atlântica. Com uma ligeira faixa no Barrocal, situado entre o Rio Arade (a norte) e o Mar (a sul), compreendido entre os concelhos de Portimão e Silves, o concelho de Lagoa afirmou-se inicialmente pelas vertentes agrícola e piscatória, existindo até à década de setenta deste século uma florescente indústria de conservas de peixe, hoje praticamente extinta.
A beleza da costa, onde o azul turquesa das suas águas contrasta com o ocre das falésias e rochedos de formas estranhas, convida à descoberta dos seus acolhedores recantos e praias - algumas apenas acessíveis por barco - onde impera a tranquilidade. Descobertas estas características, não foi fácil ao turismo escolher e instalar-se rapidamente na zona, passando a ser um dos principais vectores económicos, gerando comércio, pequenas indústrias e, naturalmente, a construção de moradias. Mas, entretanto, a agricultura continuou, sobretudo no campo das culturas irrigadas, assim como a pesca tradicional, revitalizada, passou a coexistir com modernas unidades.

Pelo acentuado crescimento, suportado pela riqueza que o turismo produz, o concelho de Lagoa continua a repartir-se entre a terra e o mar, afirmando-se numa nova dimensão, em que a cultura e as actividades artesanais, como a olaria, a empreita, a doçaria, entre outras, se apresentam como uma nova potencialidade.
Recorde-se que foi na sequência deste sentir que nasceu em 1980 a FATACIL - Feira de Artesanato, Turismo, Agricultura, Comércio e Indústria de Lagoa - hoje o maior certame do género a sul de Portugal.
Lagoa é assim um concelho em pleno desenvolvimento, numa região cobiçada, mostrando um mosaico paisagístico incomparável - composto pelo casario branco, pelo verde dos vinhedos, pelo redondilho da costa e suas praias de areias quentes e douradas.
De referir também , que Lagoa, com tradição milenar na actividade vinícola, oferece-nos os seus vinhos - brancos e tintos, aromáticos e macios, com um "Afonso III" a afirmar-se um excelente aperitivo -, e uma rica gastronomia tradicional, que pode ir desde um ensopado de peixe, a um polvo no forno, ou a um saborosíssimo cozido de rabo de boi com grão, para além do marisco e peixe fresco que se não pode dispensar.

 

 

 

 

 

Lagos – (Concelho do Distrito de Faro)

 

 

 

 

 

Origem do nome:
“Numa época floresceu nesta região a cidade de Lacóbriga, mantendo-se até ao século Xll da nossa era e a qual se atribui ser a antecessora da actual Lagos. Perde-se na noite dos tempos em que a lenda se confundiu com a história, a origem de Lacóbriga, e os fundamentos do seu nome. Parece certo Ter havido duas, edificadas em sítios diferentes, uma primitiva que um terramoto destruiu antes do século lV antes de Cristo, sem deixar vestígios apreciáveis; e outra, que tem história, e cuja fundação se atribui a Bohodes, capitão ou governador cartaginês, que fez parte das forças militares de Cartago, que ocuparam o sul da Península Ibérica, no século lV antes de Cristo, esta Lacóbriga vem a ser uma portentosa cidade romana, ou no mesmo local em que hoje se eleva na cidade de Lagos, ou do outro lado da ria de Lagos, no monte Molião. As explorações arqueológicas ainda não determinaram com segurança o seu local. Num manuscrito do século XVlll, “Antiguidades de Lagos e suas Igrejas”, de autor desconhecido, existente no Museu Regional de Lagos, diz-se que a Lacóbriga, de Bohodes foi edificada em sítio distante da primeira quase meia légua para a parte dos meio dia, que é a hoje se conserva, “no ano 357 antes da vinda de Cristo ou 347, se é mais verdadeira a conta que levam muitos historiadores”.
Quanto à primitiva Lacóbriga, lê-se num manuscrito de 1577, “Corografia do Reino do Algarve”, de Frei João de São José: “Escrevem que depois de Hespanha povoada houve nela um rey q. foi o quarto dos prymeiros que nela reinavam, chamado Brigo ... o qual edificou muitas cidades, a que por remate dos seus nomes o mesmo que ele tinha, antecipando-lhe algumas syllabas ou dicções com que se differençasse huas das outras ... como é esta lacobriga de que falamos”.
O citado manuscrito do século XVlll completa, dizendo: “Foy Lagos povoação antiga teve por seu autor para a glória da sua nobreza a El Rey Brigo, 4º rey da Espanha “no ano de 400 depois do dilúvio universal ... 1600 anos antes da vinda de Jesus Cristo nosso Redentor e 2056 annos depois de creado o Universo, edificou esta povoação em um sítio q. hoje se chama o Paul; e para mais a enobrecer lhe pôs por remate o nome que ele tinha, ficando desde então chamando-se Lacobriga ou Lago de Brigo"”
Estas fantasias não foram abonadas nem por Leite de Vasconcelos nem por Cristóvão Aires, que vêem na terminação briga uma palavra de origem celta que quer dizer – Altura fortificada, correspondendo ao Castro romano.
Não são menos concordes, quantos se ocupam de Lacóbriga, sobre radial Lago.
Querem alguns que provém “das muytas agoas ou lagos junto de quem foy edificada” e Frei Vicente Salgado acrescenta “que Florião del campo nos instrue que as famílias dos Laccooos habitadores daquela povoação dariam motivo a ser assim apelidada a Lacobriga”.
 

Paulo Rocha chamou-lhes lacões, mas este autor merece pouca confiança na fidelidade das suas transcrições, pois que até erra lápides ainda existentes.
São tudo hipóteses e fantasias, mas o que parece certo é ter havido duas Lacóbrigas, uma primitiva no Paul, destruída por um terramoto, e outra onde hoje está Lagos, no monte Molião, que parece ter existido até 666 antes de Cristo, pelo menos”.  (Dr. José Dias Pinho  -  1957). 
Apontamento do ano de 1900 tirado do Jornal do Comércio:
“Lagos é cidade e cabeça de concelho do distrito de Faro. Tem 8.268 habitantes e fica situada à beira da magnífica baía do mesmo nome, onde, em 1898 se reunirão em manobras 125 vasos de guerra ingleses. Importantes pescarias e fábricas de conservas de peixe. Muitos vestígios romanos nos arredores. O concelho tem 5 freguesias e 13.981 habitantes”. 
A cidade actual situa-se no mesmo local da antiga Lacóbriga que floresceu no século lll antes de Cristo, tendo desaparecido depois do século Vll, na altura que os árabes se apoderaram de toda a Hispânia. Foi conquistada aos mouros por D. Afonso lll em 1249 ou 1250 e integrada no território português. Desde o reinado de D. Afonso V e até ao terramoto de 1775, Lagos foi sede do Governo das Armas do Algarve. D. Manuel l outorgou-lhe foral em 1504 e D. João lll concedeu-lhe o título de notável.
Lagos alcançou grande importância no época dos Descobrimentos e foi daqui que D. Sebastião partiu para a fatal expedição a Alcácer Quibir. D. Sebastião foi rei aos 3 anos, por morte de seu avô D. João lll, a “bem-nascida segurança lusitana antiga liberdade”, ardentemente desejado após a morte de seu pai e de todos os seus tios, veio a revelar-se uma desilusão tão forte como inesperada, marcando pela sua ausência Portugal que com o seu reinado não soubera ilustrar.
Orfão de pai ainda antes do seu nascimento, abandonado pela mãe com poucos meses, foi D. Sebastião entregue aos cuidados de sua avó Catarina e de um aio de idade avançada, D. Aleixo de Meneses, antigo combatente em África e na Índia. Tais condições, aliadas a uma saúde precária, criaram no espírito do jovem a obsessão da guerra e o zelo religioso. Dedicava-se quase exclusivamente a exercícios violentos e a sua corte “mais parecia escola de religiosos”.
Oscilando entre momentos de abulia e períodos de exaltação e fervor, cedo se convenceu do apodo que Camões lhe dera, “maravilha fatal da nossa idade”, e decidiu “sujeitar a si a Barberia, arrasar os muros de Constantinopla, fazer-se senhor do califado do Egipto, trazer à sua soberania a veneranda Palestina”.
Teria sido a devoção ao seu santo patrono (São Sebastião) que aproximou tanto de Lagos este príncipe que tão pouco conhecia Portugal ? Ou a gesta do Infante e dos seus descobridores terá atrído aquele que se considerava “jugo e vitupério do torpe ismaelita” e que acalentava em si a “certíssima esperança de aumento da pequena cristandade?”.
Seja qual for a razão, o certo é que no ano de 1573, D. Sebastião elevava Lagos à categoria de cidade e pouco tempo depois declarava-a capital do Algarve.
Foi Lagos ainda que D. Sebastião escolheu como etapa derradeira em terras portuguesas antes da grande cruzada que empreendeu ao norte de África, aparentemente para conquistar a poderosa Larache. Nos areais da praia de São Roque, hoje Meia Praia, o grande mas sobretudo rico e heterogéneo exército português ouviu solene missa imprecadora de exitos para as armas dos cristãos. (Os paramentos utilizados nessa cerimónia religiosa são hoje ciosamente guardados no Museu de Lagos).
Ancorados na baía, os cerca de 800 barcos ostentavam suas flâmulas e bandeiras, e de uma das janelas do Palácio dos Governadores, cingindo da espada e escudo do 1º rei de Portugal, D. Afonso Henriques, o jovem rei impregnava-se da unção espiritual que o havia de conduzir ao desastre final.
A razão oficial invocada pelos portugueses para esta expedição a África, foi o apoio que se decidira dar ao sultão Mulei Mohamede Almotanaquil, destronado por seu tio.
Tendo partido de Lagos e depois de breves paragens em Cádis e Tânger, o exército desembarcou em Arzila e iniciou a marcha até Alcácer Quibir, de onde organizaria o ataque por terra a Larache. Mas o inimigo, Mulei Almélique, acampara com 40 mil homens, junto ao rio Luco, a 6 Km de Alcácer. Tomado de surpresa, o rei ordenou que os soldados, cansados, mal alimntados, esgotados pelo calor de Agosto, se dispusessem em ordem de batalha. E o ataque deu-se. Os três reis intervenientes perderam a vida na batalha e o grande vencedor foi outro chefe, Mulei Ahmede, irmão de Almélique.
Com o rei perdeu Portugal a maior parte da sua nobreza e muito dinheiro despendido na preparação da luta.
Ao desaparecimento do rei seguiu-se o luto, o vazio, a espera. Portugal ficou sem “rei nem lei, nem paz nem guerra”. Na confusão, na incerteza, “ninguém sabe que coisa quer, ninguém conhece que alma tem”. E o velho mito do messianismo judaico, presente ainda no espírito de tantos cristãos-novos, ressurgiu na esperança do regresso de D. Sebastião, o “Encoberto” que devia de regressar numa manhã de nevoeiro.
Em géneros diferentes, o Bandarra e o padre António Vieira alimentaram esse mito. As trovas do sapateiro de Trancoso, prevendo a catástrofe como penhor da grandeza e salvação de Portugal, animaram alguns aventureiros a apresentarem-se como sendo D. Sebastião. O pregador jusuíta, profeta do V Império, visou outro alvo: transpondo de rei para rei o ideal da Restauração, soube despertar no povo uma dinâmica nacionalista que o fez definitivamente autonomizar-se de Espanha.

No princípio do século XlX e no princípio do XX, Portugal esteve em perigo, o saudosismo, o pessimismo, inspiraram Junqueiro, Nobre, Pascoais, Pessoa, e o V Império reaparece no horizonte, agora mais modulado, transformado em nacionalismo místico. Na pena de João Lúcio Azevedo, o sebastianismo, “nascido da dor, nutrindo-se da esperança, é a história o que é na poesia a saudade, uma feição inseparável da alma portuguesa. Como diz o poeta: “ser descontente é ser homem”.
Se o mito inspirou poetas, não menor é a sua presença nas artes plásticas. A estátua de João Cutileiro, que hoje se pode admirar em Lagos, é um ponto de chagada de todas as linhas de força que definem o Sebastião real e o mitológico – a insegurança, a loucura, o ideal, a esperança, a imprudência, a desmesura. 
Pouco se sabe acerca de Lagos do período romano, mas a povoação árabe que D. Sancho l conquistou e que Paio Pires Correia integrou definitivamente no território português, era já por certo um núcleo urbano importante que D. Afonso lV mandou cercar com poderosas muralhas.
De Lagos partiu a grande armada para a conquista de Ceuta. É provável que desse facto tenha derivado a sua fortuna. D. Henrique, o “Navegador”, membro da expedição, terá notado o interesse de instalar na abrigada baía o ponto de irradiação dos seus navegadores aventureiros.
Instalando-se em Lagos, no Palácio dos Governadores, de que restam hoje as muralhas, muito restauradas, e algumas dependências menores, o Infante atraiu ali não só uma corte de cavaleiros como em importante número de pessoas cujos negócios se ligavam directamente às navegações.
Capital do governo militar e, durante algum tempo, também do governo civil do Algarve, viu Lagos crescer a sua aura até 1755, ano em que foi fortemente danificada pelo sismo do 1º de Novembro. A ele se deve a ausência quase total de monumentos de relevo e, sobretudo, um certo adormecimento em que a cidade caiu durante mais de 100 anos. Foi a vaga de turismo surgida nos anos 70 que recolou Lagos entre os lugares altos do Algarve.
Dos tempos anteriores ao terramoto podem hoje ainda admirar-se restos da grande muralha do secúlo XVl, com oito portas e catorze baluartes, a maior parte dos quais desaparecidos, e ainda alguns arcos do aqueduto que alimentava a cidade. Além destes, há alguns elementos dispersos que podem chamar a atenção. A Igreja de São Sebastião, por exemplo, oferece uma curiosidade: a sua orientação inicial teria sido a sul e desse tempo resta o portal lateral; a grande igreja actual é posterior ao terramoto, alterou a sua orientação e aproveitou  elementos do antigo templo. Os Conventos de Nossa Senhora do Carmo (das freiras) e de Nossa Senhora da Glória (dos frades capuchos) são ruínas com um ou outro pormenor de interesse.
Lagos é ponto de partida para dois passeios obrigatórios, ambos a pé. Um deles, pela Meia Praia, longa extensão de areia que se segue à baía, cortada pelo forte que o conde de Lippe mandou edificar e que estará na origem do nome “condelipa” que aqui se dá às conquilhas. O outro paseio é pelos rochedos, desde a praia da Batata até à ponta da Piedade.
E, uma nota local bem pitoresca: parece que em tempos idos, em dia de Maio, um cavaleiro ardiloso terá fugido com o ouro das damas lacobrigenses (nome dado aos naturais de Lagos). Enganados, envergonhados, os habitantes da cidade baniram do seu vocabulário o nome do 5º mês do ano. Por isso, depois de Abril ... é o mês que há-de vir !... 
Seja tarde ou manhã, maré cheia ou vazia ou meia maré, um passeio de barco à ponta da Piedade, é um motivo de encantamento, uma recordação para a vida.
Os que não dispõem de meios próprios poderão alugar um bote na praia de D. Ana ou na própria Piedade. A viagem, de cerca de uma hora, é feita ao longo de pequenas praias mais ou menos desertas, através de túneis e furnas de inigualáveis efeitos de luz ou à volta de rochedos de formas caprichosas.
O Gigante da Baía, o Ferro de Engomar, a Boneca, o Arco do Triunfo, a Balança Décimal, são alguns dos rochedos de maior nomeada. A Sala, o Sapato, a Cozinha, as Belas-Artes e a Catedral, são talvez as furnas mais conhecidas. Através de todas estas maravilhas, o condutor do barco passeia-nos, também ele maravilhado e pronto a contar aqui uma história, a chamar além a atenção para uma semelhança que, de facto, só ele vê, a fazer por toda a parte comentários estéticos, morais, quando não políticos, em que tudo surge como elemento de um grande conjunto que a todos diz respeito. 
Das primitivas muralhas, erguidas no tempo de D. Afonso lV, nada resta.

Porém, subsistem numerosos vestígios das que D. Manuel l mandou edificar.
Eram constituídas por quatro baluartes virados para o mar, com os nomes que persistem na toponímia actual – Porta de Portugal, Porta Nova, Porta Barroca, e Trem do Quartel - , e outros virados para terra – Porta da Vila, Coronheiro, Gafaria, Freiras, Porta dos Quartos, Paiol, Jogo da Bola e Porta do Postigo.
Destes baluartes ainda se conservam alguns, embora em estado precário. Num desses panos de muralha rasga-se uma janela manuelina, donde, segundo a tradição, D. Sebastião teria assistido à Missa campal, antes da partida para Alcácer Quibir.
Estas muralhas e baluartes foram concluídos no tempo de D. João lll. Sofreram muitos estragos com o terramoto de 1 de Novembro de 1755, que foram imediatamente reparados.
Posteriormente, as portas foram sendo alargadas ou demolidas, o mesmo sucedendo a vários troços da cercadura.


Lagos

http://www.regiao-sul.pt/algarve/lagos
Segundo a história mais recente, Lagos foi conquistada definitivamente aos mouros no ano de 1249 por D. Paio Peres Correia, tendo em 1266 recebido o seu primeiro foral, por atribuição do Rei D. Afonso III. Mas foi no reinado de Afonso IV que Lagos passou a ganhar maior notoriedade, quando este mandou que se fizesse a reconstrução das muralhas da praça e aí colocou a sede do governo militar do Algarve. Em 5 de Janeiro de 1361, Lagos era elevada a Vila e Concelho com jurisdição própria, no reinado de D. Pedro I, pois nessa altura a aldeia
estava sob o comando do Bispo de Silves que o havia recebido por doação do rei de Castela. 
Em 1415, com o Rei D. João I, iniciava-se a fase dos Descobrimentos Portugueses, chamada "Henriquina", tendo Lagos assumido nessa altura uma ainda maior importância, pois constituiu a plataforma geográfica na conquista de Ceuta e, depois, a partida para o sonho de um Algarve d'Além Mar, com o Infante D. Henrique a impor as suas ordens, mais tarde o senhorio da vila, que lho dera seu sobrinho Afonso V. 
Dois lacobrigenses - Lourenço Gomes e António Gago - descobriam a Ilha da Madeira (1419). De Lagos partia em 1434, no reinado de D. Duarte, o navegador Gil Eanes, para dobrar o Cabo da Boa Esperança e por aí adiante...
Lagos tornava-se também um ponto de escala obrigatória para quase todos os navios.
Em em 27 de Janeiro de 1573, o Rei D. Sebastião elevou Lagos à categoria de cidade, na sequência de uma sua itinerância régia ao Alentejo e ao Algarve, em que o monarca terá ficado impressionado com o acolhimento das gentes de Lagos, pela simpatia e, segundo o Professor
Joaquim Veríssimo Serrão, "levado pelo entusiasmo e sem que os naturais manifestassem qualquer desejo, logo decidiu elevar Lagos ao foro de Cidade". 
A sede do Bispado é transferida de Silves para Lagos, que se torna a capital de todo o Algarve, recebendo a
residência de Capitães Generais e Governadores deste Reino. Mas, a história de Lagos sempre esteve ligada ao mar e às actividades marítimas. Foi ponto de encontro de rotas internacionais. Em Lagos armou o Infante D. Henrique as caravelas que abriram caminho à era dos Descobrimentos, fazendo do porto de Lagos uma janela aberta ao mundo. 
Hoje, a cidade mantém o seu antigo cosmopolitismo e a velha cumplicidade com o mar, respondendo aos desafios do presente, com respeito pelo passado.
Vale a pena visitar as suas igrejas, museus, castelo e as muralhas de onde se pode disfrutar belas vistas sobre a cidade, a baía e a serra de Monchique. A Ponta da Piedade é uma referência de visita obrigatória, tal como as praias deste concelho são das mais belas da região. Um passeio de barco pelas grutas e furnas marinhas, proporciona momentos inesquecíveis, de observação da costa d'Oiro, ideal para a prática de desportos náuticos.
Em Lagos, a maresia acompanha a sua gastronomia tradicional, designadamente, numas sopas de peixe, lingueirão ou conquilhas. Mas há mais!... A açorda de mexilhão, berbigão ou amêijoa, bem como umas sardinhas alimadas, um ensopado de safio ou uma feijoada de buzinas, sem esquecer o delicioso bife de atum ou uma condimentada cataplana, são pratos que compõem a
rica ementa gastronómica de Lagos.
Falta-nos recomendar uma sobremesa. E, nesse sentido, nada melhor que os famosos Dom Rodrigos, uns morgados de figo e de amêndoa, ou um bolo de mel.
Visite Lagos e verá!... 
Website da Câmara de Lagos:
www.cm-lagos.pt

 

Lagos
http://www.algarve-portal.com/pt/cities/lagos
A história gloriosa de Lagos esteve sempre ligada ao mar. Foi aqui que, no séc. XV, o Infante D. Henrique, “O Navegador”, equipou as suas caravelas e abriu o caminho para os grandes descobrimentos. Assim, o pequeno porto de Lagos tornou-se numa janela para o mundo e num ponto de encontro das rotas marítimas internacionais, onde os caminhos de muitas culturas cruzavam-se.
Lagos, que conservou até hoje o seu espírito cosmopolita, aceitou os desafios dos tempos modernos, porém sem desprezar a herança do seu passado.
Actualmente, Lagos é um excelente lugar para todos os tipos de desportos e actividades náuticas. As suas deslumbrantes encostas douradas - a “Costa d’Oiro” - são um dos motivos mais fotografados de Portugal. Mas o Concelho ainda tem muito mais a oferecer: um rico calendário cultural, uma excelente cozinha local, numerosas actividades de lazer, artesanato tradicional.

 

 

 

 

Loulé – (Concelho do Distrito de Faro)

 

 

 

 

 

Conquistada aos mouros por D. Paio Peres Correia em 1249, possuía vastas e poderosas fortificações. D. Afonso lll concedeu-lhe foral em 1268, completado no ano seguinte por um outro extensivo aos mouros forros. Em 1471, por ordem de D. Afonso V, foi transformada em hospital, para recolher os feridos das batalhas de Tânger, uma albergaria existente na povoação.

Da vila medieval, que Paio Peres Correia conquistou em 1249, pouco ficou. O terramoto de 1755 derrubou o Castelo, hoje de fachada reconstruída, e deixou uma bela porta do que foi o Convento da Graça, atrás da Misericórdia.

Origem do nome:

«Xavier X. de Ataíde Oliveira “Monografia o Concelho de Loulé – Porto 1905»: “Consta pela tradição que em 1249 já era esta vila conhecida pelo seu nome actual de Loulé.

Ouçamos o que a lenda diz a este respeito: - “Em uma das correrias empreendidas em terras de mouros, do Al-Fagnar, por Fernando l, rei de Leão, cognominado “O Grande”, chegou ele à frente dos seus soldados, mui próximo do castelo de Loulé. Então levantou-se entre os seus cabos de guerra, que o rodeavam, discussão Acerca do nome da árvore, que, de longe, avistaram sobre o castelo. Uns diziam ser uma alfarrobeira, outros um chouço, outros o alano, outros o aloendro e outros um loureiro.

- Laurus est – Atalhou o monarca”.

Era efectivamente um loureiro; e daí em diante foi à vila dado o nome de Laurus é, mas logo Lauroé (como ainda hoje se lê nos antigos manuscritos), e finalmente Loulé.

Em abono desta lenda estão as armas da vila constituídas por um loureiro sobre um castelo”.

 

Loulé
http://www.visitalgarve.pt/visitalgarve/vPT/DescubraARegiao/Concelhos/Loul
Tal como acontece um pouco por todo o Algarve, achados de superfície permitem datar do Paleolítico os primeiros vestígios da presença do homem. As manifestações do Neolítico (4.000 a 1.500 a.C.) são, porém, mais variadas e significativas. Desde o Calcolítico até ao período do domínio romano, explorações mineiras - nomeadamente na área de Alte - fixaram populações no interior.
No litoral existiram, com os romanos, vários centros de pesca e salga de peixe, dos quais a "villa" do Cerro da Vila, em Vilamoura, é o melhor documentado. Achados arqueológicos permitiram determinar que os romanos habitaram, também, o local onde se ergue o Castelo de Loulé.   
Se a ocupação visigótica não deixou vestígios, o mesmo não pode dizer-se da islâmica (sécs. VIII a X111), de que Loulé era um centro urbano de certa importância.
A reconquista cristã, em 1249, e a política seguida em todo o Algarve de manter a população muçulmana, embora habitando em bairros extra-muros – as Mourarias -, permitiu a Loulé prosseguir o seu desenvolvimento. A criação de uma feira, em 1291, tornou Loulé um dos grandes centros comerciais do Algarve medieval.
Vila do interior, Loulé não beneficiou de forma directa com os Descobrimentos (sécs. XV e XVI) e, por esse motivo, não teve o surto de desenvolvimento de outros centros do litoral como Lagos, Faro e Tavira.
A importância económica dos produtos agrícolas, sobretudo dos frutos secos como as amêndoas e os figos, e das produções artesanais manteve-se durante séculos.
A tentativa de trazer para Loulé, nos finais do séc. XVIII, o cultivo do bicho da seda e o fabrico da seda - na ainda existente Quinta do Rosal - teve poucos anos de vida. Igual insucesso teve a produção de tecidos de juta e linho para sacos em teares manuais que, embora próspera nas primeiras décadas do séc. XX, veio a terminar por meados de 70.
Loulé é hoje uma cidade em crescimento, sede do concelho com maior área do Algarve. A dinâmica da moderna economia do concelho está hoje diversificada e tem no turismo um dos seus vectores principais.

 

 

 

 

 

 

Monchique – (Concelho do Distrito de Faro)

 

 

 

 

 

Os franciscanos que escolheram o local de implantação do Convento de Nossa Senhora do Desterra souberam oferecer-se um dos melhores miradouros do Alentejo. O convento hoje é uma ruína: com o coro transformado em galinheiro e os azulejos do refeitório em mau estado de conservação. A vila em si é uma cascata de casas brancas que desce do alto até à praça. A Igreja Matriz destaca-se pela sua imponência, pela harmonia das suas formas, pela beleza do seu portal.

Origem do nome:

«Xavier Fernandes em Topónimos e Gentílicos (1944)»: “Por mais de um motivo não aceitável que tenha resultado da expressão Monte chique, que fundindo-se teria dado Monchique …

Tal opinião caduca até perante o conhecimento de que os romanos deram à região o nome de Mons Cicus. Também o cruzado, que descreveu a conquista de Silves, chamou Munchite ao castelo de Monchique. Em qualquer hipótese, consideramos duvidoso ou mal esclarecido o étimo do vocábulo”.

 

Monchique
http://www.visitalgarve.pt/visitalgarve/vPT/DescubraARegiao/Concelhos
0 concelho de Monchique entra na História com a presença dos romanos nas Caldas de Monchique, atraídos pelo poder curativo das suas águas. Nos séculos seguintes, a serra foi-se povoando lentamente e no séc. XVI Monchique era já uma povoação suficientemente importante para merecer a visita do rei D. Sebastião (1554-1578), que pretendeu conceder-lhe o estatuto de vila.
A tecelagem da lã e do linho - os sólidos sorrobecos, orianos e estopas dos tempos antigos - entre outras actividades, como as relacionadas com a madeira de castanho, contribuíram para a prosperidade e desenvolvimento de Monchique, de tal forma que em 1773 foi promovida a vila.
As alterações económicas provenientes da industrialização significaram a perda da actividade têxtil e de outras manufacturas. Hoje, Monchique é vila airosa, virada para o turismo, com um artesanato activo e uma economia diversificada.

 

Monchique
http://www.regiao-sul.pt/algarve/monchique/index.htm
O concelho de Monchique, zona serrana com uma grande diversidade vegetal e clima suave, é carinhosamente apelidado de "Jardim do Algarve", o que se pode comprovar através de um passeio a pé pelas suas magníficas paisagens.
O concelho entra na História com a presença dos romanos nas Caldas de Monchique, onde hoje estão as instalações termais dedicadas ao tratamento do reumatismo e afecções crónicas das vias respiratórias.
Próspera em desenvolvimento, nomeadamente depois da recuperação do terramoto de 1755, Monchique foi promovida a Vila no ano de 1773.
Com os seus 902 metros de altitude, a Fóia é o ponto mais alto do Algarve. Lá de cima a vista espraia-se até ao cabo de São Vicente, Serra da Arrábida e Faro. A Picota com os seus 774 metros também merece uma visita.
Visitando o Centro Histórico. Na vila as casas têm a típica arquitectura algarvia com as suas paredes brancas, as
tradicionais cantarias e as chaminés de saia. Ruas estreitas, colinas íngremes e serra verdejante, dão-lhe o encanto de um presépio envolto em flores respirando frescura. Este  "pulmão do Algarve", com seu clima fresco, contrasta com o litoral onde o clima é bem mais quente e seco.
A Igreja de São Sebastião guarda uma imagem de Nossa Senhora do Desterro, obra escultada no século XVII, proveniente do antigo convento franciscano.
A Igreja da Misericórdia tem uma imagem de S. Francisco, sendo os principais valores deste templo o conjunto de talha do altar, do púlpito e do baldaquiano. A Ermida do Senhor do Passos é coroada por duas sineiras e guarda no interior uma imagem de Cristo em tamanho natural. O Convento de Nossa Senhora do Desterro que foi danificado pelo terramoto de 1755 é hoje uma ruína, rodeada de arvoredo. Finalmente temos a Igreja Matriz que foi edificada nos séculos VX/XVI e sofreu reconstrução após o terramoto de 1755. Esta igreja tem, para além de um bom núcleo de imagens, um tesouro sacro composto por objectos de culto que pertenceram ao antigo convento de Nossa Senhora do Desterro e valiosos paramentos.
 

Monchique, como praticamente todo a região algarvia, está hoje mais virada para o turismo e, nesse sentido produz o seu artesanato e confecciona a sua gastronomia tradicional, aliás, muito apreciada por todos os visitantes estrangeiros, nacionais ou regionais.
Cadeiras em tesoura, cestos de vime, colheres, facas e outros objectos em madeira, continuam a ser produzidos pelos artesãos. O artesanato mais moderno está representado por arranjos florais e secos, quadros em tecido e esculturas feitas a partir de ramos de árvores.
Na gastronomia há muito para saborear: papas moiras, feijão com carne, a assadura, farinheiras, morcelas, chouriças, presunto curado e por aí adiante até chegarmos ao bolo do tacho e ao pudim do famosíssimo mel de Monchique. E para digerir tudo isto, a aguardente de medronho, destilada em alambiques de cobre.
Como principais eventos, para além das festas religiosas - Procissão Real, Procissão de Ramos (domingo de Ramos), Procissão do Senhor dos Passos, a Feira Anual de Monchique que se realiza em Outubro e a Festa de São Sebastião no dia 18 de Novembro - e, mais recentemente, a Feira dos Enchidos Tradicionais, que ano após ano vai marcando presença entre os principais eventos regionais.
Vale a pena passar, pelo menos, um dia em Monchique. Não deixe de o fazer!
Website da Câmara de Monchique:
www.cm-monchique.pt

 

 

 

 

 

Olhão – (Concelho do Distrito de Faro)

 

 

 

 

Segundo uma tradição local, o topónimo deriva de um grande olho de água doce situado quase no istmo da península, onde a população se abastecia. Foi elevada à categoria de vila por D. João Vl, após a notícia recebida no Brasil da explosão dos franceses, no caíque de pesca “Bom Sucesso”.

Até ao século XVlll foi Olhão um amontoado de casas de madeira onde habitavam pescadores, alguns vindos de longe e atraídos pelo mar calmo e abundante de peixes.

No dia 6 de Julho de 1808, Manuel Martins Garrocho e Manuel de Oliveira Nobre, no caíque Bom Sucesso, partiram, com escassa tripulação, para levar ao rei D. João Vl, então no Rio de Janeiro, a nova da derrota definitiva das tropas napoleónicas. A viagem da pequena embarcação foi imortalizada por José Agostinho de Macedo, na obra “O Novo Argonata”. E Olhão passou a chamar-se Nobre Vila de Olhão da Restauração.

Origem do nome:

«Américo Costa “Dicionário Corográfico de Portugal Continental e Insular – 1943”»: “Foi elevada à categoria de vila em 1808 com a denominação de Vila de Olhão da Restauração.

Olhão fica uma légua da cidade de Faro, diz P. de Carvalho, situada na barra, tem trezentos vizinhos, que moram em casas de cana cobertas de palha, por lhas não consentirem de pedra e cal.

Do “Guia de Portugal” transcrevemos o seguinte: “Vem-lhe o nome, segundo presumem os hermeneutas, do manancial ou olho de água, hoje captado, que brotava ao Norte do lugar. Da origem da povoação, limitada a um acervo de palhotas até princípios o século XVlll, o desconhecimento é absoluto. A referência mais antiga, colhida em papeis velhos, é haver sido Olhão, berço de Gil Eanes, o navegante que primeiro dobrou o Cabo Bojador”

 

Olhão
http://www.regiao-sul.pt/algarve/olhao/index.htm
Ataíde de Oliveira, numa das suas obras, afirmou a ideia de que a população de Olhão seria de origem exclusiva ou predominantemente nortenha.
Os primeiros habitantes do sítio de Olhão, seriam oriundos do distrito de Aveiro, talvez da freguesia de Ovar e Ílhavo porque em nenhuma praia algarvia se encontram pescadores mais audazes e com melhores disposições para a  faina do mar e que se possam aproximar dos pecadores de Olhão. No entanto, antes do século XVI / XVII, é possível que tivesse existido um povoado, do domínio muçulmano, isto não só pelas salgas púnicas e pelos artifícios encontrados, (conchas, ossos de animais e humanos, parte de uma cozinha), mas também pelo facto de que uma colónia de ílhavos e ovarinos, só podiam ter vindo, depois do Marquês de Pombal ter enviado gente povoar a sua recém-criada Vila Real de Santo António. Nessa altura, Olhão era já uma próspera aldeia com mais de dois mil habitantes. 

Diz-se que Olhão, terá derivado da palavra árabe, «AL-HAIN», que significa fonte nascente, e que sofrendo as modificações fonéticas e fonológicas, naturalmente terão levado ao aparecimento do termo «ALHAM», depois «OLHAM» e finalmente OLHÃO. No entanto, o povo também tem a sua versão e segundo velhos testemunhos, Olhão é o aumentativo do substantivo comum "olho", com origem num grande "Olho de Água" (fonte, nascente ou poço de grande caudal), já que na zona existiam abundantes olhos de água, o que originou a construção das primeiras "palhotas", feitas em cana e colmo.
A primeira construção em pedra e cal, aparece entre 1600 e 1610, com a Capela de Nossa Senhora do Rosário, actual Capela de Nossa Senhora da Soledade.
Em 1695, Olhão passa a freguesia pelo Bispo do Algarve - D. Sebastião da Gama, pois até então fazia parte de Quelfes.  Em 1718, já haviam inúmeras casas de alvenaria e em 1722, a 8 de Junho, surge a necessidade de expansão, procedendo-se a nova demarcação da área da freguesia. 
A vila de Olhão estava sob o domínio francês e abandonado pela corte portuguesa que fugira  para o Brasil. Os olhanenses mostravam-se descontentes e sentiam-se esmagados por impostos e  restrições à pesca. É neste momento de pressão por parte do exército francês que os Olhanenses, após dois dias de conspiração, preparam uma emboscada na Ponte de Quelfes. O movimento restaurador da soberania arrancou no dia do Corpo de Deus, em 16 de Junho de 1808, tendo os Olhanenses conseguido impor-se perante as forças francesas enviadas para os dominar. Após esta vitória, o dono e mestre de um Caíque de pesca, o "Bom Sucesso", decidiu levar a novidade ao príncipe D. João, refugiado no Brasil, conseguindo fazê-lo em 22 de Setembro do mesmo ano, no Rio de Janeiro. Como recompensa Olhão recebeu do monarca o título de Vila, entre outras benesses, passando a chamar-se Vila de Olhão da Restauração. 
Olhão, também conhecida pela Vila Cubista, ou Cidade do Mar - Capital da Ria Formosa, é hoje uma cidade em franco desenvolvimento, apostando no progresso sustentado na qualidade, com base no plano estratégico da autarquia. Este município, composto por cinco freguesias, caracteriza-se pelo tipicismo das suas gentes, tendo ainda hoje como principal suporte a pesca artesanal e as indústrias que dela nasceram, designadamente a conserveira. Olhão é um dos principais portos piscatórios do nosso País. 
A sua gastronomia é bastante rica e típica, pelos deliciosos partos de peixe, desde o Xerém com Sardinhas, o Polvo no Forno, os Chocos com Favas, a Caldeirada ou a Cataplana, para além de deliciosos bivalves e mariscos da Ria Formosa.
Desde 1986 que na Cidade de Olhão se realiza o Festival do Marisco, uma mostra gastronómica que já adquiriu notoriedade suficiente, pela qualidade que apresenta,  incluída nos roteiros turísticos algarvios. 
Website da Câmara de Olhão:
www.cm-olhao.pt

 

 

 

 

 

 

Portimão – (Concelho do Distrito de Faro)

 

 

 

 


Portimão (Algarve) foi elevada a cidade em 1924, tem as suas origens numa povoação antiquíssima da época pré-romana.
Recebeu o primeiro foral de D. Afonso lll, ainda Conde de Bolonha (por casamento com a Duquesa de Bolonha). D. Manuel l outorgou-lhe foral novo em 1510.
Origem do nome:
“Se estivéssemos dispostos a emparceirar com certos etimólogos fantasistas, como tantos há e tem havido, tornar-se-ia fácil forjar imediatamente uma origem para Portimão, a saber: o nome resulta de “porto à mão”, expressão que se diria muito empregada pelos naturais para significar que tinham junto onde efectuar embarques e desembarques.
Não faltaria, por certo, quem gratuitamente adoptasse a suposta solução, ajudando até a propagá-la, mas ...nada mais do que isto”. (Dr. Xavier Fernandes – 1944).
Portimão fica situada no província do Algarve (sul de Portugal), que foi ocupado pouco depois da conquista da Península então chamada Hispânica, por árabes do Iémen, e que inseria o Algarve no país do Andaluz (hoje Espanha), de que era o extremo ocidental (Garbe). Nos textos antigos, a designação Algarve cobre todo o território português e parte da Estremadura (hoje) Espanhola. Só pouco a pouco se foi limitando à hoje província portuguesa designada pelo mesmo nome.
Já no século X, Arrazí nos refere a cidade de Ossónoba como capital de termo (provincial) de boas árvores, boa sementeira, muita água, muita caça, muitos pinheiros: - Suas bondades fazem dele um dos melhores lugares que há no mundo”.
 

No início do século Xl, foi o Sul de Portugal dividido em dois principados: o de Silves e o de Santa Maria do Garbe (Ossónoba). Então, a região foi considerada dependente do reino de Sevilha (Espanha), sendo Silves a capital. Por esta altura foi Ibn Amar governador de Silves.
Os textos da época referem-se amplamente a várias povoações da região Santa Maria (hoje a capital Faro), é descrita como “situada numa ponta que avança pelo Atlântico e os seus muros são banhados pelas águas na maré cheia”. “O seu porto é frequentado por navios. Os arredores produzem muitas passas e figos”. “Está provida de um estaleiro de construção de frota”.
Outras povoações referidas nesses documentos são Cacela e Castro Marim.
A fragmentação dos reinos árabes fez que se sucedessem os senhores do Algarve, que entre si iam travando lutas ferozes, desgastantes da população, e abrindo caminho à chegada dos cristãos.
A supremacia do Sul de Portugal, pertencia aos Almóadas quando D. Sancho l conquistou Silves pela primeira vez. Mas a cidade retornaria ainda ao poder árabe por um período de mais 50 anos. Foi só por volta de 1250 que o Algarve entrou definitivamente na posse dos reis de Portugal, pela acção fulgurante de Paio Peres Correia, mestre da Ordem de Sant’Iago de Castela, ao serviço de D. Afonso lll de Portugal. Começando por conquistar Aljustrel, ocupou sucessivamente Estômbar e Alvor (que veio a trocar com Cacela), em seguida Tavira, Salir, Paderne, Estômbar de novo e Silves. Finalmente, com o apoio pessoal do rei, ocupou Faro, sendo Loulé e Aljezur as últimas praças a cair nas mãos dos cristãos.
A partir de D. Afonso lll (até D. João Vl), os reis passaram a intitular-se senhores dos dois reinos, o de Portugal e o dos Algarves. A identidade do segundo é ainda atestada, por exemplo, em Lagos, em que a porta da cidade virada a norte se chama Portugal, e em Silves, onde se pode admirar uma bela cruz quinhentista vinda de Portugal para aquela cidade dos Algarves.
A longa presença dos Ismaelitas e o prestígio das cidades do Algarve, atraíram às Cortes algarvias intelectuais e artistas de todo o Andaluz e permitiram que aqui nascessem e se instruíssem figuras que vieram a ilustrar-se nos mais diversos campos das ciências, das letras e das artes.
Silves, muito especialmente, viu-se honrada em inúmeros dos seus filhos, alguns dos quais aliavam aos seus dotes o desempenho de cargos políticos.
Ibn Habibe, que foi governador da cidade, foi também filólogo, jurista e astrónomo; Ibn Caci foi filósofo; Abd-el-Malek, historiador; o grande Ibn Badrune revelou-se um dos maiores poetas do Andaluz. Além destes, Xilbia, que escreveu um requerimento em verso solicitando a suspensão dos impostos, e Mariam, professora de Retórica em Córdova.
Outras povoações tiveram também filhos ilustres: Estômbar viu nascer o célebre Ibn Amar, Tavira foi berço de Abu Otman e Faro orgulha-se de Al Alam, filósofo e comentador de poesia. E só nos referimos a alguns...
Se uma leitura atenta da toponímia portuguesa é suficiente para atestar o legado árabe, vivo nos nossos dias (veja Odiáxere, Almádena, Alfambra, Bensafrim, entre outros), a verdade é que a presença dos nossos antepassados mouros se manifesta em numerosos dos nossos hábitos, tanto na vida como na língua, e também em muitas das nossas tradições.
Entre estas não será demais lembrar as lendas sem fim que se contam acerca de mouras encantadas em rios, fontes e cisternas, que todos os anos aparecem pela noite de São João e que esperam que um rapaz corajoso, cristão de preferência, as desencante.
Na língua regista-se em português o maior quantitativo de palavras de origem árabe de todas as línguas românicas. Palavras de todos os dias, como azeite, açucar, laranja, azul, cenoura, arroz; palavras de léxicos específicos, como alferes, almirante, alcatifa, almofada, alaúde, adufe; palavras que se referem à própria presença árabe, como alcáçova, albarrã, alcaide, atalaia, albornoz; palavras que relacionamos com o Algarve, como açoteia, algeroz, alfarroba, e outros.
E, por detrás das palavras, as realidades, aquelas que os Árabes trouxeram e que nós fizemos nossas: as noras, os açudes, as azenhas, a açorda, até os alfaiates, os andeimes, os alicerces, as algazarras, as alcavalas, e tantas outras.
O clima e a fertilidade da Península Ibérica sempre foram factor de atracção para quem, casual ou deliberadamente, demandava as suas costas.
No século Vlll, os povos de religião islâmica do Norte de África (a quem por comodidade se tem chamado árabes ou mouros, embora realmente pertencessem a várias etnias e proviessem de regiões diferentes), lançados na expansão religiosa e política, não foram insensíveis às virtudes da vizinha Hispânia. A desagregação da monarquia visigótica era uma porta aberta. Entre 711 e 713, a ocupação pode realizar-se quase integralmente, ficando as Astúrias (Espanha) como reduto cristão, berço de uma reconquista que iria tardar.
Se pode dizer-se que, na história da Península durante os sete séculos seguintes, as lutas pela expulsão dos árabes ocuparam lugar de destaque, por vezes único, no encadear dos acontecimentos, tem de reconhecer-se também que nem as relações foram de aberta hostilidade e que à relativa paz que perdurou em algumas regiões se ficou a dever um apreciável progresso economico, sobretudo no domínio da agricultura.
A partir do século Xl, a Reconquista entra em plena força depois da Batalha de Sagralhas, a última grande vitória árabe.
Uclés, Navas de Tolosa, Salado, foram três grandes batalhas e três grandes passos para a libertação total do território. A tomada de Granada em 1492 pôs fim a um período por vezes difícil, por vezes brilhante, a que o espectro da guerra e da guerrilha roubou as possibilidades de se afirmar plenamente como progresso e de estabilização económica e cultural
A PRAIA DA ROCHA (Portimão) é famosa em todo o mundo:
Da Fortaleza de Santa Catarina de Ribamar ao Buraco da Avó estende-se uma das mais famosas praias do mundo. Com efeito, há 100 anos, para o turísmo internacional, Portugal era o Estorial, a Rocha e, para os que sabiam geografia política, o Funchal (Ilha da Madeira).
A Rocha é uma praia de areia com afloramentos de rocha, amarela ou vermelhada, de formas caprichosas – os Três Ursos, as Rochas Furadas, os Dois Irmãos ... Sob a plataforma, furnas escavadas pela fúria do mar, que, há pouco ainda, a batia com frequência, criam efeitos de luz sempre diferentes.
Por cima, restam algumas casas de férias do início do século, mas a monumentalidade dos hotéis e a proliferação de empreendimentos turísticos roubaram-lhe a sua verdadeira dimensão e reduziram-nas a uma amostra do passado.
Para o lado de Alvor, a praia da Rocha prolonga-se através de pequenas enseadas, cortadas por falésias, com furnas escavadas. O Vau é a maior e a mais conhecida destas praias sucessivas, mas, pelo difícil acesso, muitas outras oferecem ainda hoje recantos pacíficos onde se pode gozar do mar e do sol longe da multidão barulhenta que tudo invade.
Da Rocha, como de Portimão, é possível partir em pequenos barcos para pescar ao largo ou, simplesmente navegar ao longo dos rochedos do outro lado do rio.
E, em noites de calor, a fortaleza ou a esplanada do Buraco da Avó são agradáveis miradouros onde a brisa sopra refrescante e de onde a praia se desdobra em contrastes de luz e sombra que lhe aumentam o encanto.
Na embocadura do rio Arade, local propício a desembarques, é provável que Portimão coincida com o antiquíssimo Portus Hannibalis, mas há dúvidas sobre a localização da povoação cartaginesa. Há quem fale de Alvor.
O nome da cidade aparenta-se mais com o latino Portus Maguns ou com um árabe Burj Munt (a Torre da Quinta). De qualquer forma, os cruzados que subiram o rio para conquistar Silves já lá a encontraram nos fins do século Xll.
Transitoriamente cidade no tempo de D. José l, foi em 1934 que recebeu o título definitivo, concedido por um dos seus filhos mais ilustres, o escritor Teixeira Gomes. O autor de Agosto Azul, diplomata entre 1910 e 1923, ano que foi elevado à dignidade de Presidente da República, quis assim juntamente honrar a Vila Nova que o vira nascer.
Portimão tornou-se, então, a mais recente cidade do Algarve e hoje compensa, pelo seu tamanho e pela sua actividade, o que lhe falta de tradição urbana.
Não oferece a cidade monumentos de valor excepcional, e em arquitectura religiosa apenas sobressaem a igreja matriz, com belos azulejos, e a do Colégio, edifício jesuíta do século XVll, hoje muito arruinado.
Em compensação, alguns bairros populares chamam a nossa atenção pelo que guardam de genuíno e original. As casas que se situam a sul da estrada nacional, quase ao chegar à ponte, e as das ruas perpendiculares junto à estação de caminhos de ferro são exemplares curiosíssimos de arquitectura urbana algarvia, com as suas platibandas, os seus frisos de azulejos, as balaustradas de faianças, enfeites de relativo luxo em tão simples habitações.
Contrastando com elas, encontram-se, na zona mais movimentada da cidade, alguns belos edifícios onde grandes ornamentações de azulejo alternam com o ferro forjado das varandas e onde, aqui e ali, surgem motivos de arte nova de inegável valor. A Câmara e a actual sede do Turísmo, com o seu jardim fronteiro, merecem uma referência.
Ao turista que demanda Portimão é, contudo, o cais, com o colorido das traineiras, a azáfama da venda do peixe ou a calma na força do calor, que lhe dá a imagem tipo da cidade.
Ferragudo, ao longe, aldeia empoleirada sobre o rio, é mais um motivo de paisagem do que uma verdadeira povoação. E, no Verão, as sombras densas do Jardim do Visconde de Bívar proporcionaram um agradável ponto de observação do grande formigueiro que por ali se agita.
Já não se vêem em Portimão, senão em casas particulares, as famosas “carrinhas da Rocha” que levavam os banhistas até à praia. Mas ainda se podem comprar autênticos produtos do artesanato local – alcofas, chapéus, seiras de empreita, ornamentos como há 100 anos com bordados de lã de cores vivas.
E um dom-rodrigo (bebida) saboreado numa esplanada ao pôr do Sol é uma despedida de amigo, um convite a voltar ...
MONUMENTOS (alguns):
 

FORTALEZA DE SANTA CATARINA DE RIBAMAR – Situada na praia da Rocha, fazia parte da linha de fortificações com que D. João lll e D. Sebastião mandaram guarnecer a costa algarvia das surtidas dos mouros.
Assenta esta fortaleza, ao sul da barra, numa alta e escarpada rocha. A pequena ermida dedicada a Santa Catarina, que se ergue no recinto interior, conserva um portal gótico.
SEPULCROS MEGALÍTICOS DE ALCALAR – Junto desta pequena povoação, a 12 Km a noroeste de Portimão, foram encontrados nos fins do século passado sete sepulcros, muito próximos uns dos outros, formando uma verdadeira necrópole. Mais tarde foram descobertos restos de cinco sepulcros semelhantes, que desapareceram quase totalmente.
Arquitectonicamente, quase todos eles eram “tholoi”, isto é, formados por uma câmara circular com pouco mais de 2 metros de diâmetro, constituída por pequenas pedras sobrepostas de modo a formar uma cobertura de falsa cúpula, cujos topos eram cobertos por uma laje, e com um corredor igual aos dos dolmens tradicionais. Alguns apresentavam um ou dois nichos abertos a meia altura da câmara. Havia também um dólmen de corredor incipiente.
O escasso espólio encontrado apresenta uma certa unidade, tendo como característica mais comum os recipientes de calcário, além de outros objectos de pedra e cerâmica habituais nos sepulcros do Noelítico e do Calcolítico.
Salienta-se, porém, a abundância de punhais encontrados num deles, que sugerem uma cronologia muito tardia no período do Calcolítico, ou seja, 2.000 a 1.600 anos antes de Cristo.

 

Portimão

http://www.regiao-sul.pt/algarve/portimao/index.htm
O concelho de Portimão, dos areais dourados protegidos aqui e acolá por rochedos e falésias com o mar azul a contrastar, tem uma longínqua história. 
Pela sua extensão encontram-se vestígios arqueológicos que comprovam uma presença humana que vem desde o neolítico. Alcalar é uma importante necrópole neolítica, da qual resta o "monumento n.º 7" composto por uma câmara circular de placas de xisto a que se acede por um corredor. O pavimento é de xisto e grés calcário. A cripta funerária, com dois nichos rituais laterais, era rematada por duas lajes, e protegida por uma mamoa. Perto de Alcalar existe outra necrópole em Monte Canelas. E na Abicada, na confluência de duas ribeiras, situa-se uma estação arqueológica romana com várias salas.
Este concelho, com uma área de 183 quilómetros quadrados, é composto pelas freguesias de Mexilhoeira Grande, Alvor e Portimão. A localidade principal, sede de concelho do mesmo nome, ascendeu à categoria de cidade em 1924, promoção que lhe foi conferida pelo escritor portimonense, Manuel Teixeira Gomes, na altura o Presidente da República Portuguesa. 
Hoje, a cidade de Portimão é a segunda mais populosa do Algarve, graças ao desenvolvimento que o turismo lhe conferiu.  Mas, quando se fala de Portimão, rapidamente se associa a Praia da Rocha - a mais famosa do concelho e até da região, conhecida nacional e internacionalmente. Mas outros recantos e encantos se escondem neste concelho: a praia do Vau ladeada por arribas; a praia João de Arens entre falésias, rochedos e ilhéus; Três Irmãos, Praínha e Alvor, que se estende até atingir o estuário da Ria de Alvor onde se acolhem várias espécies de aves migratórias.
Menos conhecido, mas que merece ser visitado é o ilhéu de Nossa Senhora do Rosário, no estuário do Arade, que alberga as ruínas de uma antiga ermida.
Alvor é uma pitoresca vila de pescadores que conserva o encanto das ruas de casas brancas e de barcos coloridos. A Igreja Matriz, reconstruída no séc. XVII, tem um dos mais belos pórticos do Algarve, de estilo Manuelino. O altar-mor tem a imagem do Senhor Jesus em tamanho natural.
Quem visitar Portimão vai também guardar boas "memórias degustativas", principalmente da saborosa e suculenta sardinha assada, comida sobre o pão, acompanhada de um vinho branco ou tinto da Penina. Outras delícias são, por exemplo, a sopa de beldroegas ou de feijão branco com batata doce, a sopa de pão com tomate e o arjamolho. Nos peixes e marisco a escolha é muito variada, com recomendação para a caldeirada de peixe e a típica cataplana. A não perder também de vista, as favas com peixe frito, ervilhas à portimonense e as papas de milho.
No artesanato portimonense encontramos os cestos de cana e vime, capachos, esteiras e cabazes, chapéus, rendas e bordados, cobres e peças em barro, entre outros.
Em termos de desporto e das suas infra-estruturas, de salientar o golfe da Penina que alberga nos seus pinhais um campo, consagrado internacionalmente, com três percursos alternativos: um de 18 (Par 73) e dois de 9 (Par 35 e 31) buracos. A vela, o windsurf, o esqui aquático, o mergulho, a natação e o ténis são algumas modalidades que se impõem neste concelho. Mas é a Motonáutica, através do Grande Prémio de Fórmula 1 de Portimão, o ponto mais alto do panorama desportivo portimonense. 
Uma marina, um Parque da Juventude equipado para a prática de desportos radicais, com uma zona de rampas para bicicletas e skates, uma pista de race, um polidesportivo, uma pista de automodelismo, um circuito de manutenção e um parque infantil, são os equipamentos mais frequentados e que, de alguma forma, dão mais vida e juventude à "capital" do Barlavento algarvio.
Website da Câmara de Portimão:
www.cm-portimao.pt
 

 

 

 

 

 

 

São Brás de Alportel – (Concelho do Distrito de Faro)

 

 

 

 

 

É provável a sua origem árabe, confirmada pelo sufixo al. O primeiro documento escrito que se refere a esta vila é de 1517, data da visita do grão-mestre da Ordem de Sant’Iago à Ermida de São Brás.

São Brás porque Xanabus, Xanabus porque São Brás, é a história do ovo e da galinha. São Brás e Xanabus, presença cristã e árabe no coração do Algarve. A fértil região, acolhedora pelo clima e pela simpatia de seus habitantes. Em São Brás, sentimo-nos em casa, tal como a própria Branca Flor (lenda popular), quando seus pais, derrotados, tiveram que abandonar o Chenchir, chorou tanto que foi condenada a habitar para sempre na ribeira de São Brás. E parece que ela ainda agradeceu a quem a encantou.

Origem do nome:

«Xavier Fernandes em Topónimos e Gentílicos (1944)»: “De origem latina pela raiz, a que se antepôs o artigo árabe e a que se propôs o sufixo diminutivo “el”. Alportel tomado assim à letra, quer dizer – o portinho”.

 

São Brás de Alportel
http://www.regiao-sul.pt/algarve/sao_bras/index.htm
Do ponto de vista religioso, esta localidade foi elevada a sede de freguesia em meados do séc. XVI. Em 1607 são integrados nesta freguesia alguns dos povoados que formam hoje o território da vila.
Em 1912 era a maior freguesia do concelho de Faro, com cerca de 12.500 habitantes tendo sido esse um aspecto essencial para a criação do concelho em 1 de Junho de 1914, quando, pelo esforço e diligência de João Rosa Beatriz, digno sambrasense, é aprovado um projecto lei do deputado Machado dos Santos e publicado em Diário do Governo a elevação a Município da freguesia de S. Brás, com a denominação de Alportel e com sede na aldeia de S. Brás.
João Rosa Beatriz foi o Primeiro Administrador do Concelho tendo exercido, mais tarde em Meknês (Marrocos), as funções de Vice-Cônsul de Portugal.
Assim, o concelho de S. Brás de Alportel é o mais jovem do Algarve. Tem uma área aproximada de 150 km2, está situado no coração do sotavento algarvio numa zona
de transição entre o Barrocal e a Serra e faz fronteira com os concelhos de Tavira, Loulé, Faro e Olhão. É constituído por uma só freguesia e cerca de 40 sítios dispersos pelo seu território.
A constituição da vila e dos aglomerados populacionais mais importantes foi estruturada a partir da passagem e cruzamento, no século passado, de duas vias de comunicação nacionais muito importantes: a EN 2 Faro / Chaves e a EN 270 Tavira / Portela de Messines.
Em termos climáticos, a proximidade da Serra do Caldeirão a Norte e da linha de Serros do Barrocal a Sul, fazem deste concelho um paraíso climático, contudo não homogéneo.
Na verdade o reconhecimento das riquíssimas qualidades ambientais datam de inícios do século quando, em 1918 aqui foi construído o Sanatório Carlos Vasconcelos Porto e onde ainda muitos forasteiros escolhem este município para se fixarem, essencialmente por motivos de saúde.
A população do concelho situa-se actualmente em cerca de 10.000 habitantes, com uma densidade populacional naturalmente mais elevada na zona do Barrocal, caracterizada pela fixação de uma faixa etária produtiva, oriunda ou não do concelho e pela perspectiva de crescimento populacional. A estrutura económica tradicional é a pequena unidade agrícola (no Barrocal sequeiro ou Barrocal regadio) e o montado de sobro, em grande número na serra.
Paralelamente, a indústria extractiva, de calcário e de brecha, e a indústria transformadora ganham alguma importância. A indústria corticeira continua a ser um dos nossos símbolos desde o século XIX, pela importância que ainda detém, negociando-se aqui mais de 60% da produção do país.
De facto, o montado de sobro ocupa uma extensa área concelhia, produz mais de 230 mil arrobas/ano de cortiça de primeiríssima qualidade e as cerca de 20 fábricas em plena laboração representam uma importante fonte de rendimento e emprego. A história da comercialização e indústria da cortiça em Portugal está indiscutivelmente ligada à História de São Brás de Alportel.
De entre os grandes eventos regionais, S. Brás de Alportel detém um: a Feira da Serra.
Website da Câmara de S. Brás:
www.cm-sbras.pt

 

 

 

 

 

 

Silves – (Concelho do Distrito de Faro)

 

 

 

 


Esta antiga cidade portuária atingiu o período de esplendor na época islâmica. Um rio navegável desde a foz, o rio Arade, provavelmente mais caudaloso nessa altura e com certeza menos assoreado do que hoje. A maré que penetra o leito do Arade acima. Vila Nova de Portimão, hoje junto à foz, só nos séculos XV – XVl iria desenvolver-se, concomitantemente com a queda de Silves – até finais do século XVl ainda a cabeça religiosa do Algarve, altura em que a sede da diocese foi transferida para a cidade de Faro. A história antiga de Silves é justamente a de um porto fluvial virado para o mar.
A cidade de Silves encontra-se numa região que foi habitada na Idade do Bronze, o que se comprova pelos numerosos resíduos dessas épocas longínquas encontradas em escavações. Foi conquistada aos Mouros por D. Sancho l , auxiliado por cruzados dinamarqueses, holandeses, alemães e da Flandres, em 1189. Novamente perdida, só ficou definitivamente na posse dos portugueses em 1240. D. Manuel outorgou-lhe foral em 1504.Origem do nome:
“Silves, a antiga Chelb dos mouros, foi também a cidade episcopal desde o século Xll até ao XVl, tendo sido mudada a sede da diocese para Faro no ano de 1577, quando era bispo D. Jerónimo Osório, o humanista gigante e orador eloquente, que causou assombro em Portugal e no estrangeiro.
Desconhece-se o étimo o étimo exacto do topónimo Silves, onde parece existir a raiz latina silv - ,indicativa de bosque ou floresta. A antiga grafia Sylves, que encontra, por exemplo, em Rui de Pina, não prejudica esta hipótese, pois existiram em latim as formas com y na primeira sílaba, em sylva e seus derivados”. (Dr. Xavier Fernandes – 1944).
Apontamento de 1900 do Jornal do Comércio:
“Silves é cidade e cabeça de concelho de Faro, com 9.688 habitantes; é servida pelo caminho de ferro Sul e Sueste. Foi tomada aos mouros por D. Sancho l, retomada por Paio Peres Correia, e, pela última vez, por D. Afonso lll em 1249. Castelo muito antigo. O concelho tem 6 freguesias e 29.500 habitantes. Produz figos, alfarroba e amêndoas”.
Atestada a presença humana na região de Silves na época paleolítica, os pontos de fixação estável vão estabelecer-se apenas no neolítico, período em que a agricultura permite e implica uma continuidade, uma permanência numa área territorial restrita, com a consequente formatação de povoado. São os menires da Caramujeira (zona também já representada no Paleolítico), são os sítios limítrofes do local em que assenta a cidade, como o nome de Roma ou o ilhéu do Rosário, situado na confluência da ribeira de Odelouca com o rio Arade.
Este último local, o ilhéu do Rosário, irá ter uma continuidade de ocupação detectada, nomeadamente, durante a época romana. Teria sido então um sítio sacralizado, avançando-se a hipótese de nele estar instalado um templo votado ao deus Neptuno, referindo-se em textos do início do século XVlll. A ser assim, a capelinha dedicada à senhora do Rosário que aí viria a ser estabelecida mais não faria senão assegurar a continuidade sacra do local, característica mesmo anterior à época romana.
Outro sítio de extrema importância na história antiga de é o cerro da Rocha Branca. Tratava-se de um povoado amuralhado que teve uma extensa continuidade de ocupação a partir dos séculos Vll a Vl antes de Cristo. Assim, este monte vizinho, a poente e a jusante de Silves, revelou presença humana através de vestígios característicos da primeira e Segunda Idades do Ferro, em que aparece nomeadamente cerâmica grega, demonstrativa de um trato de comércio ligado ao Mediterrâneo oriental. Esta mesma actividade comercial relacionada com o sítio da Rocha Branca irá prosseguir na época romana, como comprova a existência de numerosos fragmentos de ânforas encontrados no local. E a ocupação do cerro prosseguirá pelo menos durante a época muçulmana. Infelizmente, porém, o sítio foi completamente arrasado em 1988.
Tanto quanto se pode apurar da história da cidade, mas já do local do seu assentamento, o seu período de esplendor e de glória situa-se na época muçulmana. É certo que existiu uma “Kilpes, povoação que bateu moeda em época já contemporânea da presença romana em território peninsular. Porém, em pleno tempo de Roma, tempo que tantos vestígios deixou nestes arredores, pouco pode dizer-se de Silves, que são escassos os indícios localizados no seu perímetro urbano.
Será, de facto, na época muçulmana que a cidade portuária de Silves alcançará notoriedade.
Particularmente nos dois derradeiros séculos da presença política em território português, a partir do momento em que cai o califado, em que a sua unidade se fragmenta. Surgem então os pequenos reinos de taifas, as cortes locais, uma multiplicidade de centros de cultura e arte, entre os quais enfileira a corte de Silves. É o que vem a acontecer com a dinastia dos Banu Musaíne. Com a pertença do território aos Banu Abbade de Sevilha e com governação de Al-Mutamide e, a seguir, com o governo de Bem Ammar. Depois com os novos senhores magrebinos, primeiro os Almorávidas, que tomaram Sevilha em 1091, a que se segue o domínio da dinastia instaurada pelos Almóadas, que atacaram Sevilha em 1148.

Mas os séculos Xl a Xll vão ser séculos de ouro de Silves. Al-Mutamide e Bem Ammar, poetas, Bem Qasi, senhor de Silves, filósofo, místico, sufi, Messias (Mahdi) do tempo que está a preparar-se para vir. Tempo de desgraça para o sufi, atraiçoado pelo político que também era e que, para fazer frente aos Almóadas, se alia ao cristão Ibne Herrik, o filho de Henrique da Borgonha, senhor de Coimbra. Uma revolta dos silvenses culmina com o assassínio do Salvador no mais famoso dos edifícios da cidade – o Palácio das Varandas.
Mas a maior das desgraças iria acontecer no ano de 1189. É que, no mês de Julho, depois de terem subido o rio, assentam arrais junto a Silves os cruzados do Norte da Europa: flamengos, alemães, ingleses - , a que se juntariam, chegadas por terra, as tropas do rei português, D. Sancho l. O acordo entre ambos os grupos tinha sido estabelecido em Lisboa. Depois da conquista, o rei apenas teria direito a conservar a terra conquistada. As riquezas móveis da cidade pertenceriam aos cruzados por direito de saque.
Um Cruzado anónimo deixou-nos uma descrição de Silves no relato que fez do seu cerco e da sua conquista pela coligação cristã. Diz ele que a cidade “é cingida de muros e fossos de tal arte que nem uma só choupana se encontra fora dos muros; e dentro deles havia quatro ordens de fortificações, a primeira das quais era como uma vasta cidade estendida pelo vale chamado Rovale (Arrebalde ?). A maior estava no monte, e davam-lhe o nome de Almedina, tendo outra fortificação no encosta que desce para o mesmo vale a fim de proteger o canal das águas e um certo rio chamado Arade ou Drake; outro corre para o mesmo, o qual se chama Odelouca; e sobre o canal há quatro torres, de modo que por aqui se provesse sempre d'água em abastança a cidade superior. E tem esta fortificação o nome de Coirasce (Coiraça).”
E foi justamente aqui, com o domínio da coiraça, cortando o abastecimento de água à cidade, que os cruzados conseguiram a vitória decisiva. Vencidos pela sede, os muçulmanos acabam por se render. A 3 de Setembro desse ano de 1189, sai da cidade a alcaide que o cronista designa por Albaino e que parece ser Issa bem Abi Halfs bem Ali.
A rendição estipulava que os habitantes de Silves poderiam deixar a cidade desde que despojados de quaisquer valores. Apenas o alcaide saiu montando um cavalo. A cidade entregava-se às tropas portuguesas do rei D. Sancho l e ao saque dos cruzados nórdicos, que tinham interrompido com este episódio algarvio a sua derrota pelas terras míticas do ouro situadas no circuito oriental.
Reconquistada dois anos depois pelo califa Yacube bem Yussufe, meio século mais tarde, entre 1242 a 1246, os cristãos viriam a apossar-se de novo – e desta vez definitivamente – de Silves. Terão sido os monges guerreiros da Ordem de Santiago quem, sob inspiração do santo seu patrono, terá submetido a velha urbe muçulmana. Pouco a pouco vai caminhando Silves para o empobrecimento. Não haverá desgraça que não ature, que até um severo Álvaro Pais, no século XlV, há-de verberar os silvenses por polígamos ...
Sede episcopal, vai assim manter-se até quase finais do século XVl. Entretanto, será o próprio assoreamento do rio Arade a contribuir para a perda de importância de Silves. As águas do rio estagnam. Despontam febres arrastadas pelo paludismo. A população rarefaz-se, deserta para o litoral. Na foz do rio desenvolve-se agora uma vila portuária – Vila Nova de Portimão. Em 1539 o bispo Manuel de Sousa pede transferência da diocese para faro. E, em 1577, será aqui, na antiga Xanta Maria de Bem Harune, que se instala com livros, bagagens e múltiplos saberes o bispo Jerónimo Osório.

Daqui para diante Silves vai estagnar. Ainda que, desde meados do século passado e nos primeiros decénios deste, a indústria da cortiça, com fábricas localizadas na cidade, mesmo junto ao rio, tenha impulsionado, de novo, o seu desenvolvimento. No entanto, quer a decadência desta indústria quer a sua transferência para outros locais de Portugal, particularmente na margem sul do estuário do rio Tejo, acabaram por retirar a Silves a sua principal fonte de riqueza.
Em termos monumentais, a alcáçova e a parte da cerca da almedina ainda conservada, em boa parte ainda as velhas muralhas almóadas dos séculos Xll e Xlll constituem a principal riqueza da cidade, contribuindo fundamentalmente para manter o aspecto cenográfico que Silves apresenta quando vista, sobretudo, de qualquer das elevações que a rodeiam.
E, claro está, não poderia aqui ficar esquecido um outro ingrediente que, em termos construtivos, contribui para acentuar a imagem que a cidade oferece. É que, pela sua raridade, o grés vermelho de Silves, com o seu tom carregado, quase ferruginoso, lhe marca indelevelmente o perfil urbano, definido pela cinta e pelos blocos hoje isolados dos restos das suas muralhas.
No antigo edifício da Sé, levantado ainda no século Xlll, supõe-se que tenha desaparecido, destruído talvez em consequência de algum terramoto. A edificação actual, que conserva em estilo gótico a cabeceira e o transepto, parece já datar do século XV. Em meados deste século há notícia de decorrerem as obras da sua reconstrução. Aqui se continuou a trabalhar ainda em tempo de D. João ll, enquanto, mesmo na aurora do século XVl, há notícia de que D. Manuel l mandava “reedificar a Sé com obras novas, ficando um grande e sumptuoso templo”.
Para alé da Ermida da Senhora dos Mártires, para além do cruzeiro gótico-manuelino conhecido pelo cruzeiro de Portugal, há que destacar em Silves o Museu Municipal de Arqueologia, estruturado à volta de um poço-cisterna da época muçulmana.
Descoberto no início dos anos 80, entulhado, escondia-se o poço no interior de uma cada antiga, situada mesmo junto da face interior da muralha da almedina, perto da torre que fazia parte da cerca almóada. Trata-se de uma obra de engenharia, monumental, com os seus 16 metros de profundidade. Dado o vultoso investimento a que certamente obrigou poderemos estar, talvez, perante uma obra destinada a fornecer serviço público, a menos que se trate de uma infra-estrutura integrada numa casa rica, num palacete propriedade de uma grande família local.
O museu, orientado segundo um percurso cronológico, diacrónico, expõe um espólio ordenado desde os primeiros artefactos elaborados pelo homem, no Paleolítico, até ao século XVll, época representado sobretudo por cerâmica de utilização doméstica. De particular importância é o espolio muçulmano, resultado das escavações realizadas recentemente, ou ainda em curso, no perímetro urbano de Silves.
Silves, cantada pelos poetas:


Quantas noites passámos no açude
Entre as sinuosas correntes do rio
Que deslizavam como sarapintadas serpentes

As correntes passavam próximas de nós
Como ciumentos
Que procurassem ferir-nos com a sua maledicência.

No recanto escolhido
O jardim visitava-nos
Enviando os seus presentes pelas mãos aromatizadas

(da brisa.

 

Amada pelos príncipes, procurada pelos comerciantes, cobiçada pelos inimigos, foi Silves a mais importante cidade do Algarve (... muito mais fortificada que Lisboa e era dez vezes mais rica e grandiosa em edifícios ...), desde a queda do califado de Córdova até à maldição lançada do alto da Jóia, pelo bispo D. Álvaro Pais.
As origens perdem-se na bruma dos tempos, mas diz-se que já os fenícios teriam sido atraídos pela riqueza agrícola das suas várzeas e pelas possibilidades económicas que o rio Arade oferecia. Mas o seu apogeu teve lugar em pleno século Xll, quando Portugal começava a crescer e Ibn Caci governava de Mértola ao Oceano Atlântico. Nessa época, segundo o grande historiador Oliveira Martins, era “cidade opulenta em tesouros e formosa em construções, vestida de palácios coroados pelos terraços de mármore, cortada de ruas com bazares recheados de preciosidades orientais, cercada de pomares viçosos e jardins”.
Entre os palácios, contava-se o célebre Palácio das Varandas, o Axarajibe, que inspirou o mais conhecido poema árabe sobre Silves, escrito em Sevilha por Al-Makkari:
Ó Abn Beer, ó meu melhor amigo
Saúda em Silves os lugares queridos ...
Saúda o Sharadjib,
Onde eu passei a minha juventude

Soberbo alcazar de reais salões

Ah ! quanta noite aí passei ditosa
Ao lado da fada sedutora ...
De todos os edifícios falados, o único que ainda hoje dar uma visão do conjunto é o castelo, embora os restauros recentes lhe tenham dado um aspecto diferente do que tinha quando se opôs à entrada dos cristãos. É, apesar de tudo, o mais imponente castelo algarvio, coroando à cidade com suas torres e impondo-se na paisagem, seja qual for o ângulo por que seja abordada.
Existe no interior do castelo uma cisterna árabe, onde segundo se conta, há uma moura encantada que se passeia numa barca de prata com remos de ouro pelas águas cristalinas da cisterna e que em noites de São João, entoa belos cânticos de amor. Diz a tradição, que se trata de uma princesa que aguarda a chegada de um príncipe que pronuncie as palavras exactas para a desencantar.
Edificado no cume da colina de Silves, o castelo constitui um dos mais belos e mais significativos castelos de Portugal. Está construído em taipa e pedra ruiva, o que lhe dá uma tonalidade roxo-avermelhada e é construído por um polígono irregular de defesas militares.
De origem remota, julga-se que as primeiras fortificações do castelo sejam fenícias, e que por lá tenham passado igualmente, os romanos. Mas é no período de ocupação muçulmana, comprovado pelas fontes históricas e por escavações arqueológicas, que o castelo toma forma, pois, Silves foi durante quatro séculos a capital muçulmana do Algarve e daí a importância do castelo.
Em 1189, Silves foi conquistada, após um cerco de dois meses, por D. Sancho l, mas em 1191 caiu novamente nas mãos árabes. Só em 1246, é que o castelo e a cidade passaram definitivamente para o poder dos portugueses. Vinte anos mais tarde, D. Afonso lll mandou reedificar e povoar a cidade e concedeu-lhe foral. Foi capital do governo das armas do Algarve até ao reinado de D. Afonso lV, e sede do bispado do Algarve até à sua transferência para Faro em 1577.
A sua importância, porém, não fez com que fosse poupada aos vários terramotos que abalaram a cidade. Forão seis no século XlV, três no século XVL e dois no século XVlll, um dos quais foi o de 1755. Estes dois últimos foram os que causaram maiores danos.
Em 1843, o castelo foi oficialmente entregue à guarda da Câmara, que o utilizou para cadeia até Março de 1947 e nas décadas de 30 / 40, a Direcção Geral dos Monumentos Nacionais procedeu a um importante restauro do castelo.
Actualmente, está aberto ao público. A entrada faz-se a sudoeste por uma porta em arco de volta perfeita. Segue-se um corredor abobadado, que termina com um portal de arco abatido, onde se dá entrada para a cerca. Ao sair do portal, avista-se o varandim do sul, à direita do qual se ergue a torre ou quadrela do Canto. No caminho para o varandim foi colocada a estátua em bronze de D. Sancho l, o conquistador de Silves, em 1189. À esquerda do varandim do sul encontra-se a Torre do Oriente, também conhecida por torre das mulheres, por nela se ter instalado a prisão das mulheres.
Dentro da cerca, fica a cisterna moura composta de 4 abóbadas sustidas por colunatas, hoje quase completamente submersas. Encontramos, ainda, a chamada “cisterna dos cães”, que parece ter substituído uma antiga mina de cobre, explorada ao tempo dos romanos.
Composta por 6 torres interligadas por um passeio de ronda, sobressai a torre de menagem ou Aben-Afan (o último rei árabe) e à esquerda desta, aparece-nos a Torre do Segredo, assim chamada por ter sido destinada aos presos incomunicáveis.

 

Silves
http://www.regiao-sul.pt/algarve/silves/index.htm
Silves foi conquistada aos mouros por D. Sancho I, a 3 de Setembro de 1189.
O Município de Silves, actualmente com 687 quilómetros quadrados e cerca de 34 mil habitantes é, em termos territoriais, o segundo maior concelho do Algarve e um dos seus mais importantes cartões de visita, não só pela sua história, mas também, pela cultura das suas gentes, valências e apetências sociais e económicas, no que se inclui a promissora indústria do turismo.
A cidade de Silves - primeira capital administrativa do Algarve -, banhada pelo rio Arade, apresenta-se em anfiteatro, pela colina do Castelo acima atingindo 55 metros de altitude.
Desde a pré-história que esta região é povoada, sendo frequentes os achados arqueológicos na bacia do Arade e nas áreas litorais (menires, sepulturas, instrumentos de pedra polida).
Visitar a cidade de Silves é como que uma obrigação. Comece pelo Mercado Municipal e delicie-se com as frutas e hortaliças da região, ou com o peixe fresco e a tipicidade dos vendedores e outros agentes locais, que com natural entusiasmo promovem os seus produtos.
Depois do Mercado, na rua José Estêvão, situada do lado Nascente, pode observar as edificações "oitocentistas" que marcam o início da era industrial de Silves, em que a cortiça marcou assinalável desenvolvimento.
 

Suba depois até ao Largo do Município, onde poderá observar a presença de três importantes símbolos do poder local: o Pelourinho, as Portas da Cidade e o edifício dos Paços do Concelho, estes dois últimos sedes, respectivamente, da antiga e da actual Câmara Municipal.
Ali ao lado, entrando pelo arco sob o Torreão das Portas da Cidade, alguns passos mais à frente, conduzem-no ao Museu Municipal de Arqueologia, que alberga no seu interior uma das mais notáveis e recentes descobertas arqueológicas - um Poço-Cisterna do séc. XII. Uma visita à Igreja da Misericórdia, com porta de estilo manuelino, ou à antiga Sé Catedral, donde avistará o Castelo, torna-se também indispensável.
Visite pois o Castelo de Silves e desfrute da bela paisagem que do seu miradouro terá então sobre a cidade. Já na base da cidade, depois de ter descido a escadaria, o empreendimento de cultura e lazer que recuperou uma das grandes fábricas de cortiça dessa época - a "Fábrica do Inglês" -, proporciona-lhe uma visita ao Museu da Cortiça. Depois, a Nascente da Cidade, como se seguisse para o Enxerim, encontra a Cruz de Portugal.
Em Silves poderá ainda usufruir de agradáveis espaços públicos que a cidade tem para lhe oferecer: jardins, largos, vistas, sombras, cafés, restaurantes e bares.
À noite, aconselhamos uma observação atenta durante alguns minutos à bela iluminação do Castelo, preferencialmente pelo lado Norte da muralha.
A tradição gastronómica silvense baseia-se numa típica sopa de batata à antiga, com hortelã e pão caseiro. Depois pode provar umas papas de milho ou uns griséus à algarvia, com linguiça, toucinho e ovos. Se preferir, pode também comer um bacalhau abafado ou uns carapaus alimados, assim como um coelho com molho escuro.
Nas sobremesas, o bolo real, o morgado de Silves, o doce de ovos ou as meias luas, são os doces tradicionais. Na fruta, a laranja algarvia é a recomendação que lhe fazemos.
Website da Câmara de Silves:
www.cm-silves.pt

 

 

 

 

Tavira – (Concelho do Distrito de Faro)

 

 

 


Nascido nas alturas da serra, lá para o Garrobo ou para a Água dos Fusos, correndo calmamente durante quilómetros com o nome de Séqua, ao chegar à ponte romana, ali onde passa por velhos palacetes de chaminés rendilhadas, transforma-se em Rio Gilão e com este nome se lança no mar.
Isto acontece em Tavira, a cidade das 37 igrejas, que, habituadas a baptizar toda a criatura, também baptizaram o rio.
Se a compararmos com as outras cidades do Algarve, é provável que consideremos Tavira a mais genuinamente cidade, com a sua parte baixa, a sua alameda junto ao rio, os seus palácios, as suas igrejas. Cidade um pouco adormecida talvez, como o próprio rio em tudo se reflecte, em que tudo ganha uma dimensão de sonho, Dublin em miniatura, ou Gand, ou Copenhaga ...
Herdeira provável da antiga Balsa, pátria de poetas no tempo árabe, foi a cidade conquistada por Paio Peres Correia, que nela quis ser enterrado junto aos sete cavaleiros que perderam a vida no cerco. Figura de desmedido valor, viram-no os Tavirenses de físico proporcional à coragem, como o prova a sua cabeça esculpida nas escadas da praça, colocada em altura que se pretende que seja a natural.
Do castelo que ele tomou restam as muralhas, restauradas e ajardinadas. Da mesma época são talvez algumas casas da encosta sul, até ao Arco da Misericórdia. Medievais são ainda, dizem, as arcadas trás referidas. De qualquer forma, pouco escapou ao terramoto de 1755. As janelas geminadas da Travessa de D. Brites são uma relíquia. O pórtico da igreja da Misericórdia, considerado o melhor no género em todo o Algarve, é uma outra. Outra ainda é a janela do Mau Cabelo, na rua das Oliveiras. De resto, uma porta aqui, uma sacristia ali e, claro, a ponte. Ponte que os portugueses defenderam em 1383 quando os vassalos de D. Beatriz lhes quiseram impor o rei de Castela.
Origem do nome:

No tempo do chamado Califado de Córdova, o nome da povoação escrevia-se TABIRA, mas nada autoriza a afirmar que tal grafia seja forma corrompida de TALÁBRIGA. Talvez aquelas primeiras sílabas - tabi - não sejam mais do que a forma aferética, obtida do vocábulo árabe ATABII, com a variante reduzida ATABI, nome este que foi dado a um bairro turco de Bagdad. Todavia, mesmo admitida esta hipótese hipótese, não encontramos para a sílaba final - RA - explicação que satisfaça.
Sabemos porém, que o topónimo evolucionou graficamente no decurso dos séculos, pois, entre TABIRA e TAVIRA, aparece-nos a forma TAVILA, largamente documentada nos nossos escritores dos séculos XV e XVl (Gomes Eanes de Zurara, Damião de Góis, Camões e outros), com o que se mostra terem alternado entre si as líquidas L e R.
Em poder dos portugueses, TAVIRA tornou-se oficialmente vila no reinado de D. Afonso lll, em 1266, e D. Manuel l fê-la cidade no ano de 1520.
PEQUENA HISTÓRIA
A sua fundação remonta à época da ocupação fenícia ou cartaginesa.
Conquistada aos Mouros por D. Paio Peres Correia em 1242, foi doada em 1244, por D. Sancho ll, à Ordem de Sant`lago.
 

D. Afonso lll, concedeu-lhe foral em 1266, o primeiro outorgado a uma vila do Algarve. Em 1520, D. Manuel l elevou-a à categoria de cidade, aumentando-lhe os privilégios.
MONUMENTOS
IGREJA DE SANTA MARIA DO CASTELO: Erigida sobre ruínas da antiga mesquita muçulmana, remonta ao séc. Xlll. Destruída pelo terramoto de 1755, foi mandada reedificada pelo bispo D. Francisco Gomes. A Torre do Relógio é encimada por uma janela do tipo árabe.
IGREJA DA MISERICÓRDIA: Arquitectonicamente a mais valiosa de Tavira, é o melhor exemplar renascença do Algarve. Entre duas pilastras de secção quadrangular, com pedestais e capitéis da ordem compósita, integra-se o portal, de volta redonda emoldurada.
IGREJA DAS ONDAS: Assim chamada por pertencer aos mareantes e nela se venerar a imagem de Nossa Senhora das Ondas, tem por orago S. Pedro Gonçalves. O edifício, cujas origens remontam provalvelmente ao tempo de D. Manuel l, é de planta trapezoidal. A cobertura, abobadada, apresenta um tecto de madeira ornado de pinturas decorativas setecentistas, figurando ao centro as armas de D. João V.
IGREJA DE S. PAULO: Também denominada de Nossa Senhora da Ajuda, a sua fundação remonta a 1606, data em que os frades paulistas ou eremitas de Santo Amaro, vieram estabelecer-se no convento anexo, actualmente desaparecido. A fachada é precedida por uma galilé abobadada, em cujo fecho se vê um escudo circular de alvenaria, um escudo português sobre um leão destado.
IGREJA DE SANTO ANTÓNIO: Pertenceu a um pequeno convento, fundado pouco depois de 1606, do qual apenas subsiste o claustro. Sem notabilidade arquitectónica, possui várias peças de interesse, nomeadamente o chamado Trânsito, constituído por três grupos escultóricos, em tamanho natural, alusivos a Santo António.
A CAPELA DE NOSSA SENHORA DA CONSOLAÇÃO: Corre as paredes do interior um silhar de azulejos policromos do séc. XVll de padrão original. O retábulo, do séc. XVl, enquadra algumas telas da escola flamenga.
DO JORNAL DO COMÉRCIO DE 30 DE SETEMBRO DE 1900
Tavira, cidade e cabeça de concelho, com 12.178 habitantes. É servido pelo Caminho de Ferro Sul e Sueste. Foi conquistada aos Mouros em 1239, por D. Sancho ll.

 

Tavira
http://www.regiao-sul.pt/algarve/tavira/index.htm
Herdeira de antigas civilizações, Tavira foi colónia fenícia, povoada pelos romanos e uma importante cidade durante o período de ocupação muçulmana. Em 1242, os cavaleiros da Ordem de Santiago comandados por D. Paio Peres Correia conquistam a cidade para o reino de Portugal.
A partir das últimas décadas do séc. XIX a pesca do atum e a indústria de conservas deram nova vida à cidade. Hoje, Tavira é uma cidade em desenvolvimento, assentando no aproveitamento turístico dos valores naturais e culturais - a sua principal aposta.
Tavira mantém, na generalidade, um aspecto próximo do que teve em épocas recuadas: com um núcleo claramente medieval, existem no todo urbano exterior a esse núcleo, inúmeros pormenores, volumes e formas, que testemunham a permanência de elementos não só medievais, como de épocas posteriores, embora já distantes. São marcas e símbolos de um notável passado histórico, que importa defender e preservar, enquanto património histórico de inegável e raro valor.
A cidade de Tavira fica situada no Sotavento algarvio, a pouco mais de meia distância entre o Cabo de Santa Maria e a foz do Guadiana. Dista dois quilómetros do mar e está implantada de ambos os lados do Rio Gilão (ou Séqua), com uma ponte construída pelos romanos, ligando as duas margens. Também chamado de Ribeira da Asseca, este rio está sujeito ao regime das marés e é navegável, na maré cheia, por traineiras e outros barcos de pequeno calado, até quase junto da ponte.
De referir que no reinado de D. Maria I, Tavira ganhou uma forte tradição militar, designadamente por ali ter sido construído um amplo aquartelamento, na periferia da cidade, no sítio da antiga Atalaínha, onde durante a época colonial mais recente foi sede do CISMI - Centro de Instrução de Sargentos Milicianos de Infantaria. 
Mas, durante o período da guerra civil (1833), comandando uma expedição liberal saída do Porto, o duque da Terceira desembarcou numa praia do litoral de Tavira, donde iniciou o movimento para a capital, que acabaria pela tomada de Lisboa às tropas Miguelistas.
Nos dias de hoje, para a cidade, manifestamente carente de estruturas produtivas e tentando ultrapassar um apagamento de séculos, o aproveitamento turístico de factores naturais e culturais, parece ser, apesar de tudo, mais que de sobrevivência, uma alternativa possível para o ressurgimento almejado.
Numa visita a Tavira, não perca a oportunidade de provar uma sopa de peixe ou de beldroegas, pois estas são de facto muitíssimo apreciadas, a par de uma sopa de feijão com castanhas que também é característica deste concelho. Mas é o peixe - sempre fresco - assado, acompanhado de uma salada de tomate com pimentos assados, ou um arroz de chocos ou de lingueirão, os pratos que fazem as delícias desta terra à beira-mar plantada, desfrutando duma riqueza inigualável que a Ria Formosa oferece, designadamente em bivalves.
Para sobremesa, recomendamos um folhado de Tavira, umas bailarinas, uma bolas de figos, ou ainda, uns beijinhos, sem esquecer os famosos Dom Rodrigos.   
Website da Câmara de Tavira:
www.cm-tavira.pt

 

 

 

 

 

Vila do Bispo – (Concelho do Distrito de Faro)

 

 

 

 

Primitivamente denominada Santa Maria do Cabo, pela sua proximidade com o cabo de São Vicente, foi, em 1515, doada à Sé do Algarve por D. Manuel l, tomando então o nome actual. Foi elevada à categoria de vila por D. Pedro ll (de Portugal).

Origem do nome:

«Xavier Fernandes em Topónimos e Gentílicos (1944)» : “A expressão alude, sem dúvida, a qualquer bispo, provavelmente da respectiva diocese e a quem a povoação quis homenagear, talvez em sinal de gratidão por benefícios recebidos”.


Vila do Bispo

http://www.regiao-sul.pt/algarve/vila_bispo/index.htm
Com sessenta por cento da sua área inserida no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, o concelho de Vila do Bispo é um dos poucos locais da região do Algarve onde a natureza selvagem, aliada a um património histórico cultural riquíssimo, se mantém intacta.
Localizando-se no extremo mais ocidental da região, e com condições únicas e belezas raras que convidam a uma visita prolongada, apresenta duas realidades distintas: a costa ocidental - pouco recortada, e onde desaguam pequenos cursos de água doce - e a costa meridional, mais recortada em resultado da erosão, oferecendo uma magnífica visão de enseadas e baías.
Desde as suas gentes, à sua variadíssima gastronomia e paradisíacas praias, Vila do Bispo proporciona a prática dos mais variados tipos de turismo e desportos, possibilitando um contacto saudável e harmonioso com a Natureza, na verdadeira acepção da palavra. Sol, mar e um vasto património histórico cultural perfazem, assim, a conjugação perfeita para quem quer sentir o misticismo do passado e a dinâmica do presente.
O Decreto-Lei n.º 241/88 de 7 de Julho de 1988, criou a Área Protegida do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (APSACV), mais tarde reclassificada, através do Decreto Regulamentar n.º 26/95 de 21 de Setembro, como Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV).
Este Parque Natural tem uma área de 70.000 ha, que se inicia em Sines e termina em Burgau, abrangendo os concelhos de Sines, Odemira, Aljezur e Vila do Bispo. Em Vila do Bispo o Parque Natural está implantado em 60% do seu território, incluindo o aglomerado urbano de Vila do Bispo, Raposeira, Figueira, Burgau e Bordeira.
O limite marítimo do Parque Natural é a batimétrica dos 50 m, abrangendo uma faixa marítima de cerca de 2 km definida a partir da linha da costa. No concelho de Vila do Bispo essa faixa varia entre 3 e 4 quilómetros na costa ocidental e 1,5 a 8 quilómetros na costa sul.
O clima é do tipo mediterrâneo com influência marítima.
Em termos gastronómicos, Vila do Bispo oferece o bom peixe fresco, os famosos perceves e a deliciosa moreia frita. Como sobremesa, recomenda-se o bolo de mel, uma verdadeira delícia feita à base de mel, farinha de trigo e azeite. 
A Agro-Expo do Concelho de Vila do Bispo - Feira de Actividades Económicas, Artesanato, Gastronomia e Pecuária, é uma iniciativa  da Câmara Municipal que anualmente se realiza em Setembro, contando com o apoio da Região de Turismo do Algarve.

 

 

 

 

 

Vila Real de Santo António – (Concelho do Distrito de Faro)

 

 

 

 

Foi fundada pelo Marquês de Pombal, em 1774, com semelhante traçado ao da Baixa de Lisboa. Na Idade Média duas aldeias de pescadores, pelo menos, já aí estavam implantadas: a grande povoação de Monte Gordo e a sua pequena vizinha Santo António da Arenilha, esta mesmo ao pé da barra do rio. Em meados do século XVlll, Monte Gordo tinha cerca de 5 mil pescadores e suas famílias.

Citando e escritor Baptista Lopes: “ (…) o Marquês de Pombal, vendo deserto todo o chão desde a aldeia de Monte Gordo até Castro Marim, resolveu criar na margem do rio Guadiana, em frente da província espanhola da Andaluzia, uma povoação imponente que suplantasse Aiamonte e infundisse respeito aos espanhóis e a todos os estrangeiros que desembarcassem no Guadiana e pisassem a extremidade sudeste do País (…).

Escolheu para a nova povoação um risco elegante e majestoso, à imitação da chamada Lisboa pombalina: fronteira imponente, regular e simétrica, olhando com desdém para a Andaluzia e para o Guadiana, ruas amplas, algumas com 30 metros de largura, todas perfeitamente alinhadas e cortadas m ângulo recto por outras do mesmo estilo; casas elegantes, todas simétricas; praças e largos; boa igreja matriz, soberbos Paços do Concelho, majestoso pelourinho”.

E chamou-lhe Vila Real (porque o próprio rei a tomava sob sua protecção) e de Santo António, em memória da antiga aldeia ali existente”.

 

Vila Real de Santo António
http://www.regiao-sul.pt/algarve/vila_real/index.htm
Por vontade de Sebastião José de Carvalho e Melo - o Marquês de Pombal - Vila Real de Santo António nasceu no ano de 1774 no século XVIII. O seu centro histórico distingue-se pelas ruas geometricamente perpendiculares e devidamente ordenadas que compõem o núcleo arquitectónico, donde ressalta à vista a antiga praça real - hoje Praça Marquês de Pombal -  com o piso radiado, branco e preto e o Obelisco dedicado ao Rei D. José.
Ainda hoje prevalece o espírito pombalino em muitas actividades, marcando indelevelmente a história de Vila Real de Santo António, associada à faina marítima e à actividade da pesca, das conservas e, mais recentemente, à indústria de construção naval moderna.
Tal como acontece em toda a região algarvia, o concelho de Vila Real de Santo António está hoje mais vocacionado para o Turismo. A praia de Monte Gordo, que foi uma das pioneiras na atracção turística da região na década de 60, continua hoje a ser um destino preferido do turismo nacional, muito apreciada pela sua vasta extensão de areal e pelas águas cálidas, de temperaturas verdadeiramente mediterrânicas, que apresenta. Outras praias, como a do Alemão e a Manta Rota, complementam a tranquilidade existente nesta zona do Sotavento algarvio.
No enquadramento destes areais característicos, encontram-se, a mata de Monte Gordo e outros pinhais, que embora menos extensos ostentam um verde repousante, são e pleno de perfume silvestre por onde apetece caminhar, respirando o ar puro de um clima praticamente único no mundo. Durante esses tranquilizantes passeios por entre pinheiros, é frequente encontrarmos, o mais  frequente habitante destas paragens - o camaleão.
Mas, neste concelho fronteiriço com a vizinha Espanha em que o rio Guadiana é mediador, existem outros locais de rara beleza e grande tradição. Estamos a falar-vos de Cacela Velha, por exemplo, com fortes tradições no artesanato - cestaria de cana - onde ainda é possível saborear umas deliciosas ostras, umas amêijoas de cão, um bom peixe grelhado, ou um saboroso prato de marisco salteado.
E porque estamos a falar de gastronomia, convém não esquecer os famosos pratos confeccionados à base de atum - uma tradição que vem de muito longe -, como a estupeta, uma moxama (lombo seco e prensado), ou uma espinheta (guisado com batatas), não sem antes provar umas conquilhas abertas ao natural ou, porque não, um atum de vinagrete para lhe abrir o apetite.

 

 

Nos doces, muita coisa boa se pode encontrar no concelho de Vila Real de Santo António, desde os carriços aos bolinhos de amor ou às tortas de amêndoa, entre outros.
A finalizar, não podemos deixar de salientar a mais recente evolução do concelho de Vila Real de Santo António. Estamos a falar de desporto e, naturalmente, do excelente Complexo Desportivo, ali à beira da Mata de Monte Gordo, por onde passam anualmente categorizados atletas, quer em estágio, quer em preparação para competições internacionais ou olímpicas. Como referência, fique a saber que por estas infra-estruturas desportivas - em crescimento - ultrapassando anualmente as vinte mil utilizações.
O Complexo Desportivo de Vila Real de St.º António inclui actualmente um pavilhão, três polidesportivos, quatro campos de ténis, dois campos de mini-ténis, estádio
com campo de futebol relvado, dois campos de futebol relvados para treinos, pista de atletismo com piso sintético, campo de treino de lançamentos e pista de cross.
Vila Real de Santo António, está assim na rota das grandes competições.

 

 

 

Trabalho e pesquisa de Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande - Portugal

 
 

 

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